29 de Janeiro 2017

TUA PALAVRA ME BASTA

2 Cor. 12:9

A palavra de Deus nos oferece um suporte em todas as ocasiões, sabemos bem disso, mas mesmo assim temos momentos em que somos amarrotados por circunstancias que nos levam a ansiedade, e é normal este sentimento, pois ainda somos seres rumo a perfeição e não perfeitos, sendo aperfeiçoados e não perfeitos. Muitas vezes até a vergonha nos leva a depender de Deus somente (Ed 8.22). A palavra de Deus nos mostra promessas para diversas situações em que estamos ansiosos, textos conhecidos, mas que não buscamos quando passamos por dificuldades.

Quando ansiosos por causa de um problema de saúde ou por sentimentos de incapacidade, temos 2Cor 12.9. “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza.” Muitos são os testemunhos dos que tiveram suas vidas transformadas por acidentes e doenças graves, porque em suas fragilidades entenderam que somente tinham a Deus como auxilio. O radialista Rafael Henzel, sobrevivente do acidente da Chapecoense  disse que numa cama de hospital ele percebeu que diante de Deus não somos nada e que somos totalmente dependentes dele.

Quando ansiosos por causa de algumas pessoas que se colocam contra nós temos Rm 8.31 “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”. A grande questão neste caso então e se certificar que Deus é por nós, se sim, a oposição é tão insignificante que nem a consideramos.

Quando ansiosos para que a palavra de Deus que falamos dê os frutos que esperamos, temos Is 55.11 “Assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei”. Que maravilhosa promessa, se nosso maior anseio é propagar a palavra de Deus, temos aqui a certeza de que indubitavelmente terá efeito, mesmo que não de acordo com o que queremos, mas de acordo com algo muito melhor, a vontade de Deus.

Quando ansiosos por medo da morte temos Rm 14.8 “Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor.” Ah que graça maravilhosa.

Quando ansioso por vacilar na fé temos o verso que tem acompanhado a IPJA em Fp 1.6 “Aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao dia de Cristo Jesus.” Consoladora doutrina da perseverança que nos acalma e impulsiona ao mesmo tempo.

Quando ansioso por estar envelhecendo (na verdade todos estão) temos Is 46.4 “Até a vossa velhice, eu serei o mesmo e, ainda até as cãs , eu vos carregarei; já o tenho feito; levar-vos-ei, pois, carregar-vos-ei e vos salvarei.”

Maravilhosa graça que nestas e em tantas outras circunstâncias nos acalma com um estrondoso “BASTA”, porque de fato muitas são as aflições pelas quais  temos que passar, mas o SENHOR nos livra de todas (Sl 34.19), como vemos a palavra de Deus nos basta.

 

Rev. Michael da Costa Souto

Igreja Presbiteriana no Jardim América

 

 

 

 

O QUE FIZ

E O QUE VOU FAZER

Fim de ano, fim de mais um ciclo, tempo de repensar e pensar. Repensar o que fizemos durante o ano e pensar o que faremos no próximo ano. Podemos e devemos buscar a Deus e suas orientações nesta árdua tarefa de repensar tudo o que realizamos ou não e também buscar para a animadora tarefa de pensar no que fazer no próximo ano. Para a primeira parte podemos nos voltar para o texto de Jeremias 8.6 onde o povo de Israel cinicamente se pergunta "Que eu fiz?". Devemos nos perguntar sinceramente sobre o que fizemos. Diante desta pergunta poderíamos responder espantados com nossos atos pecaminosos ou sarcasticamente como uma criança que ao ser questionada pela mãe quanto a seu erro diz "o que eu fiz?". Esta análise é importante e urgente, podendo definir o que faremos no próximo ano.Para a segunda parte temos um texto que é muito usado para falar do chamado de Deus, da adoração a Deus e sobre o culto a Deus, e de fato Isaias 6.1-8 abrange todos estes aspectos, contudo o contexto nos mostra um tempo dramático de grandes mudanças, algo que lembra o momento atual de nosso querido país. No ano da morte do rei Uzias Deus está no trono da sala de comando do universo. Em um ano de intensa crise política e econômica, com previsões nada animadoras, precisamos nos lembrar que Deus esteve, está e sempre estará no controle de todas as coisas. Assim podemos pensar calmamente no que fazer no próximo ano.

Pr. Michael da Costa Souto

 

Perspectivas do Natal

Quando lembramos de Natal logo buscamos os textos dos evangelhos, principalmente nos detalhes da investigação apresentada no evangelho de Lucas. Contudo sabemos que a verdadeira mensagem do Natal é esquecida por muitos, se tornando apenas mais um feriado com fins lucrativos. Neste momento acredito ser necessário uma nova perspectiva do nascimento do Salvador.  Mas tenha calma, este novo olhar sobre o nascimento de Jesus não é fruto de uma revelação contemporânea, mas das antigas cartas do velho apóstolo Paulo. Em Gálatas 4.4-5  de maneira muito sucinta o apóstolo traz grandes verdades sobre as circunstâncias, o nascimento e o resultado do Natal.  Primeiro ele nos diz que o tempo era pleno, completo, inteiro e exato (redundância necessária). Não foi um momento qualquer da história, o mundo geopolítico, econômico, cultural e social estava pronto para a vinda do messias, Deus sempre esteve, está e estará no trono que controla todo o universo.

Em segundo lugar nos diz que o Filho é “nascido de mulher”, esta expressão indica a humilhação do Filho de Deus. Maria foi agraciada porque por ela nasceu a humanidade do Eterno Deus Filho, e o Filho de Deus humilhou-se por nascer de Maria, jamais poderíamos inverter estes fatores, Maria não foi deificada, assim como o Filho de Deus não foi humanizado no sentido de se tornar homem, Ele adquiriu natureza humana sem prejuízo da natureza divina. Em terceiro lugar ele nasceu sob o regime da lei, isto aponta também para a humilhação de Cristo. Ele veio como servo,  e a cumpriu toda, em seus aspectos morais, civis e cerimoniais, uma obediência perfeita e eterna.

O quarto ponto se vê na expressão “para resgatar”. Para pagar um preço, tipificado no custo do resgate do Egito, a morte do cordeiro. O Faraó e o Egito sempre foram símbolos de Satanás e seu reino. A boa nova de salvação foi prefigurada no Egito e plenamente revelada em Cristo para o resgate de muitos.

A quinta verdade fala da finalidade do nascimento de Jesus nas palavras “a fim de que recebêssemos a adoção...”. Ele foi enviado e nasceu para que  fôssemos feitos filhos e coerdeiros com Cristo Jesus, o que no contexto de Paulo era uma operação judicial, o que nos lembra que fomos justificados.

Por ultimo voltemos ao verso 4. “Deus enviou” nos mostra a ligação do Pai com o Filho eternamente gerado. Na chamada “grande comissão” fomos enviados, mas o envio de Cristo é “a maior comissão”.

Aprendamos e proclamemos esta perspectiva tão profunda e verdadeira.  O Salvador veio em tempo perfeito, se humilhou tomando forma de homem servo, tudo para nos resgatar da condição de filhos da desobediência segundo a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. Glória a Deus!

Pr. Michael da Costa Souto

 

 

As Tragédias Da Vida

Lc 13.1-9

Nesta semana ficamos chocados com a notícia do acidente aéreo ceifando a vida de 76 pessoas, em sua maioria membros do time de futebol da cidade de Chapecó. Nosso coração fica comovido pelo sofrimento de tantas famílias e oramos para que sejam consolados. Em meio à tragédia buscamos informações e nos deparamos com as mais variadas posições sobre o assunto.

A palavra de Deus tem muito a nos dizer sobre as tragédias, para nosso consolo e aprendizado devemos buscar nas Escrituras o que pensar nestes momentos difíceis. O próprio Cristo instrui pessoas que comentavam tragédias deste tipo. No texto citado acima vemos as mesmas opiniões em comentários descabidos, assim como vimos nestes dias. Um extremo pergunta onde está Deus como se ele fosse o culpado e outro extremo procura incriminar alguma das partes envolvidas na tragédia, até mesmo as vítimas.

Neste espaço curto podemos dizer que o que Jesus enfatiza é que estas tragédias acontecem e devem nos levar a reflexão, arrependimento e frutos dignos deste arrependimento. Acredito que a tragédia desta semana provocou reflexões sobre a fragilidade da vida em muitos de nós, mas esta reflexão deve levar o crente imediatamente ao arrependimento e a mudança de postura. Se você se emocionou e não passou a amar mais a Deus intensificando a vida de oração e comunhão com ele, com familiares e o próximo, nada mudou. Eu não vi isto acontecendo, não vi reuniões de oração lotadas, não vi mais pessoas no estudo bíblico e tampouco famílias mais unidas. Talvez agora venha a verdadeira reflexão.

 

Pr. Michael da Costa Souto

 

 

 O Momento Político Brasileiro
 A palavra de Deus não se esquiva de falar de política, muito pelo contrário ela nos orienta mostrando a história de muitos homens que foram grandes estadistas e que com a graça de Deus levaram o povo a tempos de paz, fartura e religião pura. Já que Deus trata o assunto devemos estar atentos sobre o mesmo. Não podemos e não devemos estar alheios a situação política, principalmente no atual momento de nossa nação. 
A insatisfação e frustração com a classe política (ou falta de “classe” política) é notória e justificada, contudo estes sentimentos não devem causar uma aversão que tenha o significado de rejeição a qualquer coisa relacionada a política. Estou dizendo que a aversão à política quando caracterizada por um escapismo deve ser combatida. Não devemos sustentar a posição de que este não é assunto de um cristão, a própria palavra de Deus nos mostra que o cristão deve se levantar contra, acusar as injustiças e apontar para o evangelho. O exemplo bíblico mais recente que temos é do apostolo João que foi preso pois a sua mensagem perturbava e estremecia até mesmo a política de sua época. Em Apocalipse vemos que a perseguição à Igreja tem caráter político e se manifesta nos sistemas de poder da sociedade. 
Hoje existe uma grande arma que pode nos usar ou ser usada por nós nesta luta por um governo justo, estou me referindo a mídia, sejam as mídias sociais, televisivas ou da internet (que hoje estão profundamente interligadas). Qual a sua opinião sobre a eleição de Donald Trump? E sobre Alexandre Kaliu em BH? O que diz sobre a posse de Michel Temer? Será que sua opinião sobre estes assuntos sofreu influência da mídia? Acredito que sim, as próprias perguntas mostram influências. Poderíamos perguntar sobre os mesmos assuntos de outra maneira. Qual sua opinião sobre a derrota de Hillary Clinton e Barack Obama? E sobre a derrota de João Leite e PMDB? O que diz sobre o Impeachment de Dilma Rousseff e a derrocada do PT? Não se engane, a mídia é manipuladora, busque a verdade.
Acredito que todos estes acontecimentos, revelações e prisões nos levam a buscar a Deus como única alternativa, sempre foi e nunca devemos deixar de pensar assim. É claro que devemos nos informar e depois agir, e em tudo isto devemos ter cautela. A principal ação do cristão neste mundo é ter vida com Deus antes de mais nada, foi assim que Daniel não se contaminou com o sistema político, social e religioso de sua época e ainda foi grande e notória influência. Qualquer assunto que possamos repercutir deve nos levar a Deus. Pense em Jó e Ló, dois personagens das Escrituras que que foram chamados de justos e em como se relacionaram com a sociedade de sua época. Que tipo de crente você é? Jó ou Ló?
Rev. Michael da Costa Souto
 
 
 
O TRABALHO NÃO É VÃO
 
1Co 15.58
“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.”
 Estamos na segunda metade de novembro e já começaram as eleições das sociedades internas e departamentos de nossa Igreja. O trabalho para o ano de 2017 começa a ser delineado. Somos uma Igreja cristã e os cristãos nela inserida estão dispostos e esperançosos para o trabalho do próximo ano. Isto porque amamos a obra de Deus e sabemos que nele o nosso trabalho não é vão. Na historia do povo de Deus, principalmente descrita no Antigo Testamento, vemos que uma das características mais marcantes de um povo em decadência espiritual era pensar que é inútil servir a Deus, então é correto afirmar que um crente saudável está sempre disposto e cheio de vontade de trabalhar na obra de Deus. A palavra de Deus é muito clara como vimos no texto citado acima ao afirmar que devemos nos dispor ao trabalho, contudo, muitas vezes ficamos indecisos sobre assumir ou não um cargo na Igreja. Nesta situação vem a pergunta: É pecado rejeitar um cargo na Igreja? A resposta simples é não, não é pecado rejeitar assumir um cargo na Igreja. A resposta complicada é sim, é pecado rejeitar quando os motivos não são justos. O que seria pecado então?
A negligência!
Em primeiro lugar, o crente que não comparece à uma reunião para não ser eleito está pecando por negligencia, está sendo injusto também. Em outro caso estaria pecando por incredulidade, pensando que Deus possa “se enganar” e escolhê-lo. Lembre-se de Moisés e de suas desculpas para não cumprir o chamado de Deus e de Jonas que sofreu duramente por não fazer a obra de Deus e se entregar à suas próprias vontades. Está pecando também o crente que não aceita o cargo por não ter tempo para fazer a obra de Deus, pois sua vida está tomada por tudo o que não diz respeito à obra de Deus. Quando alguém está sem tempo para ficar com a família ou para descansar logo pensa que deve deixar alguns cargos na Igreja, raramente pensa em diminuir o ritmo de trabalho ou deixar um trabalho (no caso de quem tem mais de um). Na verdade o que deve governar seu pensamento é ideia bíblica de prioridades, o Reino de Deus em primeiro e as demais em consequência da primeira. Devemos fazer a obra de Deus enquanto cuidamos da família e ter o trabalho “secular” como consequência destes primeiros. Existe a questão da falta de habilidade, do acúmulo de cargos ou de abraçar mais trabalhos do que deveria, mas estes raramente são os verdadeiros problemas. Mas além disso lembre-se que devemos ser firmes, abundantes e sabedores de que nosso trabalho não é vão, tenhamos fé que todas as coisas nos serão acrescentadas e temor, pois diante do tribunal receberemos de acordo com o que fizemos ou deixamos de fazer. 
Você acredita mesmo que 2017 será melhor se você deixar de fazer a obra de Deus? Esteja no centro da vontade de Deus, é o melhor lugar. Aguardo o dia em que haverá uma “concorrência” enorme para cada área de trabalho na Igreja de Cristo.
 Rev. Michael da Costa Souto
 
 
 
Empregados e Empregadores Piedosos
Esta é uma relação complicada, não tanto quanto as relações com a comunidade religiosa e do lar como vimos anteriormente em Efésios. Na verdade percebemos uma apresentação da vida do crente em suas prioridades. Primeiro a vida com Deus (e a comunidade dos santos), seguida pela vida familiar transformada pelo evangelho e agora a vida social no relacionamento dos servos e seus senhores (relacionamento que na época se dava no contexto familiar) e por fim a vida espiritual. Entendamos antes que o escravo naquele tempo vivia em um regime de trabalho diferente do que conhecemos hoje como escravidão. Contudo o princípio cristão apresentado por Paulo é aplicável em todos os tempos na relação entre o patrão e os empregados cristãos.
O que é exposto por Paulo aqui está muito além de um tratamento humanitário, é um tratamento cristão onde a obediência é reflexo da obediência a Cristo bem como a autoridade é reflexo da autoridade benevolente de Cristo.  Estes são os mesmos princípios vistos anteriormente. Muitos movimentos estão armados para dizer que não deve haver submissão da mulher em relação ao seu marido, mas não acontece o mesmo com a relação aqui apresentada. O que fica cada vez mais claro é que Deus por meio de suas palavras esta estabelecendo ou reestabelecendo a ordem natural das coisas. Não há superioridade do patrão em relação ao seu empregado diante de Deus, somente uma diferença de papeis. O fundamental é que esta relação de um lado e de outro tem por finalidade agradar a Deus. O patrão agradar o empregado, ou este ultimo agradar o seu patrão em si não é uma finalidade, mas sim uma consequência. Importa antes de tudo agradar a Deus. Muitos são os patrões frustrados por agradarem seus empregados e receberem ingratidão como resposta. Ainda maior é o número de empregados (até bajuladores) que sofrem e se frustram porque estão tentando agradar a homens.
A palavra de Deus é clara em dizer que todas as coisas procedem de Deus, não seria assim sobre o fruto de nosso trabalho? Mais uma vez somos lembrados em Efésios 6.5-9 de que toda recompensa provém de Deus. Independentemente do chefe impiedoso e do empregado ingrato Deus é quem recompensa.
Esta orientação mais uma vez se aplica a todas as áreas de nossas vidas. A quem estamos tentando agradar? O pastor, o presbítero, membro da igreja, o marido, a esposa, os filhos, o empregado ou o patrão, não importa quem seja ou o que seja, não podemos agradar nem a nós mesmos. Antes de tudo sejamos agradáveis a Deus, o verdadeiro Senhor de tudo o que há. Rumo a uma vida espiritual harmoniosa.
Rev. Michael da Costa Souto
Igreja Presbiteriana no Jardim América
 
 Pais, Filhos e Piedade
Estamos vivendo dias difíceis no que diz respeito a educação infantil e a juventude, isto em grande parte se deve aos desvarios das gerações passadas. Gerações que sem dúvidas sofreram com a falta de entendimento de seus pais e da sociedade que não souberam cuidar das crianças de maneira adequada e porque não dizer, cuidaram em desacordo com as Escrituras. Estes erros fomentaram frases do tipo “Eu quero dar para o meu filho do bom e do melhor, do que eu queria e não tive”. Não que seja errado dar aos filhos o conforto que não tivemos, o problema está em perder o que é essencial e proveitoso para a educação do filho no afã de “dar do bom e do melhor”, o problema é deixar de dar a disciplina necessária, ou dar algo em excesso, criando filhos intocáveis e frágeis diante da vida. É claro que quando digo gerações passadas me refiro também a uma sociedade que muito colaborou com a situação atual, o inimigo de nossas almas tem feito destes erros uma poderosa arma para desestruturar as famílias.
É claro que não estamos sós neste mundo, Deus em sua palavra nos orienta sobre como um cristão deve se portar na família. Na carta aos efésios o apóstolo Paulo orienta aos crentes sobre sua situação anterior no mundo, sua situação presente em Cristo e suas perspectivas para um futuro próximo na igreja, em família e na sociedade, depois aponta para um futuro glorioso com Cristo nos céus. Depois de falar sobre santidade e unidade no cap. 4 e de uma vida cheia do Espírito para marido e mulher no cap. 5, agora o apóstolo se volta para a relação entre pais e filhos cheios do Espírito, piedosos em todo o trato. O texto do cap. 6.1-4 ainda está sob a égide do verso 18 do cap. 5, ou seja, a orientação é aos filhos cristãos para que obedeçam os pais e para os pais cristãos para que criem seus filhos segundo a palavra de Deus. Lembro aqui que a palavra usada “pater” se refere especificamente ao progenitor masculino, ao pai. Esta explicação é necessária porque na língua portuguesa é usada a mesma palavra para se referir a homens e mulheres que tem filhos e para mais de um pai. A responsabilidade aqui mais uma vez é majoritariamente do homem, e é por isso que a sociedade está como esta, porque os homens em sua maioria são omissos ou extremos na disciplina com os filhos e como já dissemos com a esposa. E quanto aos filhos somente pelo fato de ter Deus declarado que é justo obedecer aos pais, não é possível que um jovem cristão desobedeça seus pais no Senhor. As gerações futuras precisam desta mensagem do evangelho para que sejam salvas das conseqüências da desobediência.
 
Rev. Michael da Costa Souto
Igreja Presbiteriana no Jardim América
 
 
 SUJEITANDO-VOS UNS AOS OUTROS: MARIDO E MULHER
Efésios 5.22-33
Este texto causa arrepios em muita gente, sempre causou e deve causar. Ao contrário do que você pode ter pensado, este texto causou arrepios nos homens da época de Paulo e tem causado arrepios nas mulheres de hoje, por este texto e outros em que Paulo diz que a mulher deve permanecer em silêncio (1Tm2.12), contudo em ambos os textos o apóstolo está defendendo a mulher, que em sua época era desvalorizada cruel e desumanamente. O fato é que em Efésios 5.22-33 os homens estão “ganhando” de 9x3, nove versos para falar de sua imensa responsabilidade e apenas três para falar do papel da mulher. A questão é tão séria que quando Cristo trata do divórcio e da relação entre homem e mulher os seus próprios discípulos (não os fariseus) disseram que a responsabilidade é tão grande que não convém casar. Em tempos em que a mulher era apenas um objeto para procriação e prazer, Cristo e seus apóstolos pregam o cuidado para com a mulher. Ao contrário do que se diz por ai a palavra de Deus promove e mostra uma evolução no tratamento com a mulher, que é elogiada por tomar a frente em muitos negócios do lar (como a mulher virtuosa), que é usada por Deus conforme Sua vontade (como Débora). Veja a evolução da poligamia para a monogamia exigida no Novo Testamento. Homem e mulher são iguais diante de Deus, mas com papeis diferentes, devem ser submissos a Deus em cumprimento de sua vontade, respeitando o papel peculiar a cada um. Muitos casamentos acabam pela falta de respeito e consideração destes papéis, e em todos estes a responsabilidade maior está sobre os ombros do homem, portanto não há que se falar em culpa meio a meio se a maior responsabilidade é do homem. O machismo existe pela insistência do homem em fugir de suas responsabilidades, bem como o feminismo existe pela negligência dos homens em assumir suas responsabilidade. Machismo e feminismo são extremos que devem ser evitados. As mulheres erram por assumir o papel do homem não o deixando fazer o que lhe cabe, mas é acertada a decisão da mulher em fazer o papel do homem quando este se recusa a fazê-lo, como no caso de Zípora mulher de Moisés, e tantas outras.  Uma mulher que tem um marido que a ama como Cristo amou a Igreja terá toda alegria em ser submissa a ele, assim como um marido que ama sua esposa e se entrega por ela será feliz, pois terá a submissão de sua esposa. Submissão é se entregar a alguém e amor é se entregar por alguém. Isto é sujeitar-se um ao outro.
Rev. Michael da Costa Souto
 
 
 Aprendendo a andar
 
No capítulo 5 da carta de Paulo aos efésios somos instruídos a fazer algo que é muito fácil e que normalmente aprendemos deste o primeiro ou segundo ano de vida, e fazemos com muita naturalidade. O apóstolo Paulo nos diz para andar, neste caso andar em amor, andar como filhos da luz e andar como sábios. Para a ideia ficar ainda mais clara, somos chamados de filhos de Deus, sabemos que um filho aprende a andar como seu pai. Jesus disse que precisamos nascer de novo para entrar no reino de Deus. Quando nascemos de novo precisamos aprender a andar, não como anteriormente andávamos, não como filhos da desobediência, mas como filhos da luz, não como filhos da ira na vaidade dos próprios pensamentos, mas em amor como Cristo nos amou, não como néscios sem entendimento espiritual, mas como sábios cheios do entendimento do Espírito Santo de Deus.
É curioso que Paulo cite o que parece ser um antigo hino cristão, chamando ao despertamento, talvez você esteja hoje dormindo como morto, preso no à muitas práticas pecaminosas, sejam ligadas à imoralidade sexual ou a um palavreado torpe e inútil.
É tempo de olhar para as criancinhas, em como elas se esforçam para aprenderem a andar, pois entendem que rastejar ou engatinhar não as leva muito longe e que para ficarem mais próximas dos pais precisam caminhar. Se você está deitado, dormindo como morto, desperta, aprenda a caminhar, logo você pegará o gosto por seguir os passos do nosso salvador até poder correr para os braços de nosso Deus. Os médicos dizem que a caminhada e a corrida liberam serotonina no cérebro, uma enzima que traz sensação de bem estar. Aqueles que andam como o nosso Salvador e irmão mais velho, jamais escolhem outro caminho, já que qualquer outro caminho leva a morte, pois somente Jesus tem as palavras de vida eterna. Temos tantos músculos e tendões que precisam ser estimulados nesta caminhada que precisamos constantemente das palavras de nosso mestre para nos orientar sobre como devemos correr, por onde devemos correr, sermos alertados quanto aos perigos do caminho, afastando o risco de lesões para que como Ele possamos vencer o mundo. Assim como um corredor cuida da frequência cardíaca, cuide do seu coração, ame as pessoas como Cristo nos amou, ande em amor. Assim como um corredor busca um lugar apropriado para correr em segurança, busque andar na luz, Deus é luz. E assim como um bom corredor busca orientação e aprende a correr com um técnico, busque a Jesus o nosso mestre, encha-se do Espírito Santo e ande como sábio.
Rev. Michael da Costa Souto
 
 
Viver Com Dignidade
 
O que significa viver com dignidade? Seria a dignidade relativa? O senso de dignidade de um milionário difere de um assalariado? A roupa “digna de um rei” não é a mesma “digna de um súdito”?
Em tempos eleitorais muito se ouve falar em proporcionar um atendimento mais digno para a população, saúde digna, educação digna, saneamento digno, segurança digna e por ai vai, contudo, o que um cidadão entende que seja um atendimento digno pode não ser para outro. O atendimento em um posto de saúde é considerado digno pelo tempo de atendimento, pela estrutura do prédio ou pela cordialidade da equipe que presta atendimento? Isto vai depender do usuário. Um jovem trabalhador estaria preocupado com o tempo de atendimento, uma mulher talvez observaria a estrutura e um idoso gostaria de ser atendido por uma equipe atenciosa. A discussão sobre um atendimento digno é necessária, contudo não deve sobrepor a discussão de como levar uma vida digna pessoalmente. Em todas as discussões sobre a dignidade humana se ouve muito do que o governo precisa fazer para promover a dignidade humana, mas pouco sobre o que pessoalmente alguém pode fazer para viver uma vida digna, mas este conceito de dignidade pessoal é vista como relativa. O que determina a dignidade de nossas ações precisa ser discutido. A máxima de Immanuel Kant sobre as nossas ações é “Tudo que não puder contar como fez, não faça”, obviamente ele se referia ao que é vergonhoso para contar como algo errado. 
O Apóstolo Paulo já havia dito sobre viver de modo digno da vocação, agora ele fala mais objetivamente sobre como fazê-lo. Fica claro que para o crente a dignidade não é relativa e também não depende unicamente do trabalho de um governante, mas do que Deus faz em nós (a vocação eficaz) e que depois buscamos com esforço e dependência preservar. Esta nova vida deve ser despojada de mentira, ira injusta, roubo, palavras torpes e amargura. Todas estas atitudes pessoais estão se referindo ao relacionamento com o próximo. Em Efésios o apóstolo Paulo já havia falado sobre o nosso relacionamento com Deus antes e depois da conversão, agora fala do nosso relacionamento com as pessoas religiosamente, no lar e na sociedade antes e depois da conversão, e posteriormente fala sobre o relacionamento no mundo espiritual, onde verdadeiramente está a nossa batalha. 
Estes três campos de relacionamentos estão interligados, precisamos nos relacionar bem com Deus para nos relacionarmos bem com as pessoas e conseguir vitórias na guerra espiritual. Um ímpio não conhece a Deus e sua situação diante Dele, por isso não tem o menor pudor em mentir, ficar irado, roubar, falar palavrões e ficar amargurado, por isso está totalmente a mercê das forças espirituais do mal. Caso você tenha problemas nos relacionamentos interpessoais é necessário voltar atrás e investir tempo em conhecer a Deus e prosseguir em conhecê-lo enquanto aprende a se relacionar com as pessoas para que na guerra espiritual possa se vestir e se armar como soldado cristão.
 
Rev. Michael da Costa Souto
 
 
04
 
SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO.
 
Em um centro comercial muito movimentado uma menina com uma cesta vendia maçãs caramelizadas, até que no “corre corre” do dia alguém esbarrou na menina derrubando suas maçãs no chão e não a ajudou. Um homem que passava viu aquela cena e resolveu ajudar, enquanto ele pegava as frutas e as recolocava na cesta percebeu que a menina era cega e que apalpando as frutas percebia que muitas foram danificadas com a queda enquanto isso em seu semblante ela se mostrava cada vez mais preocupada, chegando a exclamar que a mãe ficaria muito nervosa ao descobrir o prejuízo. Comovido o homem disse para ela não se preocupar pois ele pagaria por todos os prejuízos (mesmo que ele não os tivesse provocado). A menina ficou maravilhada, ele pagou e quando ia se retirando ela o segurou pelo braço e perguntou: “Você é Jesus?” ele respondeu: “Não, mas sou um dos amigos dele”.
O apóstolo Paulo em sua carta aos Efésios 4.1-16 diz que a unidade da Igreja é construída  com o procedimento do crente de acordo com a sua vocação, ou seja, com dignidade cristã. A palavra “digno” que aparece na tradução é a tradução da palavra grega “axios”, de onde deriva a palavra axioma, que é definida como uma “premissa considerada necessariamente evidente e verdadeira” pelo dicionário do sistema IOS Apple. 
A famosa frase “ser ou não ser, eis a questão” é considerada uma das frases mais famosas da literatura mundial e está baseada no princípio Aristotélico da contradição que diz que “nada pode ser e não ser simultaneamente”, esta por sua vez é apontada como  um axioma fundamental da filosofia. Na vida este questionamento surge, esta questão filosófica se faz bíblica e nos faz considerar a questão “ser ou não ser cristão, eis a questão”. Tal como na filosofia não podemos ser cristão e não ser Cristão simultaneamente, biblicamente não pode jorrar água doce e salgada de uma mesma fonte.
A vocação a que fomos chamados, segundo Paulo é acompanhada de dons concedidos por Cristo para aperfeiçoamento dos santos no desempenho do trabalho cristão, para edificação da Igreja com a finalidade de alcançar a unidade na fé. Tudo isto nos faz cada vez mais parecidos com Cristo. Que processo maravilhoso. Que grandes coisas estão reservadas para os que veem a conduta de Cristo como axiomática e buscam a cada dia, em todas as situações o “ser cristão” que entendem que de fato esta é “a questão”. Tão importante que repercute eternamente, em vida eterna ou morte eterna. No dia a dia podemos ter que tomar muitas decisões, contudo todas elas devem refletir a um modo digno da vocação a que fomos chamados, em outras palavras, refletindo o amor com que fomos amados, pela graça de Cristo. Amém!
Rev. Michael da Costa Souto
 
 
 
 
 

AJUDA AO FERIDO

Imagine a seguinte cena: Uma grande manada de zebras, todas aparentemente iguais, mas diferentes como só Deus pode distinguir. Agora imagine um leão forte e hábil a procura de uma destas zebras para devorar, certamente ele vai procurar com paciência até localizar aquela que esteja mais fraca, que seja mais jovem, mais indefesa, que esteja ferida ou distante da manada. Agora o leão encontra um alvo e ataca impiedosamente. Talvez você já tenha visto esta cena ou parecida em um programa que mostra a vida animal. Talvez você já pensou como eu que se todas as zebras se unissem poderiam reagir e afugentar um ou mais leões e proteger a manada inteira. Mas pense porque elas não reagem. Seria por medo, auto proteção, instinto de presa, falta de inteligência, não se importa com uma zebra frágil, ela merece ser capturada ou simplesmente “antes ela do que eu”. Talvez você já tenha ouvido aquela comparação que coloca a igreja como um exército em batalha que nunca deixa seus feridos para trás, mas infelizmente nem sempre é assim. Como podemos nos comportar como zebras? Será que apenas observamos nossos irmãos mais fracos serem presas fáceis para o inimigo de nossas almas? Não nos importamos? Pensamos que cada um lida com seus próprios problemas e que nada temos a ver com isso? Temos medo de ajudar? Seria preconceito? Pensamos que simplesmente cada um merece os problemas que tem? Seria nosso instinto de auto proteção? De uma coisa podemos ter certeza, isto é falta de inteligência espiritual, pois quando protegemos uns aos outros protegemos todo a Igreja, somos um só corpo e o inimigo está a procura de quem possa devorar, e quando não temos esta vontade de ajudar e proteger os outros certamente já estamos doentes e frágeis espiritualmente, alvos fáceis para o inimigo. Pensemos nisso.  Em Efésios 3.14-21 o apóstolo Paulo de maneira surpreendente que que coloca diante de Deus pronto para enfrentar as maiores dificuldade e até as grades para que cada irmão seja fortalecido em amor e não esteja vulnerável aos ataques do diabo. Ele se coloca em oração, por isso a oração é tão difícil e tão importante, por isso satanás está tão afoito para que não tenhamos uma vida, por isso ele lança todo tipo de aplicativo, inovações tecnológicas e outras inúmeras coisas para tomar o nosso tempo. Lembra-se daquele leão citado acima? As capacidades do inimigo de nossas almas vão além das de um leão, contudo nossa capacitação dada pelo Espírito Santo de Deus vai para muito além da capacidade de uma zebra, somos mais preciosos que elas, graças ao nosso bom Deus. Nos coloquemos de joelhos pela causa do evangelho, estejamos prontos para ajudar aos irmãos, principalmente em oração.

Rev. Michael da Costa Souto

 

 

 

O PRIVILÉGIO DE ANUNCIAR

Contar mentiras não é bom, mas há quem goste. Dar más noticias não é bom, mas há quem goste. Apanhar não é bom, mas mesmo disto há quem goste. Poderíamos enumerar muitas coisas nesta linha de raciocínio.

Quando uma mulher está grávida é normal que ela queira ser a pessoa que dará a boa notícia ao marido, ou quando descobre o sexo do bebe quer ser a portadora da importante notícia. É bom levar e anunciar boas e importantes noticias, ver as reações, compartilhar das emoções e fazer parte de um momento impar na história de alguém. É isto que acontece com o que anuncia o evangelho (boas notícias) da salvação. É isto que acontece com o apóstolo Paulo em Efésios 3.1-13, ele está feliz e em paz por poder levar e anunciar o evangelho aos gentios principalmente, e com esta verdade ele consola os crentes.

O apóstolo Paulo estava preso e cuidava para que os irmãos não sofressem por isso, pois ele fazia tudo com alegria pelo privilégio de ser usado para pregar a palavra de Deus. Nos capítulos anteriores o apóstolo fala do evangelho, da graça de Deus, da transformação que Deus promove na vida do pecador que se vê alcançado por este maravilhoso evangelho. Paulo fala com vivacidade de algo que ele mesmo vivenciou e de maneira dramática. De fato isto deveria acontecer com todo Cristão verdadeiro, estar tão maravilhado com o evangelho e a transformação que fica empolgado para falar sobre isso, com muitas pessoas, pessoas amadas, pessoas antes odiadas, pessoas de perto e de longe, em todos os lugares, em todas as circunstâncias e da maneira mais clara e amorosa possível, buscando ser um instrumento precioso nas mãos de um Deus tão amoroso.

A sabedoria de Paulo nos espanta, nós que estamos tão acostumados com atitudes mais parecidas com as de Jonas, contudo assinalamos que esta sabedoria foi adquirida por Paulo paulatinamente, com o esforço de um aprendizado.

Voltemos ao exemplo do inicio deste texto, a alegria de dar uma boa notícia, e este sentimento está caracterizado pelo fato de ser a notícia desconhecida ou misteriosa, caso contrario ninguém se anima para anunciar algo que todos já sabem. Pois bem, o Rev. Hernandes Dias Lopes intitula este texto de o maior mistério da história. Aqueles que não conhecem esta verdade precisam conhecê-la e aqueles que já a conhecem precisam conhecê-la ainda mais e anunciá-la desesperadamente, em tempo e fora de tempo.

Rev. Michael da Costa Souto

 

 

ÉRAMOS, SOMOS E SEREMOS

Pense em sua infância, como era seu comportamento, sua aparência, seu circulo de relacionamentos. Pense agora em como tudo isso está agora. Se você for um cristão verdadeiro tudo isto estará melhor, transformado ou aperfeiçoado. Seu comportamento mudado pelo Espírito Santo de Deus, sua aparência melhor porque você é feliz e um coração alegre torna o rosto mais belo (Pv 15.13), seu circulo de relacionamentos é melhor por não andar com os pecadores, enfim, muitas coisas mudaram. Mas agora tente pensar em como será daqui a alguns anos, certamente será mais difícil já que prever o futuro não é uma especialidade do ser humano, mas um sonho quase obsessivo. Contudo este exercício é recorrente e até necessário, é isto a que nos leva o apóstolo Paulo no texto de Efésios 2.11-22. O texto vai além de comportamento, aparência ou vida social, nos fala de coisas espirituais com reflexo nestas outras simplesmente sensuais (que se refere aos sentidos humanos).

Éramos alienados, somos aproximados e seremos transformados finalmente em habitação de Deus. A palavra usada para descrever nosso estado anterior é forte e dá uma ideia de fuga. Se antes fomos comparados a um morto antes da conversão, agora a comparação é com um fugitivo, um inimigo de Deus. Assim Paulo fala de Cristo como sendo a nossa paz, aquele que fez a paz e que evangelizou paz.

Como está o seu coração? Ouviu desta paz? Recebeu esta paz? Tem esta paz?

Rev. Michael da Costa Souto

Igreja Presbiteriana no Jardim América

 

 

 

O FUNDAMENTO, O PRÉDIO E O HABITANTE

Em uma construção estas palavras mostram um processo completo de uma construção em seu começo, meio e fim. É necessário conhecimento do processo para conclusão do mesmo. Guardadas as devidas proporções o processo de salvação se assemelha ao da construção de um prédio. Como crentes inicialmente precisamos entender que somos o prédio e que existimos para o habitante e temos base no fundamento, tal como é expresso em Efésios 2.20-22.

Tudo o que é feito no prédio e a sua volta é para que o habitante esteja satisfeito. O habitante deseja ver o edifício pronto para nele habitar. A perfeição do habitante ressalta cada defeito do prédio e mesmo que o fundamento perfeito tenha sido lançado e o prédio comece a ser erguido o material não é perfeito como é e exige o habitante.  Contudo o habitante é amoroso, misericordioso e cheio de graça, por ser amoroso não destrói finalmente o prédio por conter defeitos (isto é misericórdia) e dá oportunidade, ferramentas e materiais para que sejam corrigidos (isto é graça). A misericórdia está caracterizada em que o prédio não recebe a destruição que merece e a graça está em receber a chance de reforma que não merece. Este é o habitante perfeito em amor, o Espírito Santo de Deus.

O fundamento é a pedra perfeita, alicerce inabalável sobre o qual o prédio é construído. É a base que sustenta todo o prédio. Desta pedra depende todo o processo de construção. Esta pedra possibilitou toda a edificação habilitando e sendo exemplo para todas as outras pedras, que à esta primeira devem se moldar. É á pedra exigida pelo habitante, sem a qual o habitante não aceita morar no prédio. O fundamento é Cristo em sua pessoa e obra.

O prédio só existe a partir da pedra fundamental e podemos dizer que o prédio é formado por pedras diferentes, com diferentes formas, tamanhos, densidades, cores, resistências, cores e etc. O fundamento faz parte do prédio e assim o aperfeiçoa e unifica ligando-o cada vez mais a si mesmo, tornando-o cada vez mais agradável ao habitante. O prédio é a Igreja invisível formada por aqueles que já foram, estão sendo e ainda serão salvos.

São infinitas as aplicações neste sentido, por isto enxergamos em parte a riqueza da palavra de Deus em usar a figura de uma edificação para nos falar da Igreja, de quem somos e para que somos. A propósito, fica muito clara a figura do grande arquiteto, idealizador, autor e criador por traz desta magnífica obra. O Deus Todo Poderoso que é o Fundamento e Morador único desta habitação. Que privilégio ser casa de Deus. Que sejamos edificados.

 

Rev. Michael da Costa Souto

Igreja Presbiteriana no Jardim América

 

 

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NÃO ESPALHE LIXO NA INTERNET

 

A internet aliada às redes sociais é um excelente instrumento de comunicação, mas como todos os outros deve ser usada com inteligência e moderação. Muitas são as falsas notícias (lixo eletrônico) que tomam nosso tempo e prejudicam o bom andamento da sociedade (este é o objetivo do inimigo de nossas almas) em nome do lucro e do marketing. Mark Zukerberg (fundador do Facebook) informou que a cada 18 meses a quantidade de “lixo” dobra. Sabe aquele anuncio de internet que oferece um trabalho em casa pela internet com lucros astronômicos? São os produtores de “lixo” ou empresas de “Marketing Multinível”. Acredita-se que grandes empresas e veículos de comunicação estão por traz deste “lixo” criando assim demanda de informação, formando um ciclo vicioso.

As informações geralmente são referentes à: cura de doenças; premiações e doações; aviso a correntista de bancos; matança de cristãos; personalidades em geral; ajuda a doentes; política; alimentos; economia; correntes; entregas via Sedex e outras que multiplicam o “lixo” por meio de pessoas bem intencionadas, mas inocentes e mal informadas. Fique atento às características na estrutura destas mensagens ou postagens: apelo chamativo; erros de português; pedido para compartilhar com grupos e contatos; menção de lugares e pessoas desconhecidas ou sem exatidão; falam de cargos e não de pessoas: “o diretor de...”; nomes de pessoas ou empresas idôneas para dar credibilidade, entre outras.

A maioria destas falsas notícias circulam por anos enganando a muitos. Antes de espalhar estas noticias verifiquem a veracidade delas. Sempre vejo estas notícias, mas não compartilho, há poucos dias quase compartilhei uma destas notícias (que vi em um grupo de pastores) no grupo de WhatsApp da IPJA, quando em seguida  um dos pastores disse que verificou no site da empresa e já constava o aviso de “boato”. Hoje existem sites ensinando a gerar este “lixo”, mas também existem outros especializados  em alertar sobre este lixo crescente nas redes sociais. O inimigo e o falso profeta vêm mesmo para roubar, matar e destruir. Neste caso roubar nosso tempo, “matar de raiva” e destruir nossa comunhão com Deus e com os outros.

A palavra de Deus diz que devemos remir o tempo, aproveitar o tempo, fazer bom uso dele porque os dias são maus. Não seja negligente ou ignorante diante disso. Propague boas notícias, ou seja, propague o evangelho da salvação. Esta mensagem você pode compartilhar à vontade, mas lembre-se, “não espalhe lixo na internet”.

 

Rev. Michael da Costa Souto

Igreja Presbiteriana no Jardim América

 

 

05

 

Ao Deus Desconhecido – Atos 17.23

 

O reformador João Calvino disse que todo ser humano tem dentro de si um senso do divino, por isso instintivamente todo ser humano se apega a algo religiosamente, mesmo os ateus se apegam a uma pessoa, esporte, lazer ou a si mesmo na busca de preencher o vazio em sua alma. A palavra de Deus nos fala em Atos 17.16-31 de como o apóstolo Paulo usou esta religiosidade dos atenienses para lhes anunciar o Deus todo poderoso. Mas antes de entrar neste assunto, entenda que a palavra de Deus, bem como os dons que ele nos deu servem para anunciar quem ele é  e também para edificar um povo santo para ele, tudo isto para a glória dele mesmo. Então para os crentes este texto ensina sobre maneiras de fazer Deus conhecido usando pontes de contato com a cultura e a pessoa individualmente. Mas também nos fala sobre a necessidade de conhecer a Deus tanto quanto for possível para que não estejamos perdidos como aqueles que adoravam ao Deus desconhecido, adoravam da maneira que achavam melhor não O conhecendo como o Deus todo poderoso criador do céu e da terra. Entenda que você só adora a Deus de fato quando entende quem ele é cada vez mais, todo o nosso ser precisa estar empenhado neste trabalho, todo sentimento, considerado bom ou ruim deve ser colocado, todo conhecimento, toda ação e toda vontade precisa estar cativa ao conhecimento de Deus e jurisdicionada ao seu amor. Vamos então à segunda parte, em que este texto nos ensina a como expor o evangelho usando uma ponte de contato, como um gancho na conversa para chamar a atenção para a verdade mais importante da terra. O apóstolo Paulo usa a acentuada religiosidade de Atenas, não para no momento criticar-lhes, mas para lhes anunciar o evangelho. Isto entendemos porque anteriormente Paulo falara de seu desejo de pregar, pois as pessoas não glorificavam a Deus devidamente, isso é um verdadeiro fervor missionário, levar a palavra de Deus para que Deus seja glorificado por aqueles que dantes não o conhecia e mesmo naqueles que não creem na mensagem o nome de Deus é glorificado. Temos antes de tudo este fervor? Quais as motivações para pregar o evangelho? Não podemos pregar para provar que estamos certos, para desencargo de consciência, por ódio ao contrário, desejo de vingança ou um egocentrismo qualquer. Que prossigamos em conhecer a Deus clamando para que ele nos dê sabedoria para pregar o evangelho, tendo em vista que o nosso Deus deve ser conhecido por nosso intermédio.

 

Rev. Michael da Costa Souto

Igreja Presbiteriana no Jardim América

 

 

Unidos!

Os Irmãos Em Festa

Estamos em festa!

Comemoramos 20 anos de organização e temos muito a agradecer a Deus por este tempo de muitas lutas, contudo, de incontáveis vitórias. Agradecemos a Deus pelas pessoas que ele usou para estabelecimento desta Igreja, são muitas, por isso nada melhor do que ajuntar todas quanto pudermos para em comunhão louvarmos ao Deus da nossa Salvação. Alegra ainda mais o nosso coração a presença de nossos irmãos Bill, Becky, Brian, Eva e Cathy. Assim a festa fica ainda melhor.

O Salmo 133 trata desta união entre os irmãos. Esta comunhão é boa, agradável e preciosa porque se dá em torno da adoração ao único Deus. Neste contexto toda barreira cultural é transposta e somos unificados no sangue de Cristo, em uma só fé e no Espírito. Estamos ensaiando para aquele grande dia em que todos os eleitos de Deus serão unidos em sua presença, está é a nossa esperança de um dia em que toda língua, povo e nação cantará em coro as maravilhas de Deus.

Um tempo bom, de muitas lembranças, alegrias, comunhão, adoração e sobretudo a bênção do Senhor. Esta comunhão agrada a nós e a Deus que derrama a vida e a bênção eternamente.

Sim, grandes coisas fez o Senhor por nós; por isso, estamos alegres (Sl 126.3).

Rev. Michael da Costa Souto

 

 

IPJA - 20 ANOS!

1Sm 7.12

Tomou, então, Samuel uma pedra, e a pôs entre Mispa e Sem, e lhe chamou Ebenézer, e disse: Até aqui nos ajudou o SENHOR.

Parabéns IPJA pelos 20 anos de organização. Parabéns a você que faz parte desta Igreja há 20 anos, talvez 15, 10, 5 ou apenas 4 anos como eu. Pense em todos os momentos de angústia a Igreja passou, pense também em todas as vitórias, as pessoas transformadas pela palavra de Deus. Você é um instrumento de Deus nesta Igreja, que ele seja louvado por isso e que possamos todos prosseguir sabendo que a obra não é nossa, mas do Deus Todo-Poderoso.

O texto em epígrafe trata de um destes momentos cruciais da história do povo de Deus em que olhamos para tudo o que passou e da vitória que o Senhor nos dá para glorificar seu nome e cumprir seu glorioso plano de salvação. No lugar da vitória de Israel sobre os filisteus é colocada uma pedra que é chamada Ebenézer, que significa "pedra de ajuda". É erguido um memorial, algo para que a memória do povo de Israel fosse ativada quando passasse por aquele lugar.

Lembremos nestes dias, ergamos nossas vozes em um coro de louvor a Deus, ergamos memoriais para que nunca esqueçamos do que Deus fez, sempre percebamos o que ele tem feito e esperemos com fé e trabalho por tudo o que ele ainda fará.

Rev. Michael da Costa Souto

 

 

Atos 5 e 6

Na Igreja primitiva haviam pessoas com problemas (Pedro e João), pessoas  que solucionavam problemas (Barnabé) e pessoas problemáticas (Ananias e Safira). Temos no capítulo 4 de Atos como a Igreja primitiva por meio da ação do Espírito Santo de Deus tratou o problema. Nos capítulos 6 e 7 a Igreja continua a enfrentar problemas internos e externos, ainda tem pessoas com problemas e pessoas problemáticas, pessoas insatisfeitas e murmurando e outras sendo perseguidas. Embutido a estes problemas o perigo de perder o foco da obra de Deus e se preocupar com problemas. Os problemas surgem e muitas vezes são inevitáveis. Os problemas são sempre uma boa oportunidade de aprendizado. Aprendemos em meio ao riso e festividade, mas principalmente aprendemos em meio ao choro, em meio às crises e as catástrofes. As crises também apresentam oportunidades para o crescimento, basta estar atento, vigiando em todo o tempo.

Uma Igreja que cresce inevitavelmente cresce em problemas, como vemos na Igreja primitiva em Atos. Os problemas precisam de atenção, mas não de toda a atenção, a palavra de Deus e sua vontade são uma prioridade em nossa vida. Podemos fazer desta afirmação uma interrogação na procura pela resolução dos problemas. Apesar do problema na distribuição diária nos parece que o problema não era de ordem econômica na Igreja. Era um problema administrativo e de relacionamento, se podemos resumir assim. Contudo, para que os líderes não abandonassem o estudo e pregação da palavra de Deus para promover uma melhor distribuição dos recursos, foram escolhidos sete diáconos para se dedicarem a este trabalho de maneira mais específica. Pense você sete diáconos para aquela multidão. Agora veja as qualificações necessárias para esta tarefa, apesar de ser um problema administrativo e mais profundamente de relacionamento, temos nas qualificações necessárias mais que duas áreas de atuação.

Em todos os nossos problemas precisamos destas qualificações para resolução dos mesmos. Precisamos de sabedoria para resolver problemas administrativos, de boa reputação para resolver os problemas de relacionamento e do Espírito Santo para tudo, pois tudo tem fundo espiritual. O Espírito Santo é sem dúvidas fundamental, pois ele é chamado Espírito de sabedoria e também de comunhão. É mais produtivo gastar tempo em oração e estudo da vontade de Deus nas Escrituras do que ser bom administrativamente ou carismático no trato com as pessoas, precisamos antes de tudo do Espírito Santo de Deus. Os homens escolhidos a seguir não se restringiram a distribuição, mas também pregaram a palavra de Deus intrepidamente e foram por Deus usados grandemente.

Rev. Michael da Costa Souto

 

 

 

O Brasil vive um dos momentos mais sombrios de sua história. Há uma crise de integridade que atinge o coração da nação. A corrupção tornou-se endêmica e sistêmica e se infiltrou na vida política de forma contumaz. O descrédito do povo com os políticos é quase absoluto. É tempo dos governantes ouvirem a Palavra de Deus!

Em primeiro lugar, o governante que promove o relativismo moral faz o povo gemer. ”Quando se multiplicam os justos, o povo se alegra, quando, porém, domina o perverso, o povo suspira” (Pv 29.2). O perverso é aquele que não leva Deus em conta em suas ações e escarnece de verdade. O perverso aplaude o que Deus reprova e repudia o que Deus determina. O perverso transtorna a sociedade ao conspirar contra os valores absolutos que devem reger a família, estabelecendo em seu lugar o relativismo ético que desemboca na decadência da nação. Estamos assistindo uma inversão de valores em nossa sociedade. Aqueles que deveriam defender os sadios preceitos da ética são os mesmos que a atacam como escorpiões do deserto. Em segundo lugar, o governante que aumenta impostos para tapar os buracos de seus gastos perdulários transtorna a terra. ”O rei justo sustém a terra, mas o amigo de impostos a transtorna” (Pv 29.4). Aqueles que governam são autoridades constituídas por Deus para promoverem o bem e coibirem o mal. Os governantes são diáconos de Deus para servirem ao povo em vez de se servirem do povo. Os governantes devem receber dos governados todo respeito e os governados devem pagar aos governantes tributos. Porém, quando os governantes deixam de ser gestores responsáveis, abrindo a torneira da corrupção e gastando perdulariamente os recursos que deveriam ser investidos na promoção do bem, exigindo mais impostos para cobrir esse rombo, esses governantes transtornam a terra, afligem o povo e tornam-se um flagelo para a nação. Em terceiro lugar, o governante que está mal assessorado corrompe toda a estrutura do seu governo. “Se o governador dá atenção a palavras mentirosas, virão a ser perversos todos os seus servos” (Pv 29.12). Todo governante é assessorado por pessoas de sua confiança. Se esses assessores são pessoas de caráter disforme, bajuladores mentirosos, que ocultam a verdade, torcem os fatos e aviltam a justiça, esse governante acaba criando uma escola de perversidade e estabelecendo uma cultura de mentira e corrupção em toda a nação. Os governantes precisam ser exemplo de integridade para o povo. Se eles, porém, se tornam repreensíveis, a nação toda é induzida à prática das mesmas perversidades. Em quarto lugar, o governante que cuida dos pobres e cuja prática da justiça é o avalista de suas palavras tem a aprovação de Deus e o apoio do povo. ”O rei que julga os pobres com equidade firmará o seu trono para sempre” (Pv 29.14). Os governantes populistas dizem que lutam pelo povo, mas apenas usam o povo, para desviar os recursos que deveriam atender as necessidades do povo, a fim de se locupletarem e se manterem no poder. As ações dos governantes precisam ser o avalista de suas palavras. Quando os governantes agem com justiça, para defender os direitos daqueles que não têm vez nem voz, ganham com isso, a aprovação de Deus, o apoio do povo e firmam assim o seu governo. A Escritura diz: “O príncipe falto de inteligência multiplica as opressões, mas o que aborrece a avareza viverá muitos anos” (Pv 28.16). Em quinto lugar, o governante que se rende à corrupção transtorna a sua vida e perde a autoridade para governar. ”O que tem parte com o ladrão aborrece a própria alma; ouve as maldições e nada denuncia” (Pv 29.24). Um governante íntegro não negocia princípios e valores. Não se rende à sedução da riqueza ilícita nem à pressão dos poderosos para auferir vantagens. Os governantes que entram em esquemas de corrupção, tornam-se prisioneiros do crime e reféns dos criminosos. Perdem a autoridade para investigar e punir os delinquentes que fazem falcatruas subterrâneas para assaltar os cofres públicos. Aqueles que governam precisam fazê-lo com probidade e lisura, a fim de que a nação erga o estandarte da ordem e do progresso.

Rev. Hernandes Dias Lopes

 

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A ressurreição de Cristo é um dos fatos mais importantes do cristianismo. Não podemos nos furtar de ouvir, estudar e comemorar este acontecimento. Infelizmente vemos em nossos dias um esquecimento e desprezo desta verdade tão fundamental para a Igreja. O esquecimento não é de agora, já nos primeiros anos da Igreja Cristã vemos o apóstolo Paulo lembrando os irmão o evangelho estava sendo esquecido. A verdade fundamental que ele cita em 1Co 15.3 e 4 é que Cristo morreu pelos nossos pecados, não uma morte psicológica ou transcendental, mas de fato e de verdade foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia. Os versos que se seguem no texto apresentam provas testemunhais deste fato.

Nos versos 1-8 vemos que a ressurreição é um fato inequívoco e ainda hoje, apesar dos esforços dos inimigos de Cristo, enche nossos corações de alegria pela promessa de estar com ele mesmo que a morte venha nos alcançar antes de sua volta. Não cremos em um mito, mas em algo comprovado até mesmo pelos relatos históricos. Não conseguindo negar a ressurreição de Cristo a estratégia do inimigo de nossas almas se voltou para o desvirtuamento ou enfraquecimento do fato, isto tem sido feito com vários outros acontecimentos tais como a páscoa, o natal, a santa ceia e o batismo. Nos versos 12-20 Paulo fala da importância da ressurreição, pois se Cristo não ressuscitou a pregação não tem sentido, é inútil e descabida, e se assim for não existe fé. Não haveria mais esperança em coisa alguma caso Cristo não houvesse ressuscitado. Nos versos 20-28 somos alertados quanto a singularidade da ressurreição de Cristo. Ele abriu o caminho para a nossa ressurreição. Porque ele vive posemos crer no amanhã, independente da morte neste mundo. Vivamos sob o auspício desta verdade.

Rev. Michael da Costa Souto

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Atos 3 e 4

Muitos querem ver, sentir ou ser instrumento da manifestação de Deus. Muitos olham para os milagres de Deus narrados nas Escrituras sem levar em conta as circunstâncias nas quais eles aconteceram. O texto de At 2.42-47 é um sonho para pastores e membros, uma igreja cheia do Espírito Santo, coesa, que ora e permanece firme na doutrina. Este texto, porém, nos mostra de forma resumida como viviam os novos convertidos junto aos discípulos de Jesus. Os capítulos a seguir, no entanto, mostram a vida da Igreja Primitiva na prática.

Os capítulos 3 e 4 especialmente em foco aqui mostram de fato uma igreja em oração, comunidade e pregação poderosa, contudo, nos mostra também uma igreja perseguida, alguns presos, prestando depoimentos (por pregar a Cristo ressurreto, diferente da situação de nossos políticos atualmente) e se defendendo de acusações diversas e infundadas.

Individualmente podemos aprender até mesmo em nossa vida pessoal que pedimos mais fé, clamamos pela ação e milagres de Deus, contudo por motivos e causas pessoais e egoístas. Abraão se tornou o pai da fé passando por muitas provas, Jó conhecia a Deus mais profundamente do que apenas de ouvir falar, contudo, observe tudo pelo que passou, Elias foi grande homem de Deus, mas teve momentos de fraqueza e contradição, fugiu de Jezabel para “salvar a vida” e em seguida “pediu a morte” para si. Podemos e devemos desejar crescimento espiritual, mas precisamos saber que há um custo. Se estamos sofrendo não desanimemos pois está produzindo em nós crescimento e produzindo eterno peso de glória.

Pensemos também na Igreja, na coletividade que precisa ser entendida e reafirmada. Quando Acã desobedece a Deus é dito que Israel havia pecado contra o Senhor, e de fato muitos perderam suas vidas na subida contra a cidade de Ai por causa do pecado de um homem. Por isso o pecado de um contamina a outros. Mas falando do crescimento de uma Igreja, devemos entender que na prática este crescimento se dá em meio a perseguição, problemas, inveja (como no cap. 5 de Atos) e muitas outras situações pelas quais Deus faz com que tudo coopere para o bem daqueles que o amam e que foram chamados segundo o propósito de Deus.

Diante deste cenário não podemos pensar penosamente que temos apenas tribulações para nosso aprendizado, pois a palavra de Deus garante que sobre o seu povo é derramada graça multiforme que nos instrumentaliza a ser abençoadores e abençoados por Deus. Isto é ser Igreja na prática, assim sejamos IPJA!

 

Rev. Michael da Costa Souto

 

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At 2.42-47

Se eu lhe dar uma caixa de maçãs, ou de outra fruta que você gosta, certamente você ficará feliz, irá para sua casa alegre para distribuir entre seus familiares as frutas que ganhou. Mas e se ao chegar em casa ao abrir a caixa você constatar que todas as frutas estão podres? Certamente você ficará irado porque perdeu tempo e força para carregar a caixa. Diante de muitos métodos e ideias para “encher” a Igreja precisamos questionar sobre a qualidade dos crentes. Uma Igreja cheia de falsos crentes é como uma caixa de frutas podres. Podemos dizer que um crente cheio do Espírito Santo é um crente de qualidade e o mesmo quanto a uma Igreja.  Estamos aprendendo que em Atos temos uma Igreja que recebe o Espírito Santo de Deus para testemunhar e em Atos 2.42-47 vemos como viviam estes crentes cheios do Espírito Santo de Deus (no pentecostes) e os que foram levados pelo Espírito através da pregação de Pedro ao arrependimento genuíno. O texto em epígrafe destaca muitas características indispensáveis na vida de uma Igreja cheia do Espírito Santo. O apóstolo Paulo em Gálatas 5.19-21 fala das obras da carne que são opostas ao fruto do Espírito e suas manifestações. Estas obras da carne ali citadas abrangem no mínimo quatro áreas da vida humana, a sexualidade, a religião, os relacionamentos e o domínio próprio. As muitas qualidades que descrevem a vida dos crentes da Igreja Primitiva em Atos mostram ferrenha oposição de comportamento dos que de fato são convertidos e têm o Espírito Santo de Deus e os que não são.

Podemos e devemos olhar para este texto como parâmetro para reconhecer uma Igreja que realmente é cheia do Espírito Santo de Deus. Serve como análise para nossa alma, se nos encaixamos com este padrão de qualidade.

Estamos constantemente nos estudos bíblicos? Estamos juntos sempre que podemos? Estamos nos ajuntando para orar? Há temor nos corações? Temos tudo em comum? Ajudamos um ao outro na medida em que vemos a necessidade? Estamos diariamente no templo? Temos alegria e comunhão nas refeições? Louvamos a Deus e temos a simpatia dos que estão ao nosso redor (os não crentes)?

O resultado é que Deus acrescenta pessoas a uma Igreja saudável. Queremos ser uma Igreja saudável e cheia do Espírito Santo de Deus, mesmo que seja redundante este é o nosso desejo ardente, assim testemunharemos e cresceremos para a glória de Deus.

 

Rev. Michael da Costa Souto

 

 

 

o Caminho com a Promessa

 

 

At 1.12 a – Então, voltaram para Jerusalém...

O caminho é sempre bom quando vamos ao encontro de alguém que amamos, que a companhia é agradável. Pense em quando você viaja ou faz um percurso curto para rever amigos, primos, tios queridos, os avós ou quando nosso coração se enche de alegria quando estamos indo para a casa dos nossos pais; o trajeto é cheio de alegria. No texto em epígrafe os discípulos poderiam estar tristes pois, Jesus foi assunto ao céu, mas o mesmo Jesus prometera que o Espírito Santo viria. Voltando ao assunto do caminho, o texto de Lucas 24.52 tratando deste momento em que sob as ordens de Jesus os discípulos voltam para Jerusalém para aguardar o Espírito Santo. Lucas relata que eles voltaram cheios de alegria. Imagino que esta alegria toma conta do coração do crente que entende a vontade de Deus e a busca incessantemente, levando-o a em tudo dar graças a Deus, tornando o caminho cheio de  alegria. Ser cheio dele, mas poucos estão dispostos a aguardar como todos “dizem” querer ter o Espírito Santo ou paciência e obediência à palavra de Cristo. Esta busca não é fácil; no primeiro capítulo de Atos vemos que o povo ouviu atentamente as orientações de Jesus quanto ao reino de Deus (um ensinamento que poucos estão interessados em ouvir em nossos dias devido ao materialismo); em meio a comunhão com Cristo e com os irmãos, durante vários dias, indo para onde Jesus indicara, confiando em sua palavra e na promessa do Pai. Estava ali a liderança (os discípulos) e todos perseveravam unânimes em oração, cento e vinte pessoas em oração e esperando a promessa bendita. Um pequeno número de pessoas, que representa uma pequena Igreja, mas que mudariam o mundo revestidas pelo poder do Espírito Santo de Deus.

Como tem sido a sua caminhada em direção ao alvo que é Cristo? Será que poderíamos concluir que aqueles estão sempre tristes, cabisbaixos, murmurando e reclamando da vida não entenderam a riqueza da promessa de Deus para a vida do crente? Ou concluímos que não estão eles perseverando em oração e obediência a palavra de Deus? Ou ainda que simplesmente não foram ainda transformados pela fé genuina dada pelo Salvador. Como tem sido a sua caminhada?

Podemos no máximo admitir como o apóstolo Paulo em 2Cor.4, estamos perplexos, mas não desesperados, perseguidos, mas não abandonados, golpeados, mas não destruídos. O caminho é longo, difícil, mas temos Deus na controladoria geral, Jesus na defensoria e o Espírito Santo de Deus como nosso guia.

 Rev. Michael da Costa Souto

 

 

 

 

 

 

“E recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas...” At 1.8a

 Mais do que métodos, boas perguntas, boas respostas, uma boa conversa ou conferências evangelísticas, precisamos do poder de Deus para testemunhar, evangelizar, pregar ou fazer discípulos. No “Ide” de Mt 16.15 a ordem para fazer discípulos por onde andarmos está firmada na autoridade e poder do nome de Cristo. Jesus afirmou que seus discípulos seriam preparados e receberiam o Espírito Santo; com o cumprimento desta promessa o evangelho se expandiu exponencialmente começando por Jerusalém, passando por Samaria e alcançando todas as terras. O livro de Atos é o único livro de história da igreja canônico, conta a história da igreja primitiva autorizada por Deus. Ali vemos uma igreja crescendo naturalmente, sem métodos ou medos humanos. Quando a igreja enfrentou perseguições não correu para Deus pedindo livramento ou abrandamento, mas intrepidez para pregar o evangelho segundo a vontade de Deus. Isto ocorreu porque tinham o Espírito de Cristo, não viviam mais para si, mas Cristo vivia neles, não tinham espírito de covardia, mas de ousadia. Atos é um livro único porque dá continuidade ao evangelho de Lucas e na empreitada de mostrar o crescimento da igreja Lucas faz acurada investigação, usa o racional para apresentar acontecimentos de fé. É  um livro de fé e também histórico. Depois da obra de Cristo os seus discípulos são preparados e recebem o Espírito Santo de Deus; a partir daí vemos avivamentos sucessivos, pessoas transformadas, crescimento da igreja e uma sociedade influenciada pelo evangelho. Tudo na dependência total do Espírito Santo. Atos é também chamado de Atos do Espírito. A igreja hoje precisa buscar o Espírito Santo de Deus, sua ação e enchimento. Precisamos deixar a idolatria pelo crescimento numérico da igreja e até mesmo o medo deste crescimento. Sejamos crentes fiéis e clamemos pelo agir de Deus na vida da Igreja, dependendo em tudo do que ele quer é pode fazer. É necessário buscar; clamor e arrependimento, uma mensagem escassa na Igreja brasileira. Busquemos ser parte de um grande avivamento em nossa nação, ou que segundo a palavra de Deus passemos por um avivamento local.

 Rev. Michael da Costa Souto

 

 

 

Se você vive no Brasil sabe que provavelmente terá um ano de muitas batalhas, se você é cristão deve ter a certeza que terá muitas batalhas, vitórias e possivelmente algumas derrotas, Jesus nos alertou sobre isso (Jo 16.33). A grande questão é como passamos por estas batalhas, e aproveitando  este início de ano, como nos preparamos para esta batalha. Podemos aprender com o grande Rei Davi, quando se preparava para a batalha com o gigante Golias.

Observe que as pessoas ao redor de Davi o desprezaram e pensaram logo em armas e armadura para que ele tivesse o mínimo de chances. Este é o erro de muitos e talvez seja o seu, logo concatenar maneiras de enfrentar a batalha da vida. O erro consiste tanto em desprezar a si mesmo quanto em supervalorizar. Não pensemos além ou aquém de nós mesmos, apenas nos cabe a moderação (Fp 4.6). A moderação nos faz pensar o que temos e o que não temos, o que podemos ou não podemos fazer. Acredito que já ouvimos sobre isso nestes últimos dias.

Em I Samuel 17.45 Davi disse: “Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do SENHOR dos Exércitos”. Davi usou aquilo que Deus havia lhe dado como recursos, uma funda e algumas pedras, mas sabia que sobretudo necessitamos agir em nome do Senhor, isto significa de acordo com o mandato, ordem ou vontade do nosso Deus. Nos preparemos assim para as batalhas deste novo ano.

Rev Michael da Costa Souto

 

 

 

 

Chegamos ao fim do ano e tenho a certeza que poucos chegam aqui com a sensação que realizou tudo o que projetou. Isto depende, é claro, do que planejamos e da vontade de Deus sobre nós. É inegável que temos sempre muito para realizar e melhorar para 2016, mas pensemos brevemente numa história das Escrituras:

Em certo tempo nas idas e vindas do povo de Israel o rei Ciro permitiu que os exilados de Israel voltassem para sua cidade e a reconstruísse e Zorobabel foi a frente do povo nesta tarefa. O povo lançou os fundamentos, mas logo desanimou frente as críticas e adversidades, ficando a obra parada por dezesseis anos, até que Ageu, Zacarias e Malaquias desafiaram o povo a continuar, terminando em apenas quatro anos.

Diante da perspectiva de um novo ano temos certeza que se vivermos este novo ano teremos muitas lutas e dificuldades. Mas o que é fundamental para termos um ano de 2016 muito melhor, cheio de realizações é a palavra dirigida a Zorobabel em Zacarias 4.6 “Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel: Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito...”. Assim podemos vencer, na força do Senhor. Não confiemos em nós mesmos, façamos toda obra apesar de nós mesmos, e tenhamos um ano novo de muitas realizações em casa, no trabalho, na escola e fundamentalmente na obra do Senhor dos Exércitos.

Rev Michael da Costa Souto

 

 

 

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Fp 3:20  “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”

Em meio a tantas manifestações populares pelo Brasil devemos nos posicionar, temos uma opinião bíblica sobre tudo isso. O que você pensa sobre isso? Gostaria de falar deste assunto refutando os argumentos de quem pensa que os cristãos não devem se envolver com política.

As Escrituras nos falam amplamente sobre o envolvimento do povo de Deus com política, principalmente no Antigo Testamento com os profetas que denunciavam as desigualdades sociais, a falta de cuidado com as viúvas e forasteiros, por exemplo, cuidados que o próprio Deus instituíra política e civilmente para amparo dos mais pobres e desamparados numa sociedade. Davi no Salmo 11 se vê tentado a fugir diante da maldade da sociedade, contudo ele resiste com fé no Senhor que ama a justiça e faz de nós instrumentos para pregar e estabelecer a justiça. O Cristão “não foge à luta” pela justiça e por um governo mais justo. Os que fogem usam os seguintes argumentos:

“Nossa pátria está no céu” Fp 3.20 – Paulo reivindicou sua cidadania celeste, mas também a terrena reivindicou os direitos de cidadão romano em At 16.37-39. Nossa cidadania celeste modifica e melhora nosso anseio pela justiça em nossa pátria terrena.

“O reino de Deus não é deste mundo” – A palavra de Deus neste ponto no ensina que o reino de Deus não provem deste mundo. A oração do Senhor diz: “Venha o Teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”, esta oração pede que o reino celeste influencie o reino terrestre.

“Devemos buscar as coisas que são de cima” Cl 3 – Neste texto o apóstolo Paulo fala que Cristo (que é de cima) é tudo que precisamos no lar, no trabalho e em tudo que fizermos, incluo aqui a política.

“O mundo não é importante” – João Batista confrontou o governante Herodes pelas suas maldades (Lc 3.19). As Escrituras nos informam que Deus estava em Cristo estava reconciliando o mundo consigo. O novo testamente fala amplamente da importância das autoridades, do governo, do magistrado civil, dos animais, dos recursos naturais, enfim da preservação de tudo que ele criou. Somos administradores da criação. Temos que reconhecer que o nosso país passa por uma enorme crise política, marcada por um sistema de corrupção bilionário, como nunca se viu aqui e em nenhuma parte do mundo. Não podemos nos calar diante das mentiras que ouvimos nas propagandas políticas.

Rev. Michael da Costa Souto