Belo Horizonte, 12 de Novembro 2017

SAL E LUZ

MT.5:13- 16

Jesus explicou aos discípulos a verdadeira natureza de seu chamado. Eles seriam o sal de um mundo sombrio; Uma terra comprometida pela corrupção, pelo pecado e, cujos valores morais eram, via de regra, colocados em segundo plano; E seriam também, luz para um mundo que jazia em trevas. Este grupo de homens foi, deliberadamente, chamado por Jesus, de “ sal e luz “ e a tarefa do crente é transmitir a outros o “sal” e “iluminá-los” através da verdade do evangelho. No v 13 Jesus pergunta: “se o sal vier a ser insípido como restaurar-lhe o sabor”? Esta é uma indagação que não requer resposta, pois todos sabemos que se o sal deteriorar, já não pode mais ser usado para conservar os alimentos. Contudo requer de todos nós uma profunda reflexão. Assim como o sal realça o melhor sabor dos alimentos, os crentes devem ser o sal da terra e influenciar as pessoas positivamente. Jesus disse aos seus discípulos que se quisessem fazer a diferença no mundo, também teriam que ser diferentes do mundo. Assim como o sal faz a diferença no alimento das pessoas, a luz faz a diferença no seu ambiente – “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8.12). Os discípulos de Cristo devem viver para Cristo, brilhando como “uma cidade edificada sobre um monte” de forma que todos possam vê-los; Deverão ser como luzes em um mundo escuro, mostrando claramente como Cristo é. Como Jesus Cristo é Luz do mundo, os seus seguidores devem refletir a Sua luz. “Não se acende uma candeia e coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos que se encontram na casa” (Jo 5.15); As pessoas colocam as luzes sobre pedestais, ou em lugares mais elevados, para que possam fornecer luz e calor e os discípulos de Cristo devem continuar a refletir a luz de seu rosto, pois Ele é a luz do mundo. Eles não poderiam tentar ocultar a Sua luminosidade, como se tivessem acendido uma lâmpada para depois escondê-la. No livro do Ex. 34.29, vemos que Moisés, quando desceu do Monte Sinai, tendo nas mãos as tabu- as do Testemunho, não sabia que seu rosto resplandecia, depois de ter Deus falado com ele; Aprendemos ainda que Moisés permaneceu ali por quarenta dias e quarenta noites, tempo em que não comeu pão nem bebeu agua, pelo que podemos deduzir que ele foi, milagrosamente, sustentado e envolvido pela glória de Deus. Moisés poderia ter reivindicado sua permanência no monte junto à presença de Deus, mas que as coisas não funcionam assim, ele desceu do Monte e através do esplendor que irradiava do seu rosto, refletiu a luz e a Glória de Deus à nação que o esperava.

O discípulo de Cristo precisa descer do monte. É necessário transpor os umbrais dos templos e proclamar as verdades do Evangelho de Cristo. O cumprimento do IDE começa assim que o crente coloca os pés fora da igreja, oremos para que o Senhor nos ajude neste mister.

Presb. Edson Lopes de Amarante.

Belo Horizonte, 29 de Outubro 2017

ESCOLHAS

Há alguns meses fomos abençoados com uma mensagem em cuja introdução o pastor dizia: “ Não devemos discutir política, religião ou o gosto das pessoas, mas com relação às escolhas, estas sim, são susceptíveis de discussão”. E é nessa perspectiva que devemos analisar as instruções do apóstolo Paulo, à igreja de Corinto, inserindo, por assim dizer, como um ingrediente a mais que nos auxilie na caminhada como igreja de Cristo, através do texto de I Cor. 1:11-12: Pois a vosso respeito, meus irmãos, fui informado pelos da casa de Cloe, de que há contenda entre vós. Refiro-me ao fato de cada um de vós dizer: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu, de Cefas, e eu de Cristo. Neste texto o apóstolo infere que a causa das divisões e contendas estava relacionada com a lealdade a diferentes instrutores. São citados Paulo, Apolo, Cefas e Cristo. No contexto atual poderíamos acrescentar lideres tais como reverendos: Augustus Nicodemos, Hernandes Dias Lopes, Michael Souto, Jeremias, Uedson Souza, Spurgeon e muitos outros. Mas Paulo, na sua peculiar sabedoria, que Deus lhe outorgara, para conter as divisões que pairavam sobre a igreja de Corinto e que, por uma ação nefasta do inimigo, poderia chegar até à igreja contemporânea, fornece a perspectiva correta para difundir um líder de verdade e explica que esses líderes não devem ser motivo de disputa na igreja; e no verso 13 reforça sua tese perguntando: “Acaso Cristo está dividido? Quem é Apolo?  E quem é Paulo? Servos por meio dos quais crestes, e isto conforme o Senhor concedeu a cada um”. No grego está o que em lugar de quem e isto aponta para a atividade deles e não para a sua personalidade; ainda que são servos (diakonos), uma palavra que denota serviço intenso, podendo referir-se ainda ao ministério atribuído por Deus a cada um. Na verdade, comparados com o papel de Deus no processo, estes homens, por mais proeminentes que tenham sido, eram insignificantes, porque Deus é quem dá o crescimento à semente. Paulo, Apolo, Pedro ou qualquer missionário ou ministro do evangelho, naquele contexto ou no atual, não são nada mais do que instrumentos de Deus. Somente Deus poderá fazer a semente frutificar. Assim sendo, não há espaço para orgulho por parte dos líderes, e não há espaço para lealdade divisória a estes líderes, da parte dos sus seguidores. Cada servo tem várias funções e cada um é membro de uma equipe com o mesmo propósito: levar as pessoas ao Senhorio de Cristo e ajuda-las a amadurecer em sua fé.  Devemos respeitar nossos   líderes, considerando que eles se esforçam para ministrar a Palavra de Deus com o fim de nos conduzir na fé cristã a uma vida vitoriosa, tomando-os como exemplo, sim, e ter grande consideração para com eles, segundo Hb.13:17 Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo, porque isto não aproveita a vós outros. O mais importante, contudo é termos em nossas mentes e corações, a convicção de que Jesus Cristo é nosso Senhor e Mestre.

 

Presb. Edson L. Amarante

 

 

Belo Horizonte, 05 de Novembro 2017

“Esperastes o muito, e eis que veio a ser pouco, e esse pouco, quando o trouxestes para casa, eu com um sopro o dissipei. Porque? - diz o Senhor dos Exércitos; por causa da minha casa, que permanece em ruínas, ao passo que cada um de vós corre por sua própria casa”. Ageu 19.  

Almas avarentas limitam suas contribuições ao ministério e obras missionárias e chamam tal atitude de poupar com parcimônia, mas nem imaginam que estão, na verdade, empobrecendo. Sua desculpa é que precisam se preocupar com suas famílias e esquecem que negligenciar a casa de Deus é o caminho certo para que a ruína venha sobre suas casas. Nosso Deus tem um método, em Sua providência, pelo qual Ele pode nos tornar bem sucedidos em nossos esforços muito além de nossa expectativa ou pode acabar com nossos planos, gerando, assim, confusão e desânimo. Ao mover a Sua mão, Ele pode direcionar nosso barco para um leito, ou pode encalhá-lo até a pobreza e a bancarrota. É um ensino da Escritura que o Senhor enriquece o generoso e deixa o avarento descobrir que a retenção tende à pobreza. Em uma esfera muito ampla de observação, notei que os cristãos mais generosos que conheço, são sempre mais felizes e quase que invariavelmente mais prósperos.  Vi o doador generoso elevar-se a riquezas com as quais nunca sonhou, e vi, com igual frequência, o avarento egoísta e mesquinho cair em pobreza exatamente pela mesma parcimônia que adotou, acreditando que isso o ajudaria. Homens confiam a bons administradores quantias exorbitantes e assim o é com o Senhor.

Ele concede dádivas em grandes quantidades, àqueles que dão em alqueires. Onde a riqueza não é concedida, o Senhor do pouco faz muito, pelo contentamento que o coração santificado sente, em uma porção da qual o dízimo é dedicado ao Senhor. O egoísmo olha primeiro para a casa, mas a piedade busca em primeiro lugar o reino de Deus e Sua justiça. Além do mais, a longo prazo, o egoísmo é perda e a piedade é grande ganho.

É necessário ter fé para agir para com Deus com mãos abertas, mas Ele certamente merece isso de nós; E tudo que pudermos fazer ainda é reconhecimento muito pobre de nossa incrível dívida e de Sua bondade.

 

Charles H. Surgeon

 

 

Igreja Presbiteriana no Jardim América

 

 

Belo Horizonte, 22 de Outubro 2017

O Justo Viverá Pela Fé

Hc 2.4/Gl 3.11

 Mas quem é justo? E que fé é essa? Perguntas necessárias em um tempo em que quase todos se julgam bons, e há quem diga que é a alma mais pura que se pode encontrar. E sobre a fé, ah, como está conturbado o entendimento, deixando de considerar o que dizem as Escrituras sobre a fé, em quem está fundamentada, em quem ela se origina, seu objetivo e por onde ela nos conduz. Vamos definir sucintamente o justo e nos prender mais à fé. Justo nas Escrituras é somente aquele que Deus declarou justo, pois Deus é o único perfeitamente justo. Logo concluímos que esta fé descrita nas Escrituras (principalmente em Hb 11) se refere a fé salvadora e não a fé intelectual. Esta última é chamada por Tiago de fé morta, ora uma fé morta é inútil, inclusive para a salvação. A Confissão de Fé de Westminster define bem a fé Salvadora: “Por esta fé o cristão, segundo a autoridade do mesmo Deus que fala em sua palavra, crê ser verdade tudo quanto nela é revelado, e age de conformidade com aquilo que cada passagem contém em particular, prestando obediência aos mandamentos, tremendo às ameaças e abraçando as promessas de Deus para esta vida e para a futura; porém os principais atos de fé salvadora são – aceitar e receber a Cristo e firmar-se só nele para a justificação, santificação e vida eterna, isto em virtude do pacto da graça. Esta definição é primeiramente para análise pessoal, antes de lutar contra os erros da Igreja Católica Lutero teve uma luta pessoal até redescobrir a verdade que transforma a vida do crente, a fé somente nos leva à salvação em Cristo Jesus. A fé meramente intelectual nada pode fazer para salvar o homem. Acreditar que Jesus existiu apenas é como acreditar que entra em um taxi e chegará vivo ao destino, apenas porque isto é o que normalmente acontece, uma confiança baseada meramente em estatísticas. A fé salvadora é mais que isso, é a fé que Jesus é o salvador de todo aquele que nele crê. É viver tendo este Jesus como Senhor, como aquele que controla toda a nossa existência. Contudo, muitos tem medo de admitir que Cristo não é o Senhor de sua existência, pois o pecado e as coisas deste mundo ainda os prendem. A fé meramente intelectual é comum pois pode estar baseada em fatos históricos apenas, a fé salvadora no entanto é um presente de Deus e possuí-la está sujeito a vontade soberana de Deus, e isso assusta e apavora a todos que não tem a fé salvadora. Caso você não seja livre do pecado, dos desejos deste mundo, caso não sinta vontade de estar na casa de Deus em todos os momentos, caso esteja trabalhando para alcançar a salvação, caso esteja descansando nos momentos que a Igreja se reúne para orar, estudar a palavra de Deus ou adorá-lo, caso seja constante nos menos ou mais  vergonhosos pecados, caso tenha uma mente revoltada contra a autoridades instituídas por Deus, caso não aguarde ansiosamente a volta de Cristo, caso não deseje conhecer a Deus e amá-lo acima de todas as coisas, enfim, caso desconfie que não tem a fé salvadora entregue-se a Cristo agora mesmo com fé de coração e receba a fé salvadora, e o Espírito Santo de Deus que é um selo garantidor da salvação.

 

Rev. Michael da Costa Souto

Igreja Presbiteriana no Jardim América

 

 

Belo Horizonte, 15 de Outubro 2017

A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO

Há várias evidências da divindade real e suprema do Espírito santo. Consideraremos o assunto dentro do seguinte esboço: As honras, as obras, os atributos e os nomes atribuídos ao Espírito santo nas Escrituras, os quais demonstram a sua divindade. As honras dadas ao Espírito Santo na Bíblia são tais que só podem ser predicados de Deus. Ele é apresentado como majestade suprema por Jesus no texto bíblico:”  Por isso vos declaro: Todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada”. Mt.12:31. Pelo contexto entendemos que blasfêmia contra o Espírito Santo é atribuir a Satanás, as obras e maravilhas operadas e maravilhas operadas pelo Espírito. Portanto, o Espírito Santo é Deus, pois só Deus é digno de receber tal honra e majestade. O Espírito Santo é honrado por associação com o Pai e o Filho na benção apostólica e na fórmula do batismo, mostrando que ele é igual com o Pai e o Filho. As obras atribuídas ao Espírito Santo, na Bíblia, só podem ser operadas por Deus e, portanto, demonstram a sua real divindade: A criação: “O Espírito de Deus me fez; e o sopro do Todo Poderoso me deu vida” Jò 33:4. O novo nascimento: “ Em verdade, em verdade te digo: Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido do Espírito é Espírito; o vento sopra onde quer, ouves a sua voz mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo  o que é  nascido do Espírito”. Jo. 3: 5,68. Os atributos do Espírito Santo demonstram sua verdadeira divindade. Unidade: “Quanto mais o sangue de Cristo que pelo Espírito Eterno se ofereceu a si mesmo, imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo”. Hb.9:14. Onisciência: “Porque o Espírito perscruta todas as coisas, até mesmo as  profundezas  de Deus”. I Cor, 2:10. Onipresença: “Para onde me irei do teu Espírito?”.  Sl. 139:7.  Onipotência: “Pelo poder dos sinais e prodígios, na virtude do Espírito de Deus”. Rm. 15:19.  Sabedoria: “Repousará sobre Ele o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de temor do Senhor”. Is.11:2. Verdade: “Aquele Espírito da verdade”. Jo.15:26. Santidade: “Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação”. Rm.1:4. Bondade: “Guie-me o teu bom Espírito por terreno plano”. Sl.143:10. Os nomes dados ao Espírito santo indicam sua divindade real. Ele é chamado Deus nas escrituras. “E há diversidade nas realizações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para um fim proveitoso”. I co.6:7. “Disse então Pedro: Ananias, porque encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesse parte do valor do campo?” Atos 5:3,4. Se negarmos a divindade do Espírito Santo, seremos levados ao manifesto absurdo de dizer que os títulos mais elevados, os atributos supremos, as obras mais exaltadas e as honras mais sagradas da própria divindade são, nas escrituras, expressas e repetidamente atribuídas a um mero vento, energia ou influência, que não possuem existência pessoal. É claro que a deificação de uma influência, ou de qualquer coisa que não seja o Eterno e Supremo Ser, é idolatria; mas sabemos que, segundo a Bíblia, Deus é Espírito.

   Adaptação Presb. Edson L. Amarante

Igreja Presbiteriana no Jardim América

 

 

 

 

Belo Horizonte, 01 de Outubro 2017

Espírito Santo

O termo Espírito Santo é citado muitas vezes na Escrituras Sagradas, tornando-o vital para o nosso entendimento da revelação de Deus. Os eruditos dizem que espírito vem do hebraico “ruach, passando pelo grego “pneuma, “que significa respiração ou vento. Dessa forma, a etimologia da palavra não pode oferecer-nos muita ajuda na busca de maiores informações pertinentes ao tema, tal qual apresentado nas escrituras. Por isto vamos abordá-lo sob três perspectivas:

 

            - A procedência do Espírito Santo

            - A personalidade do Espírito Santo

            - A divindade do Espírito Santo.

 

A PROCEDÊNCIA DO ESPÍRITO SANTO = A ortodoxia ensina que, como Cristo é Deus por filiação, da mesma forma o Espírito Santo é Deus por procedência do Pai e do Filho. O Espírito Santo que procede do Pai e do Filho é da mesma substância, majestade e glória que a do Pai e do Filho, e verdadeiro Eterno Deus. “Mas, quando vier o consolador, que eu, da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim”, (Jo.15:26). Portanto, se o Espírito Santo se chama o Espírito do Pai, porque procede do Pai, é igualmente evidente, que se chama Espírito do Filho. Sendo assim, fica patente o que as escrituras declaram expressamente, que o Espírito procede do Pai, assim como elas, claramente ensinam, que Ele procede do Filho. Os teólogos trinitarianos (aqueles que pertencem à ordem  religiosa da Trindade), tantos os antigos como os modernos, têm chegado mais ou menos à mesma conclusão. Os teólogos antigos sustentavam que “a geração do Filho pelo Pai, e a procedência eterna do Espírito Santo do Pai e do Filho envolvem um caso de derivação de essência. Até onde nos são reveladas,  as propriedades do Pai são as seguintes:  Não é gerado de ninguém, nem procede de ninguém; é o Pai do Filho, tendo-o gerado desde a eternidade; o Espírito Santo procede Dele e é Seu Espírito. Assim, o Pai é o primeiro em ordem e operação, enviando o Filho e o Espírito Santo e operando mediante eles. As propriedades pessoais do Filho são as seguintes: É o Filho Unigênito do Pai desde a eternidade. O Espírito Santo é o Espírito do Filho, assim como o é do Pai; É enviado pelo Pai, a quem revela; E, assim como o Pai envia o Espírito e opera mediante Ele.  As propriedades pessoais do Espírito Santo são as seguintes: É o Espírito do Pai e do Filho, procedendo deles desde a eternidade; é enviado pelo Pai e pelo Filho, que operam mediante Ele. A opinião aqui apresentada é a única que concorda com a unidade divina em três pessoas, porque, se o Pai é a fonte da unidade, segue-se que, se o Filho e o Espírito Santo têm essência e natureza divinas, ou eles a têm dessa fonte, ou então são divindades distintas e independentes e, por conseguinte não podem ser da mesma essência com o Pai e, deste modo se desmontaria a unidade da essência divina e teríamos três deuses. Mas ninguém ousaria dizer que eles têm a natureza e a essência divinas independentes do Pai, que os teólogos chamam de “ a fonte da divindade” pois, é claro que eles a tem do Pai. Só assim é que eles podem ser da mesma substância, poder e eternidade com o Pai.

 Continua no próximo domingo...

 

Adaptação Presb. Edson L. Amarante

Igreja Presbiteriana no Jardim América

 

 

 

Belo Horizonte, 17 de Setembro 2017

LIDANDO COM OS DESENTENDIMENTOS

 Gl 2.1-10

Muito das brigas e discussões são causadas por desentendimentos. Estou me referindo ao significado da palavra em si, a falta de entendimento. Em muitos casos em que ocorre uma briga ou afastamento as duas partes tem certa razão, ou estão corretos dentro de seus pontos de vista, o grande problema é não entender o ponto de vista do outro, não colocar-se no lugar do outro, isto sim causa grandes problemas. Acredito que é o entendimento que Paulo teve dos problemas enfrentados pelas igrejas de Gálatas. Apesar de estar admirado com o comportamento dos irmãos, por passar do verdadeiro evangelho para outro e acreditar nas falsas acusações contra ele, Paulo se coloca no lugar deles e por isso faz um esclarecimento do que passou e do seu comportamento no colegiado apostólico. Numa situação de desentendimentos melhor do que apenas se defender é se colocar no lugar do outro, entender o ponto de vista do outro para então acabar com os desentendimentos. É por isso que é errado falar sem pensar, sem analisar o ponto de vista do outro, sem entender o outro e sem amar o outro. Numa discussão de casal, por exemplo, quando se altera a voz é porque os argumentos e o entendimento cessaram, ninguém escuta ninguém e o que vale é falar mais alto e tentar subjugar o outro. Não se pensa em ouvir e sim em se fazer ouvido. O apóstolo Paulo lida com o desentendimento sabiamente, diz do seu procedimento antes no judaísmo (que procurava se impor) e da sua própria autoridade. Paulo entendeu que se os irmãos entendessem sua história de fé aceitariam sua autoridade e por isso fala de seu chamado para pregar entre os gentios, que Deus o havia preparado para isso enquanto Pedro fora chamado para pregar aos judeus especialmente. Devemos aprender a ouvir mais, nos colocarmos no lugar do outro, buscar a verdade na fonte e se envolver com algo ou alguém antes de criticar. Mas infelizmente isto é difícil. Alguém disse que acusar é muito mais fácil que ajudar, por isso existem muitas pessoas dispostas a acusar e poucas para ajudar. O pastor Jeremias disse que antes de acusar ou dar ouvidos à acusação contra alguém devemos conhecê-la e se necessário perguntar para averiguar a verdade. Na verdade é assim que a palavra de Deus nos orienta (Mt 18.15).Mas como é difícil ter esta conversa, se envolver, isto requer amor, humildade e aquele comprometimento que vemos em Cristo. Uma boa maneira de começar é orando pelas pessoas com as quais temos desentendimentos. Interceder por elas e por si, pedindo que haja entendimento de Deus. Já tive boas experiências com este tipo de situação e sempre o melhor é ter o mesmo sentimento de humildade, abnegação e amor que houve em Cristo. Resolva os desentendimentos, confie que Deus espera isso de seus filhos e desfrute de uma vida sem o peso dos desentendimentos. Amar é sempre o melhor caminho. 

Rev. Michael da Costa Souto

Igreja Presbiteriana no Jardim América

 

Belo Horizonte, 10 de Setembro 2017

Uma História de Libertação

Acredito que todos têm uma história de transformação, de libertação ou conversão. Mesmo os que desde a infância frequentam a Igreja. Gosto de ouvir e ler sobre como Deus chamou alguém para Cristo, quem ele usou para isso. Devemos lembrar bem destas histórias, são para nossa edificação. Devemos lembrar bem de nossas próprias histórias, devemos contá-la sempre que possível. O evangelismo consiste em falar do que Deus fez por nós, do quanto ele nos ama e não mede esforços para nos levar ao seu Filho. Assim como Moisés fez quando se encontrou com seu sogro Jetro (Ex 18.1-12), falando do que Deus tinha feito, do amor para com Israel e de que eram escravos antes de Deus libertá-los. Assim o apóstolo Paulo faz aos Gálatas. Naquele momento para deixar claro que Deus o havia chamado que o próprio Cristo o havia encontrado no caminho e que antes ele era escravo de uma religião, escravo de um sistema humano, escravo da lei e que os irmãos não deveriam caminhar em direção à escravidão novamente. Paulo o fez para reafirmar a origem do evangelho e sua autoridade. Temos na história de Paulo um dos relatos mais marcantes da conversão de um homem. Principalmente considerando o fato de que Paulo era ferrenho perseguidor da Igreja de Cristo. Foi dramático e sobrenatural como poucas histórias das Escrituras. Alguma histórias são assim, se manifestam de maneira maravilhosa e sobrenatural, outras porém, mesmo sendo menos carregadas de emoção certamente são dramáticas, envolvem uma ação sem igual de Deus e liberta o homem de seus pecados. Procure se lembrar de como tudo aconteceu em sua vida e perceberá que é somente pelo amor que Deus o chamou. Humanamente falando podemos encontrar muitas pessoas melhores ou piores que nós, mas Deus nos chamou, esta graça nos basta. Sendo nós incapazes de conquistar a salvação Ele graciosamente nos deu seu Filho. Como foi sua história? Como se lembra dela, com saudosismo ou tristeza? Você fala sobre ela com outras pessoas? De que você foi liberto? Como seria sua vida caso Cristo não tivesse te alcançado? De que você foi liberto? Da lei? De um vício? Da ignorância? Incredulidade? Ou outro pecado qualquer? Você era famoso pelo que fazia como Paulo? Já pensou em testemunhar sobre isso? Isso pode lhe fazer muito bem, edificar outros e trazer luz a tantos.

 

Rev. Michael da Costa Souto

 

Belo Horizonte, 27 de Agosto 2017

Livres Para Servir

Gl 1.6-12

Introdução

Deus sabia que eu não o obedeceria e por isso enviou Jesus, para me dar vida, fôlego, ânimo, me salvou para obedecê-lo. Isto é verdade em todos.

Lembra-se do paradoxo? Somos libertos para servir a Deus, sendo assim a liberdade que temos não se encaixa nem se amolda à definição de liberdade que o mundo carrega. Estaremos sempre servindo à alguém, mesmo que seja a nós mesmos.

Talvez tudo se resuma em nossa vida em quem nós estamos querendo agradar? Servir? Ou procurar o favor. Que recompensa você terá em agradar seu marido, sua mulher, seus filhos, seu patrão, o pastor, até você mesmo ou quem quer que seja; daqui que você por iludido que esteja possa agradar? Começamos a nos desviar do evangelho quando procuramos agradar a quem quer que seja ao invés de Deus, e temos muita facilidade em agradar a nós mesmos em detrimento dos outros, no trabalho, na escola, no lar, ou nas outras redes sociais. O apóstolo Paulo em Gl 1.10 deixa claro que o evangelho verdadeiro não é anunciado numa tentativa de agradar a homens, mas a Deus. A motivação mais uma vez está em cheque. O apóstolo defendeu seu apostolado anteriormente deixando claro que esse procedia de Deus e terminou dando glória a Deus por isso. Agora ele defende o evangelho, mais uma vez dizendo que o que ele prega procede de Deus. O evangelho já é bom, seu nome significa boa notícia aos homens. Sendo assim inferimos que este “outro evangelho” que outros estavam pregando não era evangelho, pois era uma má notícia.

Quando Paulo fala de sua origem no judaísmo ele revela que poderia haver certa indignação por parte de muitos que vindos do judaísmo estavam insistindo que as suas práticas deveriam ser parte integrante do cristianismo, mas assim anulavam o sacrifício de Cristo. Para exigir a obediência das práticas judaicas os perturbadores recorreram às acusações falsas que visavam desconstruir a imagem daquele que lhes havia anunciado o evangelho, o apóstolo Paulo. Deste modo entendemos que o instrumento usado para tal era a mentira, o engano e a ira pecaminosa tal como a de Jonas. Temos que tomar muito cuidado com o nosso coração, pois ele é desesperadamente corrupto e difícil de conhecer. Devemos prová-lo segundo a palavra de Deus a fim de discernir suas motivações. Na época de Paulo estavam pervertendo o evangelho por amor às tradições, por ódio aos gentios, por indignação contra Paulo, por desejo de ter domínio e poder sobre outros, enfim por muitos motivos espúrios que procediam de um coração corrupto.

O evangelho deve ser pregado a todos, mas não de todas as maneiras. Paulo até diz que mesmo com diversas motivações o importante é que o evangelho está sendo pregado (Fp. 1.18), mas é claro que uma motivação errada logo leva a um evangelho errado ou falso. Paulo diz que o evangelho precisa ser  preservado. Em Gálatas a motivação era errada, os meios errados e o evangelho adulterado. Tanto o evangelho que é pregado quanto o coração do cristão deve ser segundo Deus.

 Rev. Michael da  Costa Souto

 

 

 

 

 

Belo Horizonte, 20 de Agosto 2017

A Liberdade Em Cristo

  No filme de “Um sonho de liberdade” (filme de 1994, titulo original: The Shawshank Redemption) vemos a historia em segundo plano do prisioneiro Ellis Boyd interpretado por Morgan Freeman (ironia do destino ele ser chamado de Freeman), Ellis se acostuma tanto à vida na prisão que depois de mais de 20 anos de pena se sente despreparado para viver uma vida fora da prisão. Podemos fazer um paralelo com a liberdade cristã. Talvez depois de muitos anos como escravos do pecado, ganhamos a liberdade e não sabemos lidar com ela. Este é o assunto que Paulo trata na carta aos Gálatas. Alguns judeus convertidos ao cristianismo estavam ensinando e exigindo que os cristãos se amoldassem aos rituais da lei para serem aceitos por Deus, parece bonito, mas estes eram legalistas que acabavam por anular e desprezar a graça de Deus em Cristo Jesus.

Temos que ficar atentos, pois isto acontece desde que o pecado entrou no mundo. O legalista é retratado na música “A volta dos que não foram” como alguém que por ser louco pelo ritual torna a vida um funeral. São pessoas com falsa aparência de piedade, que procuram nas regras uma maneira de condenar alguém. Alguém se torna legalista quando está mais preocupado com a quebra de uma regra do que com a ofensa a Deus, o dano que o pecado causa no ser humano. Muitos aspectos da lei permanecem, mas os rituais que a lei exigia apontavam para o Filho, portanto nele se cumpriram. Alguém que odeia festa e alegria, que é havido por julgar as pessoas, pensa que está sempre certo, trabalha pelo reconhecimento dos homens, é ciumento e invejoso, finge ser o que não é, se especializou em se defender, não se alegra com a alegria dos outros, festeja e até proclama a derrota do outro, esta pessoa está doente e precisa de cura, precisa de um encontro com Deus em Gálatas.

Muitas vezes somos tentados a pensar que temos que fazer algo para Deus para que sejamos abençoados por Ele, as vezes este pensamento parece muito lógico, nos acostumamos com isto, fazer algo para receber algo em troca, muitos relacionamentos estão cunhados por este princípio. Em muitas igrejas chamadas de cristãs, isso é pregado e aceito amplamente, com isso muitos se veem presos à igreja e suas práticas. O diabo usa estes pequenos desvios para escravizar, enganar e afastar as pessoas de Cristo. Mas se fosse assim onde estaria a graça? Graça significa favor imerecido, algo que antes Deus fez por nós e agora em resposta ao grande ato de Deus nós temos toda a disposição em lhe obedecer, mais do que isso agora fomos libertos de nossos desejos, do mundo e do diabo para fazermos a vontade de Deus, em uma obediência alegre e satisfeita em decorrência do amor e favor divino e não para alcançá-los.

Somos livres em Cristo Jesus.

Rev. Michael da Costa Souto

 

 

 

 

Belo Horizonte, 06 de Agosto 2017

Somos livres

 

Um amigo e irmão em Cristo me disse que “sobreviveu a estupidez”, se referindo ao fato de ter sobrevivido à estupidez de tentar viver sem Cristo, sem Deus e sem obedecê-lo. É uma estupidez porque fomos criados por Deus para louvor dele mesmo. Não fazer aquilo para que fomos criados é uma estupidez, tal como é uma estupidez colocar um carro na água, já que ele foi fabricado para andar na estrada. Muitos pensam que ser livre é fazer o que quer, mas ser livre é fazer a vontade de Deus que nos criou. Então somos livres quando desejamos ardentemente fazer o que agrada a Deus, quando tudo o que fazemos é para alegrar a Deus e demonstrar sua graça em nós. Hoje diante de tudo o que vemos podemos afirmar que existem muitas pessoas que fazem tudo para si mesmas, visando o próprio prazer, outros que fazem muito para os outros, visando um retorno e poucos que fazem tudo pelos outros desinteressadamente. Os cristãos deveriam se encaixar nesse último grupo, visando sempre fazer tudo para Deus e por Ele fazer tudo também para os outros, em resposta à sua graça em nosso favor. Mas infelizmente o engano religioso tem levado às pessoas a fazer coisas para obter a graça e o favor de Deus. Os rituais, a guarda de dias, campanhas, promessas, ofertas, hierarquias, vestimentas, usos e costumes são colocados como maneiras de se obter a justificação diante de Deus. Isso tudo não é novo, desde que Deus estabeleceu a lei as pessoas pensam que podem comprar o favor de Deus seguindo estas leis. O apóstolo Paulo foi exemplar em seguir a lei e depois descobriu que a justificação é alcançada pela fé, como ele escreveu aos Gálatas, e que a fé é um presente de Deus, como escreveu aos Efésios. Essa descoberta libertou Paulo, Lutero, Calvino, a mim e muitos outros que podem dizer que são libertos pela fé em Cristo. Esta mensagem sempre foi, e ainda é necessária aos que se encontram escravos da religião, dos vícios ou dos prazeres da carne. Por meio de Jesus Cristo descobrimos que nada é melhor do que viver com Deus e a Ele ser obediente.  Como é bom ser livre, é difícil de descrever esta sensação, mas sem querer ser redundante eu diria que é como estar preso por muitos anos e ser de repente presenteado com a liberdade.  Aquele que se sente só, isolado, com um vazio enorme no peito, cansado e sobrecarregado pode estar vivendo como escravo. Quem se encontra assim pode clamar hoje mesmo por libertação, pode buscar hoje mesmo conhecer a verdade sobre Deus e o mundo e essa verdade te libertará, esta verdade é Jesus Cristo filho de Deus.

 

          Rev. Michael da Costa Souto

          Igreja Presbiteriana no Jardim América

 

 

 

Belo Horizonte, 23  de Julho 2017

Um Amor Maior

 “Quero um amor maior, amor maior que eu...” assim escreveu e canta Rogério Flausino, vocalista da banda Jota Quest. Obviamente se refere ao amor humano entre homem e mulher. Mas isto me leva a pensar em outra canção que diz: “O amor só conhecia em canções que falavam de ilusões...”. Como diz esta ultima música o amor do qual se ouve nas músicas por aí é pura ilusão. Flausino fala de um amor que ele mesmo desconhece talvez este amor desconhecido seja como o deus desconhecido de Atos 17.23.  De fato qualquer um que não conheça o Grande Maior descrito em Jo 3.1, não encontrou o Amor Maior. Conhecemos a frase bíblica que afirma que “Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (1Jo 4.19). Então o amor verdadeiro só nasce com base no amor de Deus demonstrado na cruz. Um poeta brasileiro (que era católico) foi requisitado para escrever sobre o amor, ele disse que depois do que o apóstolo Paulo escreveu em 1Co 13.4-13 sobre o amor, nada mais descrevia a altura este sentimento. O amor de Deus em 1Jo 3.1 é um amor maior que eu, muito maior, infinitamente maior, tão grande que possibilitou a nossa adoção. Ora, se fossemos apenas órfãos nossa vida já seria terrível, mas éramos mais do isso, ou melhor dizendo menos que isto, estávamos condenados à morte e afastamento de Deus, contudo o seu amor nos alcançou. A maneira que João escreve nos faz pensar na grandeza da adoção. Ele enfatiza dizendo “vede”, veja, observe, preste atenção, não deixe que isso passe desapercebido, o amor de Deus é tão grande quanto ele mesmo é, um amor que chegou ao ponto de chamar de filhos pessoas cruéis e repugnantes como são os seres humanos. Ficamos extasiados com este amor tão grande, mas isto não é tudo, pois João disse que já nos foi dado (não que nós alcançamos) uma posição maravilhosa de ser filhos de Deus, mas tem muitos mais guardado para nós, quando se manifestar o que haveremos de ser estaremos plenamente entendidos da grandeza do amor de Deus. Que maravilha espera as nossas almas! Este é o amor, quem o conhece não se abala ou se engana com um amor humano que nos leva para distante do amor verdadeiro. O amor humano só é válido quando procede de Deus. “Por amor” muitas pessoas tem feito coisas terríveis. O amor de um homem para uma mulher, de uma mãe para um filho, de uma amizade, de irmãos, só é valioso e verdadeiro se tem alicerce no Amor de Deus ao mundo. Um Amor Maior!             

       Pr. Michael da Costa Souto

Igreja Presbiteriana no Jardim América

 

 

Belo Horizonte, 16  de Julho 2017

Praticai a hospitalidade

Rm 12.13b

Como é bom receber visitas, pessoas que amamos, pessoas que podemos amar, e até mesmo pessoas que não conhecemos. A palavra de Deus em Hb 13.2 diz que não podemos ser negligentes quanto a hospitalidade, porque alguns que foram hospitaleiros acolheram anjos sem saber. É preciosa toda oportunidade de compartilhar a vida de Cristo (Langhorne Presbyterian Church – “Sharing the life of Jesus”).  É uma alegria podermos receber nossos amigos. Em primeiro lugar toda a Igreja os recebe, somos como uma grande família recebendo em nossa Igreja (casa) outra parte da família. O que temos de mais precioso compartilhamos, a vida com Cristo, a alegria de ter sido achado pela maravilhosa graça salvadora de Deus que em Cristo nos uniu como uma família, o Israel de Deus, família da fé, adotados e feitos filhos de Deus, filhos de Abraão por ser chamado pai da fé.

Em Romanos 12.9-13 algumas recomendações de Paulo sobre como deve ser a vida do cristão. Neste texto podemos ver a maravilhosa graça de Deus que transforma o crente e o leva a ser em sua vida alguém que representa a Cristo. Então compreendemos que estas recomendações nos mostram a beleza de viver como Cristo. O cristão sente um amor verdadeiro e não fingido ou interesseiro. O cristão odeia o mal e está cada vez mais compromissado com o bem. O cristão ama um ao outro como se fosse irmão de sangue (porque somos irmãos no sangue de Cristo), preferindo acreditar no que professa a mesma fé. O verdadeiro cristão é ávido por servir a Deus e o faz com espírito ardente. É também alegre, esperançoso e paciente mesmo em meio às dificuldades, é dedicado e constante em oração, compartilhando até mesmo as necessidades uns dos outros e por fim sendo hospitaleiros.

Podemos dizer que seguindo este padrão qualquer sociedade seria perfeita, mas infelizmente nenhuma é, nem mesmo a cristã, não somos capazes de viver assim. Mas graças a Deus por Cristo Jesus, que nos tem capacitado para isso, tem dado oportunidade para aprimorar esta vida que ele mesmo nos deu. Graças a Deus por Jesus Cristo que habita em nós pelo seu Santo Espírito. Graças pelo discernimento diário, a lembrança de que pertencemos a Ele somente e para Ele vivemos e morremos, pois nos garantiu que com ele reinaremos.

Sejamos bons anfitriões, isto é, mostrar de que somos verdadeiros cristãos. Sejam bem vindos família missionária de Jairo, Kênia, Junior, Thalita, Kaleb e Thatyane (missionários da APMT) e também nossos irmãos norte americanos Bill, Becky, Cathy, Sue, Brian, Eva, Mark, Fred, Beau e Jake.

 

Rev. Michael da Costa Souto

Pastor da Igreja Presbiteriana no Jardim América

 

 

Belo Horizonte, 09  de Julho 2017

Você Tem Discernimento?

 O dicionário define discernimento como a capacidade de compreender uma situação, de separar o certo do errado (já que eles estão muito próximos), a capacidade de avaliar as coisas com bom senso, sabedoria e entendimento. De fato é difícil avaliar o que é bom ou ruim, falso ou verdadeiro. A cada dia as notícias pipocam por todos os lado e ficamos perdidos sobre o que é verdade, assim muitas vezes agimos, tomamos decisões ou pensamos coisas baseados numa mentira.

A palavra de Deus diz que ímpio é o resolve não usar o discernimento e praticar o mal (Sl 36.3), que o discernimento espiritual é um dom de Deus (2Co 12.10), que a leitura da palavra de Deus trás discernimento (Ef 3.4) e que até o marido precisa de discernimento para viver as coisas de casa. A palavra de Deus critica e chama de hipócrita quem tem conhecimento, filosófico humano, científico ou de qualquer outra espécie, mas não tem discernimento espiritual do momento em que vive (Lc 12.56). Diz ainda que a idade dificulta o discernimento (2Sm 19.35), que é difícil discernir as próprias faltas (Sl 19.12), que a participação na Santa Ceia requer discernimento (1Co 11.29), que é um grande problemas quando um povo não sabe discernir entre o que é certo e errado e em suma que a palavra de Deus é que pode nos dar discernimento (Hb 4.12 / 5.14).

Como anda o seu discernimento? Você sabe a diferença entre o justo e o perverso? Entre o que é bom e o que é ruim. Entre o que agrada a Deus e o que o desagrada? Como é difícil. Mas quanto mais próximo de Deus, mais santos e mais entendidos de sua palavra, mais conseguimos este discernimento do qual fala Malaquias 3.13-18. Já que fala do culto a Deus entendemos que o discernimento é fundamental para cultuar a Deus. Malaquias tenta restaurar o discernimento do povo de Deus.

O discernimento evita graves erros, como pensar que é inútil servir a Deus ou que os corruptos e descrentes são mais felizes. Isto ofende a Deus profundamente, traz um vazio enorme para o nosso coração e pode nos levar a doenças, estresse e depressões.

Um banco americano revelou como treinava seus funcionário para identificar notas e documentos falsos, eles os colocavam durante muitos dias manuseando apenas notas e documentos verdadeiros incessantemente, sentindo a textura, peso e aparência destes. Depois de muitos dias em contato com o que é verdadeiro identificar o que era falso se tornou algo instantâneo.

Devemos da mesma forma gastar muito tempo com a verdade de Deus para conseguirmos depois de muito treino identificar o que é falso. Em Hebreus 5.13-14 diz; “Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal.” Antes de discernir o que é mal temos que discernir o bem. Que Deus nos ajude a crescer no discernimento, não para ganho próprio, mas primeiro para glorificar seu nome Santo e precioso.

Rev.  Michael Costa Souto

 

 

 

 

 

Belo Horizonte, 02  de Julho 2017

Lições da Ceia do Senhor

 O apóstolo Paulo, em sua Primeira Carta aos Coríntios, tratou de maneira objetiva sobre a Ceia do Senhor. Jesus mesmo instituiu esse sacramento como um meio de graça para sua igreja. Somente aqueles que foram remidos e lavados no sangue do Cordeiro e confessam o nome do Senhor Jesus devem participar desse banquete da graça. Só aqueles que discernem o que Cristo fez na cruz são chamados para participar desse sacramento. À luz do texto bíblico (1Co 11.23-34), queremos extrair quatro lições importantes:

1. Uma gloriosa mensagem é proclamada (1 Co 11.23-26) – A Ceia do Senhor foi instituída para que a igreja pudesse recordar continuamente o sacrifício vicário de Cristo na cruz em seu favor. Jesus fez grandes milagres e ofereceu à igreja sublimes ensinamentos, mas instituiu um sacramento para ser memorial da sua morte. Todas as vezes que nos assentamos ao redor da mesa da comunhão, estamos proclamando que o corpo de Cristo foi partido e dado por nós e seu sangue foi vertido como símbolo da nova aliança. A morte de Cristo é o eixo central do evangelho. Fomos reconciliados com Deus pela morte de Cristo. É pela sua morte que temos vida. Devemos anunciar a sua morte até que ele venha em glória. 2. Uma solene advertência é feita (1 Co 11.27) – Participar da Ceia do Senhor indignamente é um grave pecado. O indivíduo que assim procede torna-se réu do corpo e do sangue do Senhor. Como uma pessoa pode participar da Ceia de forma indigna? Fazendo-o sem discernimento espiritual, ou seja, sem crer no sacrifício vicário de Cristo. Não podemos nos aproximar da Mesa do Senhor de forma digna a menos que reconheçamos a hediondez dos nossos pecados e que foi por eles que Cristo verteu o seu sangue na cruz. Não podemos participar da Ceia dignamente a não ser que tenhamos plena consciência da nossa indignidade. Essa participação não é um privilégio do mérito, mas uma oferta da graça. 3. Uma ordem clara é dada (1 Co 11.28,29) – Sempre que somos chamados à Mesa da Comunhão olhamos para o passado e contemplamos a cruz. Olhamos para a frente e aguardamos a volta gloriosa de Cristo. Olhamos ao redor e acolhemos em amor os nossos irmãos. Mas, também, olhamos para dentro para examinarmo-nos a nós mesmos. Não somos chamados para examinar os outros, mas para examinar a nós mesmos. Se examinássemos detidamente os nossos próprios pecados, não teríamos tempo para ficar apontando os pecados dos outros. Um superficial exame do nosso próprio coração é que nos torna tão críticos e intolerantes com os outros. 4. Uma dolorosa realidade é constatada (1 Co 11.30-34) – A participação desatenta e descuidada da Ceia do Senhor produz resultados desastrosos. Em vez de edificação vem juízo. Em vez de deleite espiritual vem disciplina. Paulo menciona três níveis dessa disciplina: Enfraquecimento, doença e morte. Entre os crentes de Corinto havia gente fraca, enferma e alguns haviam sido ceifados pela disciplina divina. O pecado sempre produz resultados desastrosos, sobretudo, na vida dos crentes. A Ceia do Senhor é um momento de auto-exame e arrependimento, mas também de profunda gratidão e alegria. Devemos nos aproximar da Mesa do Senhor com santa reverência e santo temor e ao mesmo tempo com profunda gratidão e imensa alegria. Devemos celebrar essa festa não com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade (1Co 5.7,8).

                                                                         Rev. Hernandes Dias Lopes

 

 

 Belo Horizonte, 25  de Junho 2017

CHAMADOS PARA FORA 

 “Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.”  1 Pedro 2:9

 

Olhando para o cenário "evangélico" brasileiro, de um modo geral, podemos dizer que estamos atravessando uma grande crise de espiritualidade. É certo que não podemos generalizar. Existem sim muitas igrejas e muitos evangélicos sérios. Pessoas que vivem de forma piedosa e íntegra, prestando verdadeira adoração a Deus. Estamos vivendo tempos de incredulidade. Dias em que os ditos cristãos têm comichões nos ouvidos para ouvir coisas agradáveis a si mesmos, e por isso tem ajuntado para si mestres segundo os seus desejos. Cumprindo assim o que disse Paulo a Timóteo: "Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina: ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, juntarão mestres para si mesmos, segundo os seus próprios desejos". II Timóteo 4.3 (NVI) Talvez nós mesmos possamos estar em uma crise espiritual. Ou até mesmo queremos evitar tal situação. Qual é a esperança, ou o que deve ser feito para se obter e manter uma vida espiritual sadia? Uma vida Cristã dentro dos padrões estabelecidos por Deus?

Neste texto, o apóstolo Pedro, de forma magnífica, nos instrui com lições belíssimas: 1) Vós sois raça eleita (geração eleita, raça escolhida). Aqui ele toma emprestada a profecia de Isaías, que registra as palavras do Senhor: "meu povo, ao meu escolhido, ao povo que formei para mim, para celebrar o meu louvor". (Is 43.20-21). E ainda I Tessalonicenses 1.4."Sabendo, amados irmãos, que a vossa eleição é de Deus". O povo de Deus é uma geração eleita. Podemos ser membros de qualquer igreja, contudo, ninguém pode intitular-se membro do povo de Deus se não for um eleito, um chamado por Deus, porque a nossa eleição é de Deus.

2) Vós sois sacerdócio real. A definição Bíblica de um sacerdote é: um oficial escolhido, ou um príncipe, habilitado por Deus, para se aproximar dEle e para ministrar em favor do povo. Isto é, servir ao Senhor mais próximo do que o restante da congregação de Israel. Contudo, o adjetivo "real" dá a entender a existência de um reino e de um rei. Em suma podemos dizer: servir e estar próximo do Rei. Mas não qualquer rei. Antes, o Reis dos reis. Que privilégio. Quanta honra!

3) Vós sois nação santa (completamente dedicada a Deus). Uma nação é formada por cidadãos que residem num determinado local, que obedecem a regras e regulamentações estabelecidas e que lutam pelo bem de sua sociedade. Os cidadãos da "nação santa", porém, tem características em comum por meio de Jesus Cristo. Pedro retrata o povo de Deus como uma nação santa, o que significa que seus cidadãos foram separados para servir a Deus. Fazer somente o que agrada a Deus.

4) Vós sois povo de propriedade exclusiva de Deus. Esse povo, que é diferente de todas as outras nações do mundo, é um bem precioso de Deus. Ele existe independentemente de laços nacionais, culturais, raciais, pois tem um relacionamento especial com Deus. Ele pertence a Deus, que o comprou com o precioso sangue de Jesus Cristo. É preciso entender que não somos de nós mesmos, mas de Deus.

5) Vós deveis proclamar as virtudes daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz. Agora Pedro passa a mostrar qual é a tarefa do povo especial de Deus. Eles devem proclamar verbalmente as virtudes louváveis de Deus, seus feitos, seu poder, glória, sabedoria, graça, misericórdia, amor e santidade. E através da vida, da conduta, devem testemunhar que são filhos da luz e não das trevas.

Que o Senhor nos ajude a entender e a viver estas verdades!

Rev. Ronilton Gomes da Silva

Primeira Igreja Presbiteriana de Sarzedo -MG

 

 

 

 

Belo Horizonte, 18  de Junho 2017

Precisamos da Igreja!

“Todos os que creram estavam juntos, e perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa, e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração.” (Atos 2.42-47)

“Será que eu preciso da igreja?” Você já pensou nisso alguma vez?  Nós vivemos  algumas experiências boas na igreja, mas será que  o que experimentamos na igreja conseguiríamos em outro lugar?

O que é a igreja? Será que é apenas uma instituição, com regulamentos, contas a pagar, projetos sociais, ou simplesmente um local  onde nos encontramos com os nossos amigos?

A igreja não é apenas uma instituição, nem um partido ao qual nos filiamos passando a ser o nosso partido. Aprendemos que nós somos a igreja.  A igreja antes de tudo pertence a Deus, e o modo de viver da igreja está relacionado de maneira profunda com a pessoa de Deus e este Deus atinge a cada um de nós e afeta também a maneira como nos relacionamos com o mundo.

As mudanças que ocorrem na nossa vida a partir da nossa conversão não podem ser experimentadas de maneira solitária. É a comunhão da igreja que nos permite ter um conhecimento verdadeiro de quem nós somos. Na comunhão há a oportunidade para que se evidencie o fruto do espírito: amor, humildade, mansidão, perdão, bondade, justiça, gratidão, alegria, domínio próprio e nada disso pode ser experimentado na solidão, no individualismo, mas é experimentado pela pessoa que está vivendo em comunhão.

Muitos têm dificuldade em viver em comunhão, e uma razão que explica este comportamento é que a vida em comunhão traz à tona  as nossas feridas, os nossos medos, os nossos pecados...

Nossas fraquezas muitas vezes ficam  expostas e nesse relacionamento de comunhão somos lembrados que precisamos olhar para dentro de nós e enxergar quem nós somos de verdade. Então, as pessoas que rejeitam a comunhão, na verdade estão rejeitando um encontro importante e bastante significativo com elas mesmas.

Precisamos da igreja  porque  nesta comunhão aprendemos a conviver e aceitar as  diferenças.

Fomos chamados para a amizade. Nossa vocação é a comunhão, e a verdadeira amizade começa em Deus. O que torna possível amarmos uns aos  outros é o amor de Deus em nós. Os amigos são presentes de Deus. Nós os recebemos e cultivamos essa amizade, sabendo que o amor do amigo pode falhar e que esse amigo não é perfeito. Mas é na amizade, mesmo com suas limitações que experimentamos o amor de Deus que é ilimitado, porque na amizade aprendemos a dar e receber, amar e sermos amados, a perdoar e compreender o outro; aprendemos a cuidar, consolar, confrontar e compartilhar alegrias e também tristezas. Não se esqueça que você foi chamado por Deus  para a comunhão!                                                                                                                       

                                        Missionária Cristine Garcia

 

 

Belo Horizonte, 21  de Maio 2017

A juventude que nunca morrerá!

 

“Se você é jovem ainda

Amanhã velho será

A menos que o coração sustente

A juventude que nunca morrerá”

Já dizia a canção simples e infantil, que traz verdades. De fato há diferenças entre jovens e velhos, a própria Escritura diz sobre a força do jovem e a sabedoria dos anciãos. Contudo os que confiam no Senhor terão suas forças renovadas como de águias. Se o seu coração é ávido por servir a Deus é você ainda um jovem.

Neste domingo nos alegramos pelos nossos jovens, força da IPJA. Glória a Deus pelos nossos jovens e parabéns aos que têm resistido em Deus aos ataques constantes do Inimigo de nossas almas. Que Deus te conceda cada vez mais força física, mental, criativa e espiritual para que sejam como flechas nas mãos do Senhor.

“Somos jovens num mundo velho

A pregar novos ideais

Do mesmo evangelho

Que pregaram nossos pais.

O mundo muda, mas Cristo não!

Importa que preguemos a salvação!”

    Rev. Michael da Costa Souto

  Igreja Presbiteriana no Jardim América

 

 

 

 

Belo Horizonte, 07  de Maio 2017

ATÉ AQUI NOS AJUDOU O SENHOR

Uma frase marcante em um momento marcante da história da IPJA. Completamos neste mês 21 anos de organização e podemos dizer com certeza que até aqui nos ajudou o Senhor. Quantos pensamentos afloram em nossa mente neste tempo de comemoração, algumas tristes lembranças e muitas alegrias e vitórias concedidas pela forte mão de nosso Deus. Uma breve reflexão nos leva a percebermos nossos erros e a abundante graça de Deus em nosso favor. Então as lembranças tristes nos remetem aos nossos erros e as alegrias e vitórias revelam a graça de nosso Deus. Como disse meu irmão Presb. Carlos Ferreira “O que deu errado fui eu quem fiz, e o que deu certo foi Deus quem fez em mim”.

A célebre frase que intitula este texto é do profeta Samuel inspirado por Deus (1Sm 7.12b). Diz a palavra de Deus que Samuel tomou uma pedra e colocou entre Mispa e Sem e lhe chamou Ebenézer, que significa “pedra de ajuda”. O contexto deste texto é interessante. Samuel estava adorando a Deus quando Israel foi atacado pelo Senhor, mas não parou a adoração porque Deus pelejou pelo povo. Não podemos parar porque Deus pelejou pelo povo. Não podemos parar de adorar mesmo em meio aos ataques do inimigo. Deus deu a vitória ao povo e em seguida Samuel colocou uma pedra como marca daquele momento.

Há 21 anos atrás Deus plantou esta Igreja e agora agradecemos a Deus porque até aqui ele nos ajudou. Deus tem nos ajudado com sua forte mão, assim como ao povo de Israel.

A pedra tinha naquele tempo sete utilidades fundamentais. Como material nas construções, como arma, como peso de balança, como instrumento de corte, como marca para o caminho, para a escrita (tanto escrevia como era escrita) e para levantar pilares e altares. Jesus é chamado de pedra angular. Quantas aplicações necessárias para a Igreja. Somos materiais na construção do reino de Deus, somos arma na guerra espiritual, somos pesados e também o peso no dia do julgamento, somos instrumento de corte no céu e na terra (doutrina da autoridade da Igreja), somos marca para o caminho e no caminho que é Cristo, somos a caneta e a tábua das palavras de Deus, somos o pilar na obra de Deus e altar sobre o qual entregamos nossa vida como sacrifício vivo em culto ao nosso Deus. Tendo assim Jesus o Cristo como a pedra fundamental.

Que Deus nos conceda que sejamos esta pedra de ajuda por mais tantos anos até a volta de Cristo. Porque estamos certos de que aquele que começou boa obra em nós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus (Fp 1.6).

 

    Rev. Michael da Costa Souto

 

 

 

Belo Horizonte, 23  de Abril 2017

O Culto e a Fidelidade

 Temos vivido um tempo em que os divórcios entre o povo cristão tem quase a mesma proporção que há fora da Igreja. É uma situação muito triste, já que um cristão normalmente se casa fazendo um compromisso diante de Deus e dos homens. Um dos grandes problemas apontados em Malaquias é a infidelidade conjugal, apontada como uma deslealdade contra a mulher em uma aliança que teve Deus como testemunha. Será difícil definir se a decadência nos matrimônios é conseqüência da decadência do culto ou se a decadência no culto tem como conseqüência a decadência nos matrimônios, tanto naquela época quanto em nossos dias.

A infidelidade não pode ser vista como um fato apenas quando há relações sexuais fora do casamento, a infidelidade se caracteriza quando quebramos qualquer dos votos feitos diante de Deus e dos homens no casamento. Um abismo chama outro abismo, os menores sinais de infidelidade são um alerta para um casamento. Do coração procede tudo o que há de pior em nós. De fato alguém que está em Cristo vive uma luta contra a carne para ser fiel no matrimônio, e mesmo que peque, como Pedro chorará amargamente pela infidelidade. O que não está em Cristo terá no máximo uma luta contra a consciência já cauterizada, sentirá no máximo um remorso tal como Judas. Diante desta situação não há mesmo quem seja perfeito, mas creio na escolha do cônjuge aquele(a) que está em Cristo é a melhor escolha. Na verdade o marido perfeito não se casou, mas está noivo da Igreja, ele é Jesus o Cristo.

Já vimos que a infidelidade no culto se dá por não observar os preceitos bíblicos ou pelo desprezo destes. Acontece o mesmo hoje quanto ao casamento. A grande maioria das pessoas se preparam em um curso para aprender uma profissão, mas não se preparam para o casamento. Muitos têm problemas de saúde e procuram um especialista para ajudar, mas poucos procuram alguém que conheça as Escrituras para lhes orientar quando o casamento vai mal (caso não consigam estudando a Bíblia a sós).

As Escrituras usam palavras duras para se referir aos erros do casamento. Deus diz que odeia o divórcio. Afirma sobre o adultério que é uma loucura e que leva inevitavelmente à destruição. Que o pensamento impuro já configura adultério. Também que não são ouvidas as orações dos que são infiéis no matrimônio. Existem, no entanto, poucas igrejas que tratam com seriedade este tema, segundo a palavra de Deus. Existem algumas que tendo uma regulamentação não a colocam em prática.  Por fim muitas não se importam com o matrimônio, pouco fazem para evitar ou tratar problemas relacionados ao casamento. O culto a Deus exige uma vida moral e pessoal reta também no matrimônio. Pense nisso.

    Rev. Michael da Costa Souto

 

 

 

 

 

Belo Horizonte, 16  de Abril 2017

As Sete Palavras Da Cruz

Você já reconheceu sua ignorância diante da vida? Que faz coisas que não deveria? Jesus percebeu isso em nós e pediu ao Pai que nos perdoasse (1ª Palavra), mesmo sentindo a dor de todos os nossos pecados. 

Você já reconheceu a necessidade de algo além deste reino humano corrupto? E que todos os seus esforços te levaram à nada? O ladrão na cruz reconheceu, clamou a Cristo e foi atendido com uma palavra de salvação (2ª Palavra). Você já reconheceu a necessidade de fazer parte da família de Cristo? De ser parte da Igreja que é corpo de Cristo? Jesus sabe desta necessidade e encaminhou Maria (3ª Palavra) aos cuidados dos homens que ele havia chamado para cuidar da sua Igreja, nossa família verdadeira.

Você já reconheceu o peso angustiante do seu pecado sobre Jesus? O quanto verdadeiramente ele sofreu? Jesus expressou esta angústia como um sentimento humano de desamparo, de distanciamento de Deus (4ªPalavra). Você já reconheceu a crueldade e realidade do sofrimento físico de Jesus? Já percebeu que Cristo sofreu em um grau que jamais suportaríamos? A expressão de “Tenho sede” (5ª Palavra) mostra a intensidade do e realidade do sofrimento físico de Jesus por nós. Você já reconheceu o cumprimento das profecias em Cristo? O cumprimento das promessas de Deus para nossa salvação? Jesus declarou “Está consumado” (6ª Palavra), o cumprimento da profecia e o término da obra e de sua dor. Você já reconheceu a necessidade de entrega total a Deus? Já entendeu que esta entrega envolve uma entrega aos homens? Jesus entregou tudo a Deus (7ª Palavra), uma entrega perfeita que promove a comunhão que temos hoje com Deus e com os homens, em uma entrega física e espiritual.

O que foi registrado o foi para que pudéssemos crer, o que crê não perece, mas tem a vida eterna. Gloria a Deus.

    Rev. Michael da Costa Souto

 

 

 

 

 

Belo Horizonte, 02  de Abril 2017

A Culpa é do Pregador

Até agora falamos em Malaquias que Deus chama seu povo para uma audiência e expõe seus erros. Diz o Senhor dos Exércitos que o povo não enxergava o seu amor e não o cultuava sinceramente. Mesmo que já houvesse sinalizado a grande responsabilidade dos sacerdotes, ainda se dirigiu a todo o povo. Agora no cap. 2.1-9 Deus aponta o erro dos sacerdotes que não instruíam o povo como deveriam e por isso o povo se desviava e fazia o que era mal. Sim, agora a palavra de Deus se dirige a nós pregadores, aos que deveriam instruir os outros segundo a sua palavra.

Existe sim a grande responsabilidade da liderança em instruir o povo de Deus, principalmente os oficiais que dedicam tempo integral ao ministério. Um pregador que não prega fielmente a palavra de Deus certamente é o responsável pela decadência de uma Igreja, contudo um pregador fiel em uma igreja decadente certamente é a prova de que a Igreja não quer ouvir a palavra de Deus, como vemos em muitos exemplos nas Escrituras. Então em nossos dias a responsabilidade foi diluída no corpo de Cristo, o parâmetro ainda é a palavra de Deus, mas o povo de Deus deve ter o mínimo de conhecimento das Escrituras para identificar um pregador que não é fiel a ela. Vivemos o tempo do cumprimento da promessa de uma nova aliança em Cristo anunciada em Jeremias 31.31-34. Esta superior aliança prenunciada no Antigo Testamento e ratificada no Novo Testamento diz que Jesus é o único Mediador entre Deus e os homens e que sob esta aliança todos conhecem ao Senhor. Hoje temos amplo acesso às Escrituras, e o cristão reformado tem o Espírito Santo de Deus para orientá-lo a toda verdade (Hb 8.1-13).

A liderança da Igreja (principalmente os oficiais, mas não só eles) são aqueles que se dedicam mais às Escrituras e por isso têm mais condição de instruir aos necessitados de entendimento. Em nossos dias temos visto muitos pastores que enganam e fazem tropeçar a muitos, mas temos também que admitir que em muitos casos o povo (que na verdade não foi convertido) não aceita a sã doutrina ou simplesmente prefere as doutrinas que prometem bênçãos materiais como o que há de melhor que podemos receber de Deus. Temos muito o que aprender com o povo de Israel em seus erros e acertos, temos tudo o que aprender com a palavra de Deus, temos somente a palavra de Deus como nossa regra de fé e prática, para que possamos pregar e ouvir a palavra de Deus fielmente.

Rev. Michael da Costa Souto

 

Belo Horizonte, 19  de Março 2017

Porque Cultuar?

 

Nesta semana estive conversando com um jovem que não vem à Igreja há um longo tempo. Perguntei porque estava tão distante e a resposta foi evasiva, mas como todo desviado, disse que vai voltar. Eu perguntei porque vai voltar e disse que vai voltar porque quer voltar. Será mesmo? Acredito que quando nós queremos algo nós fazemos. Quando não fazemos algo é porque realmente desejamos aquilo a ponto de fazê-lo. Diante deste dilema eu pergunto porque você vai a um culto? Quais os reais motivos que nos levam a cultuar ao Deus invisível? Talvez esteja faltando admitir que quando não vamos ao culto porque não queremos, não desejamos a presença de Deus e a comunhão com o corpo de Cristo mais do que qualquer outra coisa, não encontramos motivos para organizar o tempo e ir, não temos força suficiente para levantar do sofá para ir ao culto, não amamos a Deus mais que os prazeres da carne, entre outras tantas negativas.

O livro de Malaquias é de um período em que o povo de Deus não cultuava com o coração, ocoração deles estava cheio de dúvidas e insegurança. Eles questionavam se Deus de fato os amava, se o culto estava sendo profanado, se a oferta estava sendo aceita, se seus líderes religiosos eram de fato homens de Deus, se estavam agradando a Deus, se estavam roubando e difamando a Deus. Este “Se” era um fato para Deus. O hino 71 do Novo Cântico antigo trazia um pedido de perdão em cada estrofe dizendo; “Se sofrimento te causei ó Deus... Se vão e fútil foi o meu falar... Se negligente foi o meu viver...”, contudo em uma de suas revisões os dizeres foram mudados para o afirmativo, passando a dizer; “Sim, sofrimento te causei, ó Deus...”.

Talvez seja o seu caso, talvez esteja se perguntando se Deus se agrada do culto que lhe está sendo oferecido. Traga seu coração desarmado para a casa de Deus, pois talvez Deus esteja vendo alguns dos cultos contemporâneos e “desejando” que estes acabem o quanto antes. O culto é o fundamento da vida cristã, devemos nos perguntar se estamos fazendo isso “serto” ou certo.

O contexto de culto no Brasil é triste; muitos frequentam a Igreja como frequentam o circo ou o cinema. Antes de buscar alguém que não vai mais à Igreja seria bom você ter a resposta certa sobre porque você vai à Igreja. Porque você vai ao culto na IPJA e não em outra Igreja? Eu sei que a resposta mais obvia para este tipo de pergunta é: “Eu vou para adorar a Deus”, mas a questão que surge imediatamente é: “Eu tenho feito isso”?

 Rev. Michael da Costa Souto

 

 

Belo Horizonte, 12  de Março 2017

Jesus Chorou

Quando foi a última vez que você chorou? Se lembra o motivo? Provavelmente foi por algo triste que aconteceu. Mas você já chorou por coisas fúteis? Podemos dizer que o hábito de chorar por coisas fúteis normalmente aponta para o fato de que não choramos pelo que de fato importa. Muitas vezes choramos com uma história triste, um filme ou coisa parecida. Talvez muitos estão desperdiçando suas lágrimas com quem não as merece, ou com assuntos banais.

As Escrituras nos relatam muitas oportunidades em que alguém chorou, ou onde muitos choraram. A maioria destes acontecimentos estão ligados ao luto e outros tantos ao arrependimento. Em Gênesis e Êxodo temos duas narrativas peculiares sobre o choro, a primeira no capitulo 37 de Gênesis, quando Jacó recebe a notícia da suposta morte de José e a segunda em Êxodo 12 onde a morte dos primogênitos promoveu grande clamor (choro de aflição). Duas situações distintas e de significados importantes para a história do povo de Deus. Na primeira um choro por uma “morte” que não era definitiva e na segunda uma morteque para os pais era definitiva.

Na vida de Cristo o choro é peculiar, como ser humano ele provavelmente chorou naturalmente como nós choramos por uma dor física por exemplo, mas a Escritura relata três oportunidades qm que Jesus chorou. A primeira na morte de Lázaro, vendo o salário do pecado; a segunda ao ver Jerusalém profundamente em sua impenitência e por fim Hebreus 5.7 diz que com lágrimas Jesus oferecia clamores e orações a Deus. Você tem chorado pelos mesmos motivos que Jesus chorou?

Deus está mesmo atento às nossas lágrimas, tanto que desde o Antigo Testamento já foi declarado (Is 65.19) que Deus haveria de fazer cessar todo choro. Temos a confirmação em Apocalipse 21.4 “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.” Ah que palavra emocionante, uma promessa de cessação de lágrimas que facilmente nos leva ao choro, mas agora como em Esdras 3.13 um choro de alegria pela salvação.

 Rev. Michael da Costa Souto

 

 

 

 

 

Belo Horizonte, 05 de Março 2017

Uma Igreja Cheia do Espírito

At 2.42-47

Se eu lhe dar uma caixa de maçãs, ou de outra fruta que você gosta, certamente você ficará feliz, irá para sua casa alegre para distribuir entre seus familiares as frutas que ganhou. Mas e se ao chegar em casa ao abrir a caixa você constatar que todas as frutas estão podres? Certamente você ficará irado porque perdeu tempo e força para carregar a caixa. Diante de muitos métodos e ideias para “encher” a Igreja precisamos questionar sobre a qualidade dos crentes. Uma Igreja cheia de falsos crentes é como uma caixa de frutas podres. Podemos dizer que um crente cheio do Espírito Santo é um crente de qualidade e o mesmo quanto a uma Igreja.  Estamos aprendendo que em Atos temos uma Igreja que recebe o Espírito Santo de Deus para testemunhar e em Atos 2.42-47 vemos como viviam estes crentes cheios do Espírito Santo de Deus (no pentecostes) e os que foram levados pelo Espírito através da pregação de Pedro ao arrependimento genuíno. O texto em epígrafe destaca muitas características indispensáveis na vida de uma Igreja cheia do Espírito Santo. O apóstolo Paulo em Gálatas 5.19-21 fala das obras da carne que são opostas ao fruto do Espírito e suas manifestações. Estas obras da carne ali citadas abrangem no mínimo quatro áreas da vida humana: a sexualidade, a religião, os relacionamentos e o domínio próprio. As muitas qualidades que descrevem a vida dos crentes da Igreja Primitiva em Atos mostram ferrenha oposição de comportamento dos que de fato são convertidos e têm o Espírito Santo de Deus e os que não são.  Podemos e devemos olhar para este texto como parâmetro para reconhecer uma Igreja que realmente é cheia do Espírito Santo de Deus. Serve como análise para nossa alma, se nos encaixamos com este padrão de qualidade. Estamos constantemente nos estudos bíblicos? Estamos juntos sempre que podemos? Estamos nos ajuntando para orar? Há temor nos corações? Temos tudo em comum? Ajudamos um ao outro na medida em que vemos a necessidade? Estamos diariamente no templo? Temos alegria e comunhão nas refeições? Louvamos a Deus e temos a simpatia dos que estão ao nosso redor (os não crentes)?

O resultado é que Deus acrescenta pessoas a uma Igreja saudável. Queremos ser uma Igreja saudável e cheia do Espírito Santo de Deus, mesmo que seja redundante este é o nosso desejo ardente, assim testemunharemos e cresceremos para a glória de Deus. 

 Rev. Michael da Costa Souto

 

 

 

 

Belo Horizonte, 26 de Fevereiro 2017

Criação, Queda, Redenção e Consumação.

Gn 1.31/Rm 5.12/Mt 1.21/Ap 21.6

Os textos acima indicados nos mostram resumidamente os pilares da teologia bíblica reformada. Em Gênesis 1.31 temos a declaração de que Deus criou todas as coisas em seis dias literais e que tudo o que ele fez era bom. O texto foi escrito por Moisés por mandato de Deus obviamente depois da “Queda”. Esta “Queda” é outro pilar de entendimento que sustenta uma boa construção da fé, é narrada em Gênesis mesmo, mas usamos aqui o texto de Romanos 5.12 que dentro da perspectiva do processo de revelação do plano de salvação (redenção e consumação) é mais amplo e completo. Este nos informa da queda (pecado) e suas consequências. O pecado é até então o grande problema da humanidade, mais uma vez Gênesis contém também a promessa de um vingador (o verdadeiro primeiro vingador) que acabaria com o reinado do pecado redimindo seu povo. Para este pilar destacamos o texto de Mt 1.21 onde é anunciado o nascimento de Jesus em seu iminente cumprimento. Este texto diz claramente da sua obra que é salvar o seu povo dos pecados deles. Por fim nosso salvador diz em Apocalipse 21.6 que ele mesmo é o princípio e o fim, quem consumará todas as coisas. Depois de uma descrição emocionante da restauração de céus e terra, no qual estaremos livres de todas as mazelas que encontramos na criação e em nós mesmos, mazelas que nós mesmos produzimos, Jesus o Cristo nos acalma com a consumação de todas as coisas.

Estes quatro pilares formam uma mente cristã, ou como costumamos dizer uma cosmovisão cristã. Esta expressão diz de olhos que veem tudo de acordo com as lentes colocadas a sua frente, assim como óculos escuros servem para nos proteger da luz forte, nos fazendo ver todas as coisas com mais clareza, ou óculos vermelhos nos farão ver tudo em tons avermelhados.

O fato é que precisamos destes óculos para entender tudo ao nosso redor. Por isso fica lançado o desafio de ver tudo ao nosso redor com a ótica de Deus, aquele que criou todas as coisas, que viu as nossas quedas porque sabe de todas as coisas, que enviou seu filho para redimir seu povo e a criação e que por fim consumará a sua obra em nós. Pense em qualquer assunto, problema ou perspectiva e aplique este entendimento, enxergue a verdade que liberta. Tenha todas as respostas nestes pilares, mesmo que não entenda algumas respostas, creia, pois aos que não crêem está reservada a segunda morte (Ap 21.8).

 Rev. Michael da Costa Souto

 

 

Belo Horizonte, 12 de Fevereiro 2017

Do Amor À Conversão

Malaquias 1-4

O Livro de Malaquias começa com uma declaração de amor de Deus ao seu povo e termina com uma promessa do envio do profeta Elias (símbolo do Messias), este converteria o coração do seu povo amado. Contudo este belo início e esperançoso final envolve um momento dramático da história do povo de Deus. Estamos prestes a entrarmos em uma série de exposições deste importante e duro livro, que em seu primeiro verso anuncia a palavra de Deus como uma sentença contra Israel.

Nestas palavras podemos encontrar desafios, encorajamentos, acusações e consertos quanto ao verdadeiro culto a Deus. Se você está desanimado, com medo, cansado, não consegue cultuar a Deus nem mesmo por um mês ininterrupto, tem faltado aos trabalhos da Igreja, se sente abandonado, não sente o amor de Deus ou se sente rejeitado por ele, como se sua fé estivesse acabando, você não pode perder esta série de pregações. O culto é assunto em voga nesta carta e tem sido assunto importante em nossos dias, haja visto a grande quantidade de cultos, religiões e liturgias ramificadas daquela antiga religião monoteísta iniciada com Abraão. Vivemos em um tempo e contexto em que os cultos estão caracterizados pelo sentimento, emoção, misticismo e outros atrativos que surgem da criatividade de líderes chamados evangélico, mas que em si carregam quase nada ou nada do verdadeiro evangelho para o qual Malaquias apontava. Este livro é completamente diferente dos outros entre os profetas, por suas peculiaridades devemos nos interessar ainda mais por ele. Seu método dialético é repleto de perguntas e respostas nas quais o Senhor questiona seu povo e é por ele questionado com bastante cinismo. É um texto impactante que nos leva a uma adoração genuína, ou como disse o Messias, uma adoração em Espírito e em verdade.  Já pensou que talvez Deus esteja sonolento e enojado da “adoração” que muitos lhe oferecem hoje em dia? Mas qual seria a reação de Deus diante de sua adoração.  Antes de avaliar os cultos ao seu redor é necessário que você faça uma análise de si mesmo e do culto que você presta a Deus. Quando falamos de culto o que vem à sua mente? Dever, obrigação, alegria, gratidão, anseio, indiferença, descanso, trabalho ou talvez até tristeza? Como está inserido o culto dentro de suas prioridades? O que você faz nele está de acordo com o que Deus quer? Você proporia mudanças? São bíblicas ou motivadas por entendimento bíblico? O que as pessoas falam sobre o culto que você presta? Elas o conhecem? Estaria disposto a mudar caso o Espírito de Deus o orientasse a isso por meio de sua palavra? Pense nisso, leia Malaquias e medite em suas palavras, será proveitoso.

Rev. Michael da Costa Souto

 

Belo Horizonte, 05 de Fevereiro 2017

Pense Bem

Imagine que você tenha vizinhos que não gostam de você, que já tenham declarado que diante da primeira oportunidade de matariam porque sua religião é profana, que nem mesmo permitem que você fale para eles do evangelho. Situação difícil esta. A palavra de Deus diz que podemos somente orar para que caso haja um predestinado entre eles Deus o chame e o arranque de lá. Agora imagine que um dia estes vizinhos briguem entre sí e um ou alguns deles venham pedir abrigo em sua casa. Situação ainda mais difícil. Irmãos e irmãs, não sejamos inocentes quanto a isto, é fácil criticar Donald Trump, mas coloque-se em seu lugar. O Islã tem em seu livro (o Alcorão) claras instruções para que todos os infiéis sejam mortos caso não se rendam ao Islã. Imagine se todos os esforços e protestos contra as sanções fossem direcionadas para combater as guerras que estão produzindo tantos refugiados. Infelizmente entre muitos autênticos refugiados existem outros muitos autênticos enviados como mensageiros do terrorismo. As próprias entidades humanitárias dos países islâmicos estão mais empenhados em garantir a aceitação de seus “refugiados” do que em solucionar os erros que os produziram. Não faço aqui uma critica direta a quem quer que seja, mas quero provocar discussão sobre um assunto que diretamente diz respeito à evangelização e as missões. Me diga se Jesus foi radical ao fazer secar a figueira (Mc 11.14)? Ou teria sido radical ao derrubar as mesas dos cambistas (Mc 11.15)? Jesus foi grosseiro ao não responder aos que queriam matá-lo Mc 11.18 e 33)? Em meio a todo este contexto de ações consideradas radicais ou não Jesus trás um ensinamento sobre a fé, tocando também no assunto do perdão. Ao pensar então sobre a assertividade de nossas ações e atitudes devemos coloca-las sob o crivo da fé e da palavra de Deus. Em Romanos 14.23 Paulo nos diz que o que não provém de fé é pecado. A fé deve determinar nossas ações, ora, a fé está amplamente exemplificada nas Escrituras. Nelas claramente podemos provar o que provém de fé e o que provém de nossos próprios desejos. Não podemos confundir defesa da fé com ataque religioso. Devemos apoiar a defesa da fé e condenar o ataque religioso. Vivemos dias difíceis, dias em que as noticias pela metade e até mesmo falsas invadem nossas TV´s, computadores e celulares com volume e velocidades assustadoras, é tanta informação que não temos tempo de processá-las. Nestes dias devemos nos valer da fé, esta que está raquítica e quase se esvaindo por inanição. Vamos alimentar a nossa fé tanto quanto nós alimentamos nosso corpo e mente.

Rev. Michael da Costa Souto

 

Belo Horizonte, 29 de Janeiro 2017

TUA PALAVRA ME BASTA

2 Cor. 12:9

A palavra de Deus nos oferece um suporte em todas as ocasiões, sabemos bem disso, mas mesmo assim temos momentos em que somos amarrotados por circunstancias que nos levam a ansiedade, e é normal este sentimento, pois ainda somos seres rumo a perfeição e não perfeitos, sendo aperfeiçoados e não perfeitos. Muitas vezes até a vergonha nos leva a depender de Deus somente (Ed 8.22). A palavra de Deus nos mostra promessas para diversas situações em que estamos ansiosos, textos conhecidos, mas que não buscamos quando passamos por dificuldades. Quando ansiosos por causa de um problema de saúde ou por sentimentos de incapacidade, temos 2Cor 12.9. “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza.” Muitos são os testemunhos dos que tiveram suas vidas transformadas por acidentes e doenças graves, porque em suas fragilidades entenderam que somente tinham a Deus como auxilio. O radialista Rafael Henzel, sobrevivente do acidente da Chapecoense  disse que numa cama de hospital ele percebeu que diante de Deus não somos nada e que somos totalmente dependentes dele. Quando ansiosos por causa de algumas pessoas que se colocam contra nós temos Rm 8.31 “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”. A grande questão neste caso então e se certificar que Deus é por nós, se sim, a oposição é tão insignificante que nem a consideramos. Quando ansiosos para que a palavra de Deus que falamos dê os frutos que esperamos, temos Is 55.11 “Assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei”. Que maravilhosa promessa, se nosso maior anseio é propagar a palavra de Deus, temos aqui a certeza de que indubitavelmente terá efeito, mesmo que não de acordo com o que queremos, mas de acordo com algo muito melhor, a vontade de Deus. Quando ansiosos por medo da morte temos Rm 14.8 “Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor.” Ah que graça maravilhosa. Quando ansioso por vacilar na fé temos o verso que tem acompanhado a IPJA em Fp 1.6 “Aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao dia de Cristo Jesus.” Consoladora doutrina da perseverança que nos acalma e impulsiona ao mesmo tempo. Quando ansioso por estar envelhecendo (na verdade todos estão) temos Is 46.4 “Até a vossa velhice, eu serei o mesmo e, ainda até as cãs , eu vos carregarei; já o tenho feito; levar-vos-ei, pois, carregar-vos-ei e vos salvarei.” Maravilhosa graça que nestas e em tantas outras circunstâncias nos acalma com um estrondoso “BASTA”, porque de fato muitas são as aflições pelas quais  temos que passar, mas o SENHOR nos livra de todas (Sl 34.19), como vemos a palavra de Deus nos basta.

 Rev. Michael da Costa Souto

01 de Janeiro, 2017

O QUE FIZ E O QUE VOU FAZER

Fim de ano, fim de mais um ciclo, tempo de repensar e pensar. Repensar o que fizemos durante o ano e pensar o que faremos no próximo ano. Podemos e devemos buscar a Deus e suas orientações nesta árdua tarefa de repensar tudo o que realizamos ou não e também buscar para a animadora tarefa de pensar no que fazer no próximo ano. Para a primeira parte podemos nos voltar para o texto de Jeremias 8.6 onde o povo de Israel cinicamente se pergunta "Que eu fiz?". Devemos nos perguntar sinceramente sobre o que fizemos. Diante desta pergunta poderíamos responder espantados com nossos atos pecaminosos ou sarcasticamente como uma criança que ao ser questionada pela mãe quanto a seu erro diz "o que eu fiz?". Esta análise é importante e urgente, podendo definir o que faremos no próximo ano.Para a segunda parte temos um texto que é muito usado para falar do chamado de Deus, da adoração a Deus e sobre o culto a Deus, e de fato Isaias 6.1-8 abrange todos estes aspectos, contudo o contexto nos mostra um tempo dramático de grandes mudanças, algo que lembra o momento atual de nosso querido país. No ano da morte do rei Uzias Deus está no trono da sala de comando do universo. Em um ano de intensa crise política e econômica, com previsões nada animadoras, precisamos nos lembrar que Deus esteve, está e sempre estará no controle de todas as coisas. Assim podemos pensar calmamente no que fazer no próximo ano.

Pr. Michael da Costa Souto

 

Belo Horizonte 25 de Dezembro 2016

Perspectivas do Natal

Quando lembramos de Natal logo buscamos os textos dos evangelhos, principalmente nos detalhes da investigação apresentada no evangelho de Lucas. Contudo sabemos que a verdadeira mensagem do Natal é esquecida por muitos, se tornando apenas mais um feriado com fins lucrativos. Neste momento acredito ser necessário uma nova perspectiva do nascimento do Salvador.  Mas tenha calma, este novo olhar sobre o nascimento de Jesus não é fruto de uma revelação contemporânea, mas das antigas cartas do velho apóstolo Paulo. Em Gálatas 4.4-5  de maneira muito sucinta o apóstolo traz grandes verdades sobre as circunstâncias, o nascimento e o resultado do Natal.  Primeiro ele nos diz que o tempo era pleno, completo, inteiro e exato (redundância necessária). Não foi um momento qualquer da história, o mundo geopolítico, econômico, cultural e social estava pronto para a vinda do messias, Deus sempre esteve, está e estará no trono que controla todo o universo. Em segundo lugar nos diz que o Filho é “nascido de mulher”, esta expressão indica a humilhação do Filho de Deus. Maria foi agraciada porque por ela nasceu a humanidade do Eterno Deus Filho, e o Filho de Deus humilhou-se por nascer de Maria, jamais poderíamos inverter estes fatores, Maria não foi deificada, assim como o Filho de Deus não foi humanizado no sentido de se tornar homem, Ele adquiriu natureza humana sem prejuízo da natureza divina. Em terceiro lugar ele nasceu sob o regime da lei, isto aponta também para a humilhação de Cristo. Ele veio como servo,  e a cumpriu toda, em seus aspectos morais, civis e cerimoniais, uma obediência perfeita e eterna. O quarto ponto se vê na expressão “para resgatar”. Para pagar um preço, tipificado no custo do resgate do Egito, a morte do cordeiro. O Faraó e o Egito sempre foram símbolos de Satanás e seu reino. A boa nova de salvação foi prefigurada no Egito e plenamente revelada em Cristo para o resgate de muitos. A quinta verdade fala da finalidade do nascimento de Jesus nas palavras “a fim de que recebêssemos a adoção...”. Ele foi enviado e nasceu para que  fôssemos feitos filhos e coerdeiros com Cristo Jesus, o que no contexto de Paulo era uma operação judicial, o que nos lembra que fomos justificados. Por ultimo voltemos ao verso 4. “Deus enviou” nos mostra a ligação do Pai com o Filho eternamente gerado. Na chamada “grande comissão” fomos enviados, mas o envio de Cristo é “a maior comissão”. Aprendamos e proclamemos esta perspectiva tão profunda e verdadeira.  O Salvador veio em tempo perfeito, se humilhou tomando forma de homem servo, tudo para nos resgatar da condição de filhos da desobediência segundo a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. Glória a Deus!

Pr. Michael da Costa Souto

04 de Dezembro, 2016

 As Tragédias Da Vida

Lc 13.1-9

Nesta semana ficamos chocados com a notícia do acidente aéreo ceifando a vida de 76 pessoas, em sua maioria membros do time de futebol da cidade de Chapecó. Nosso coração fica comovido pelo sofrimento de tantas famílias e oramos para que sejam consolados. Em meio à tragédia buscamos informações e nos deparamos com as mais variadas posições sobre o assunto.

A palavra de Deus tem muito a nos dizer sobre as tragédias, para nosso consolo e aprendizado devemos buscar nas Escrituras o que pensar nestes momentos difíceis. O próprio Cristo instrui pessoas que comentavam tragédias deste tipo. No texto citado acima vemos as mesmas opiniões em comentários descabidos, assim como vimos nestes dias. Um extremo pergunta onde está Deus como se ele fosse o culpado e outro extremo procura incriminar alguma das partes envolvidas na tragédia, até mesmo as vítimas.

Neste espaço curto podemos dizer que o que Jesus enfatiza é que estas tragédias acontecem e devem nos levar a reflexão, arrependimento e frutos dignos deste arrependimento. Acredito que a tragédia desta semana provocou reflexões sobre a fragilidade da vida em muitos de nós, mas esta reflexão deve levar o crente imediatamente ao arrependimento e a mudança de postura. Se você se emocionou e não passou a amar mais a Deus intensificando a vida de oração e comunhão com ele, com familiares e o próximo, nada mudou. Eu não vi isto acontecendo, não vi reuniões de oração lotadas, não vi mais pessoas no estudo bíblico e tampouco famílias mais unidas. Talvez agora venha a verdadeira reflexão.

 

Pr. Michael da Costa Souto 

27 de Novembro, 2016

  O Momento Político Brasileiro

 A palavra de Deus não se esquiva de falar de política, muito pelo contrário ela nos orienta mostrando a história de muitos homens que foram grandes estadistas e que com a graça de Deus levaram o povo a tempos de paz, fartura e religião pura. Já que Deus trata o assunto devemos estar atentos sobre o mesmo. Não podemos e não devemos estar alheios a situação política, principalmente no atual momento de nossa nação.

A insatisfação e frustração com a classe política (ou falta de “classe” política) é notória e justificada, contudo estes sentimentos não devem causar uma aversão que tenha o significado de rejeição a qualquer coisa relacionada a política. Estou dizendo que a aversão à política quando caracterizada por um escapismo deve ser combatida. Não devemos sustentar a posição de que este não é assunto de um cristão, a própria palavra de Deus nos mostra que o cristão deve se levantar contra, acusar as injustiças e apontar para o evangelho. O exemplo bíblico mais recente que temos é do apostolo João que foi preso pois a sua mensagem perturbava e estremecia até mesmo a política de sua época. Em Apocalipse vemos que a perseguição à Igreja tem caráter político e se manifesta nos sistemas de poder da sociedade.

Hoje existe uma grande arma que pode nos usar ou ser usada por nós nesta luta por um governo justo, estou me referindo a mídia, sejam as mídias sociais, televisivas ou da internet (que hoje estão profundamente interligadas). Qual a sua opinião sobre a eleição de Donald Trump? E sobre Alexandre Kaliu em BH? O que diz sobre a posse de Michel Temer? Será que sua opinião sobre estes assuntos sofreu influência da mídia? Acredito que sim, as próprias perguntas mostram influências. Poderíamos perguntar sobre os mesmos assuntos de outra maneira. Qual sua opinião sobre a derrota de Hillary Clinton e Barack Obama? E sobre a derrota de João Leite e PMDB? O que diz sobre o Impeachment de Dilma Rousseff e a derrocada do PT? Não se engane, a mídia é manipuladora, busque a verdade.

Acredito que todos estes acontecimentos, revelações e prisões nos levam a buscar a Deus como única alternativa, sempre foi e nunca devemos deixar de pensar assim. É claro que devemos nos informar e depois agir, e em tudo isto devemos ter cautela. A principal ação do cristão neste mundo é ter vida com Deus antes de mais nada, foi assim que Daniel não se contaminou com o sistema político, social e religioso de sua época e ainda foi grande e notória influência. Qualquer assunto que possamos repercutir deve nos levar a Deus. Pense em Jó e Ló, dois personagens das Escrituras que que foram chamados de justos e em como se relacionaram com a sociedade de sua época. Que tipo de crente você é? Jó ou Ló?

Rev. Michael da Costa Souto 

20 de Novembro, 2016

 

 O TRABALHO NÃO É VÃO

 1Co 15.58

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.”

 Estamos na segunda metade de novembro e já começaram as eleições das sociedades internas e departamentos de nossa Igreja. O trabalho para o ano de 2017 começa a ser delineado. Somos uma Igreja cristã e os cristãos nela inserida estão dispostos e esperançosos para o trabalho do próximo ano. Isto porque amamos a obra de Deus e sabemos que nele o nosso trabalho não é vão. Na historia do povo de Deus, principalmente descrita no Antigo Testamento, vemos que uma das características mais marcantes de um povo em decadência espiritual era pensar que é inútil servir a Deus, então é correto afirmar que um crente saudável está sempre disposto e cheio de vontade de trabalhar na obra de Deus. A palavra de Deus é muito clara como vimos no texto citado acima ao afirmar que devemos nos dispor ao trabalho, contudo, muitas vezes ficamos indecisos sobre assumir ou não um cargo na Igreja. Nesta situação vem a pergunta: É pecado rejeitar um cargo na Igreja? A resposta simples é não, não é pecado rejeitar assumir um cargo na Igreja. A resposta complicada é sim, é pecado rejeitar quando os motivos não são justos. O que seria pecado então?

A negligência!

Em primeiro lugar, o crente que não comparece à uma reunião para não ser eleito está pecando por negligencia, está sendo injusto também. Em outro caso estaria pecando por incredulidade, pensando que Deus possa “se enganar” e escolhê-lo. Lembre-se de Moisés e de suas desculpas para não cumprir o chamado de Deus e de Jonas que sofreu duramente por não fazer a obra de Deus e se entregar à suas próprias vontades. Está pecando também o crente que não aceita o cargo por não ter tempo para fazer a obra de Deus, pois sua vida está tomada por tudo o que não diz respeito à obra de Deus. Quando alguém está sem tempo para ficar com a família ou para descansar logo pensa que deve deixar alguns cargos na Igreja, raramente pensa em diminuir o ritmo de trabalho ou deixar um trabalho (no caso de quem tem mais de um). Na verdade o que deve governar seu pensamento é ideia bíblica de prioridades, o Reino de Deus em primeiro e as demais em consequência da primeira. Devemos fazer a obra de Deus enquanto cuidamos da família e ter o trabalho “secular” como consequência destes primeiros. Existe a questão da falta de habilidade, do acúmulo de cargos ou de abraçar mais trabalhos do que deveria, mas estes raramente são os verdadeiros problemas. Mas além disso lembre-se que devemos ser firmes, abundantes e sabedores de que nosso trabalho não é vão, tenhamos fé que todas as coisas nos serão acrescentadas e temor, pois diante do tribunal receberemos de acordo com o que fizemos ou deixamos de fazer.

Você acredita mesmo que 2017 será melhor se você deixar de fazer a obra de Deus? Esteja no centro da vontade de Deus, é o melhor lugar. Aguardo o dia em que haverá uma “concorrência” enorme para cada área de trabalho na Igreja de Cristo.

 Rev. Michael da Costa Souto

 6 DE Novembro, 2016

Empregados e Empregadores Piedosos

Esta é uma relação complicada, não tanto quanto as relações com a comunidade religiosa e do lar como vimos anteriormente em Efésios. Na verdade percebemos uma apresentação da vida do crente em suas prioridades. Primeiro a vida com Deus (e a comunidade dos santos), seguida pela vida familiar transformada pelo evangelho e agora a vida social no relacionamento dos servos e seus senhores (relacionamento que na época se dava no contexto familiar) e por fim a vida espiritual. Entendamos antes que o escravo naquele tempo vivia em um regime de trabalho diferente do que conhecemos hoje como escravidão. Contudo o princípio cristão apresentado por Paulo é aplicável em todos os tempos na relação entre o patrão e os empregados cristãos.

O que é exposto por Paulo aqui está muito além de um tratamento humanitário, é um tratamento cristão onde a obediência é reflexo da obediência a Cristo bem como a autoridade é reflexo da autoridade benevolente de Cristo.  Estes são os mesmos princípios vistos anteriormente. Muitos movimentos estão armados para dizer que não deve haver submissão da mulher em relação ao seu marido, mas não acontece o mesmo com a relação aqui apresentada. O que fica cada vez mais claro é que Deus por meio de suas palavras esta estabelecendo ou reestabelecendo a ordem natural das coisas. Não há superioridade do patrão em relação ao seu empregado diante de Deus, somente uma diferença de papeis. O fundamental é que esta relação de um lado e de outro tem por finalidade agradar a Deus. O patrão agradar o empregado, ou este ultimo agradar o seu patrão em si não é uma finalidade, mas sim uma consequência. Importa antes de tudo agradar a Deus. Muitos são os patrões frustrados por agradarem seus empregados e receberem ingratidão como resposta. Ainda maior é o número de empregados (até bajuladores) que sofrem e se frustram porque estão tentando agradar a homens.

A palavra de Deus é clara em dizer que todas as coisas procedem de Deus, não seria assim sobre o fruto de nosso trabalho? Mais uma vez somos lembrados em Efésios 6.5-9 de que toda recompensa provém de Deus. Independentemente do chefe impiedoso e do empregado ingrato Deus é quem recompensa.

Esta orientação mais uma vez se aplica a todas as áreas de nossas vidas. A quem estamos tentando agradar? O pastor, o presbítero, membro da igreja, o marido, a esposa, os filhos, o empregado ou o patrão, não importa quem seja ou o que seja, não podemos agradar nem a nós mesmos. Antes de tudo sejamos agradáveis a Deus, o verdadeiro Senhor de tudo o que há. Rumo a uma vida espiritual harmoniosa.

Rev. Michael da Costa Souto

 30 DE OUTUBRO, 2016

 

 Pais, Filhos e Piedade

Estamos vivendo dias difíceis no que diz respeito a educação infantil e a juventude, isto em grande parte se deve aos desvarios das gerações passadas. Gerações que sem dúvidas sofreram com a falta de entendimento de seus pais e da sociedade que não souberam cuidar das crianças de maneira adequada e porque não dizer, cuidaram em desacordo com as Escrituras. Estes erros fomentaram frases do tipo “Eu quero dar para o meu filho do bom e do melhor, do que eu queria e não tive”. Não que seja errado dar aos filhos o conforto que não tivemos, o problema está em perder o que é essencial e proveitoso para a educação do filho no afã de “dar do bom e do melhor”, o problema é deixar de dar a disciplina necessária, ou dar algo em excesso, criando filhos intocáveis e frágeis diante da vida. É claro que quando digo gerações passadas me refiro também a uma sociedade que muito colaborou com a situação atual, o inimigo de nossas almas tem feito destes erros uma poderosa arma para desestruturar as famílias.

É claro que não estamos sós neste mundo, Deus em sua palavra nos orienta sobre como um cristão deve se portar na família. Na carta aos efésios o apóstolo Paulo orienta aos crentes sobre sua situação anterior no mundo, sua situação presente em Cristo e suas perspectivas para um futuro próximo na igreja, em família e na sociedade, depois aponta para um futuro glorioso com Cristo nos céus. Depois de falar sobre santidade e unidade no cap. 4 e de uma vida cheia do Espírito para marido e mulher no cap. 5, agora o apóstolo se volta para a relação entre pais e filhos cheios do Espírito, piedosos em todo o trato. O texto do cap. 6.1-4 ainda está sob a égide do verso 18 do cap. 5, ou seja, a orientação é aos filhos cristãos para que obedeçam os pais e para os pais cristãos para que criem seus filhos segundo a palavra de Deus. Lembro aqui que a palavra usada “pater” se refere especificamente ao progenitor masculino, ao pai. Esta explicação é necessária porque na língua portuguesa é usada a mesma palavra para se referir a homens e mulheres que tem filhos e para mais de um pai. A responsabilidade aqui mais uma vez é majoritariamente do homem, e é por isso que a sociedade está como esta, porque os homens em sua maioria são omissos ou extremos na disciplina com os filhos e como já dissemos com a esposa. E quanto aos filhos somente pelo fato de ter Deus declarado que é justo obedecer aos pais, não é possível que um jovem cristão desobedeça seus pais no Senhor. As gerações futuras precisam desta mensagem do evangelho para que sejam salvas das conseqüências da desobediência.

 

Rev. Michael da Costa Souto

 16 DE OUTUBRO, 2016

 

 SUJEITANDO-VOS UNS AOS OUTROS: MARIDO E MULHER

Efésios 5.22-33

Este texto causa arrepios em muita gente, sempre causou e deve causar. Ao contrário do que você pode ter pensado, este texto causou arrepios nos homens da época de Paulo e tem causado arrepios nas mulheres de hoje, por este texto e outros em que Paulo diz que a mulher deve permanecer em silêncio (1Tm2.12), contudo em ambos os textos o apóstolo está defendendo a mulher, que em sua época era desvalorizada cruel e desumanamente. O fato é que em Efésios 5.22-33 os homens estão “ganhando” de 9x3, nove versos para falar de sua imensa responsabilidade e apenas três para falar do papel da mulher. A questão é tão séria que quando Cristo trata do divórcio e da relação entre homem e mulher os seus próprios discípulos (não os fariseus) disseram que a responsabilidade é tão grande que não convém casar. Em tempos em que a mulher era apenas um objeto para procriação e prazer, Cristo e seus apóstolos pregam o cuidado para com a mulher. Ao contrário do que se diz por ai a palavra de Deus promove e mostra uma evolução no tratamento com a mulher, que é elogiada por tomar a frente em muitos negócios do lar (como a mulher virtuosa), que é usada por Deus conforme Sua vontade (como Débora). Veja a evolução da poligamia para a monogamia exigida no Novo Testamento. Homem e mulher são iguais diante de Deus, mas com papeis diferentes, devem ser submissos a Deus em cumprimento de sua vontade, respeitando o papel peculiar a cada um. Muitos casamentos acabam pela falta de respeito e consideração destes papéis, e em todos estes a responsabilidade maior está sobre os ombros do homem, portanto não há que se falar em culpa meio a meio se a maior responsabilidade é do homem. O machismo existe pela insistência do homem em fugir de suas responsabilidades, bem como o feminismo existe pela negligência dos homens em assumir suas responsabilidade. Machismo e feminismo são extremos que devem ser evitados. As mulheres erram por assumir o papel do homem não o deixando fazer o que lhe cabe, mas é acertada a decisão da mulher em fazer o papel do homem quando este se recusa a fazê-lo, como no caso de Zípora mulher de Moisés, e tantas outras.  Uma mulher que tem um marido que a ama como Cristo amou a Igreja terá toda alegria em ser submissa a ele, assim como um marido que ama sua esposa e se entrega por ela será feliz, pois terá a submissão de sua esposa. Submissão é se entregar a alguém e amor é se entregar por alguém. Isto é sujeitar-se um ao outro.

Rev. Michael da Costa Souto

 25 de Setembro, 2016

 

  Aprendendo a andar

 No capítulo 5 da carta de Paulo aos efésios somos instruídos a fazer algo que é muito fácil e que normalmente aprendemos deste o primeiro ou segundo ano de vida, e fazemos com muita naturalidade. O apóstolo Paulo nos diz para andar, neste caso andar em amor, andar como filhos da luz e andar como sábios. Para a ideia ficar ainda mais clara, somos chamados de filhos de Deus, sabemos que um filho aprende a andar como seu pai. Jesus disse que precisamos nascer de novo para entrar no reino de Deus. Quando nascemos de novo precisamos aprender a andar, não como anteriormente andávamos, não como filhos da desobediência, mas como filhos da luz, não como filhos da ira na vaidade dos próprios pensamentos, mas em amor como Cristo nos amou, não como néscios sem entendimento espiritual, mas como sábios cheios do entendimento do Espírito Santo de Deus.

É curioso que Paulo cite o que parece ser um antigo hino cristão, chamando ao despertamento, talvez você esteja hoje dormindo como morto, preso no à muitas práticas pecaminosas, sejam ligadas à imoralidade sexual ou a um palavreado torpe e inútil.

É tempo de olhar para as criancinhas, em como elas se esforçam para aprenderem a andar, pois entendem que rastejar ou engatinhar não as leva muito longe e que para ficarem mais próximas dos pais precisam caminhar. Se você está deitado, dormindo como morto, desperta, aprenda a caminhar, logo você pegará o gosto por seguir os passos do nosso salvador até poder correr para os braços de nosso Deus. Os médicos dizem que a caminhada e a corrida liberam serotonina no cérebro, uma enzima que traz sensação de bem estar. Aqueles que andam como o nosso Salvador e irmão mais velho, jamais escolhem outro caminho, já que qualquer outro caminho leva a morte, pois somente Jesus tem as palavras de vida eterna. Temos tantos músculos e tendões que precisam ser estimulados nesta caminhada que precisamos constantemente das palavras de nosso mestre para nos orientar sobre como devemos correr, por onde devemos correr, sermos alertados quanto aos perigos do caminho, afastando o risco de lesões para que como Ele possamos vencer o mundo. Assim como um corredor cuida da frequência cardíaca, cuide do seu coração, ame as pessoas como Cristo nos amou, ande em amor. Assim como um corredor busca um lugar apropriado para correr em segurança, busque andar na luz, Deus é luz. E assim como um bom corredor busca orientação e aprende a correr com um técnico, busque a Jesus o nosso mestre, encha-se do Espírito Santo e ande como sábio.

Rev. Michael da Costa Souto

 18 de Setembro, 2016

 

 Viver Com Dignidade

 

O que significa viver com dignidade? Seria a dignidade relativa? O senso de dignidade de um milionário difere de um assalariado? A roupa “digna de um rei” não é a mesma “digna de um súdito”?

Em tempos eleitorais muito se ouve falar em proporcionar um atendimento mais digno para a população, saúde digna, educação digna, saneamento digno, segurança digna e por ai vai, contudo, o que um cidadão entende que seja um atendimento digno pode não ser para outro. O atendimento em um posto de saúde é considerado digno pelo tempo de atendimento, pela estrutura do prédio ou pela cordialidade da equipe que presta atendimento? Isto vai depender do usuário. Um jovem trabalhador estaria preocupado com o tempo de atendimento, uma mulher talvez observaria a estrutura e um idoso gostaria de ser atendido por uma equipe atenciosa. A discussão sobre um atendimento digno é necessária, contudo não deve sobrepor a discussão de como levar uma vida digna pessoalmente. Em todas as discussões sobre a dignidade humana se ouve muito do que o governo precisa fazer para promover a dignidade humana, mas pouco sobre o que pessoalmente alguém pode fazer para viver uma vida digna, mas este conceito de dignidade pessoal é vista como relativa. O que determina a dignidade de nossas ações precisa ser discutido. A máxima de Immanuel Kant sobre as nossas ações é “Tudo que não puder contar como fez, não faça”, obviamente ele se referia ao que é vergonhoso para contar como algo errado.

O Apóstolo Paulo já havia dito sobre viver de modo digno da vocação, agora ele fala mais objetivamente sobre como fazê-lo. Fica claro que para o crente a dignidade não é relativa e também não depende unicamente do trabalho de um governante, mas do que Deus faz em nós (a vocação eficaz) e que depois buscamos com esforço e dependência preservar. Esta nova vida deve ser despojada de mentira, ira injusta, roubo, palavras torpes e amargura. Todas estas atitudes pessoais estão se referindo ao relacionamento com o próximo. Em Efésios o apóstolo Paulo já havia falado sobre o nosso relacionamento com Deus antes e depois da conversão, agora fala do nosso relacionamento com as pessoas religiosamente, no lar e na sociedade antes e depois da conversão, e posteriormente fala sobre o relacionamento no mundo espiritual, onde verdadeiramente está a nossa batalha.

Estes três campos de relacionamentos estão interligados, precisamos nos relacionar bem com Deus para nos relacionarmos bem com as pessoas e conseguir vitórias na guerra espiritual. Um ímpio não conhece a Deus e sua situação diante Dele, por isso não tem o menor pudor em mentir, ficar irado, roubar, falar palavrões e ficar amargurado, por isso está totalmente a mercê das forças espirituais do mal. Caso você tenha problemas nos relacionamentos interpessoais é necessário voltar atrás e investir tempo em conhecer a Deus e prosseguir em conhecê-lo enquanto aprende a se relacionar com as pessoas para que na guerra espiritual possa se vestir e se armar como soldado cristão.

 

Rev. Michael da Costa Souto

 04 de Setembro, 2016

 

 SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO.

 Em um centro comercial muito movimentado uma menina com uma cesta vendia maçãs caramelizadas, até que no “corre corre” do dia alguém esbarrou na menina derrubando suas maçãs no chão e não a ajudou. Um homem que passava viu aquela cena e resolveu ajudar, enquanto ele pegava as frutas e as recolocava na cesta percebeu que a menina era cega e que apalpando as frutas percebia que muitas foram danificadas com a queda enquanto isso em seu semblante ela se mostrava cada vez mais preocupada, chegando a exclamar que a mãe ficaria muito nervosa ao descobrir o prejuízo. Comovido o homem disse para ela não se preocupar pois ele pagaria por todos os prejuízos (mesmo que ele não os tivesse provocado). A menina ficou maravilhada, ele pagou e quando ia se retirando ela o segurou pelo braço e perguntou: “Você é Jesus?” ele respondeu: “Não, mas sou um dos amigos dele”.

O apóstolo Paulo em sua carta aos Efésios 4.1-16 diz que a unidade da Igreja é construída  com o procedimento do crente de acordo com a sua vocação, ou seja, com dignidade cristã. A palavra “digno” que aparece na tradução é a tradução da palavra grega “axios”, de onde deriva a palavra axioma, que é definida como uma “premissa considerada necessariamente evidente e verdadeira” pelo dicionário do sistema IOS Apple.

A famosa frase “ser ou não ser, eis a questão” é considerada uma das frases mais famosas da literatura mundial e está baseada no princípio Aristotélico da contradição que diz que “nada pode ser e não ser simultaneamente”, esta por sua vez é apontada como  um axioma fundamental da filosofia. Na vida este questionamento surge, esta questão filosófica se faz bíblica e nos faz considerar a questão “ser ou não ser cristão, eis a questão”. Tal como na filosofia não podemos ser cristão e não ser Cristão simultaneamente, biblicamente não pode jorrar água doce e salgada de uma mesma fonte.

A vocação a que fomos chamados, segundo Paulo é acompanhada de dons concedidos por Cristo para aperfeiçoamento dos santos no desempenho do trabalho cristão, para edificação da Igreja com a finalidade de alcançar a unidade na fé. Tudo isto nos faz cada vez mais parecidos com Cristo. Que processo maravilhoso. Que grandes coisas estão reservadas para os que veem a conduta de Cristo como axiomática e buscam a cada dia, em todas as situações o “ser cristão” que entendem que de fato esta é “a questão”. Tão importante que repercute eternamente, em vida eterna ou morte eterna. No dia a dia podemos ter que tomar muitas decisões, contudo todas elas devem refletir a um modo digno da vocação a que fomos chamados, em outras palavras, refletindo o amor com que fomos amados, pela graça de Cristo. Amém!

Rev. Michael da Costa Souto

  28 de agosto, 2016

 

 AJUDA AO FERIDO

Imagine a seguinte cena: Uma grande manada de zebras, todas aparentemente iguais, mas diferentes como só Deus pode distinguir. Agora imagine um leão forte e hábil a procura de uma destas zebras para devorar, certamente ele vai procurar com paciência até localizar aquela que esteja mais fraca, que seja mais jovem, mais indefesa, que esteja ferida ou distante da manada. Agora o leão encontra um alvo e ataca impiedosamente. Talvez você já tenha visto esta cena ou parecida em um programa que mostra a vida animal. Talvez você já pensou como eu que se todas as zebras se unissem poderiam reagir e afugentar um ou mais leões e proteger a manada inteira. Mas pense porque elas não reagem. Seria por medo, auto proteção, instinto de presa, falta de inteligência, não se importa com uma zebra frágil, ela merece ser capturada ou simplesmente “antes ela do que eu”. Talvez você já tenha ouvido aquela comparação que coloca a igreja como um exército em batalha que nunca deixa seus feridos para trás, mas infelizmente nem sempre é assim. Como podemos nos comportar como zebras? Será que apenas observamos nossos irmãos mais fracos serem presas fáceis para o inimigo de nossas almas? Não nos importamos? Pensamos que cada um lida com seus próprios problemas e que nada temos a ver com isso? Temos medo de ajudar? Seria preconceito? Pensamos que simplesmente cada um merece os problemas que tem? Seria nosso instinto de auto proteção? De uma coisa podemos ter certeza, isto é falta de inteligência espiritual, pois quando protegemos uns aos outros protegemos todo a Igreja, somos um só corpo e o inimigo está a procura de quem possa devorar, e quando não temos esta vontade de ajudar e proteger os outros certamente já estamos doentes e frágeis espiritualmente, alvos fáceis para o inimigo. Pensemos nisso.  Em Efésios 3.14-21 o apóstolo Paulo de maneira surpreendente que que coloca diante de Deus pronto para enfrentar as maiores dificuldade e até as grades para que cada irmão seja fortalecido em amor e não esteja vulnerável aos ataques do diabo. Ele se coloca em oração, por isso a oração é tão difícil e tão importante, por isso satanás está tão afoito para que não tenhamos uma vida, por isso ele lança todo tipo de aplicativo, inovações tecnológicas e outras inúmeras coisas para tomar o nosso tempo. Lembra-se daquele leão citado acima? As capacidades do inimigo de nossas almas vão além das de um leão, contudo nossa capacitação dada pelo Espírito Santo de Deus vai para muito além da capacidade de uma zebra, somos mais preciosos que elas, graças ao nosso bom Deus. Nos coloquemos de joelhos pela causa do evangelho, estejamos prontos para ajudar aos irmãos, principalmente em oração.

Rev. Michael da Costa Souto

 21 de agosto, 2016

 

 O PRIVILÉGIO DE ANUNCIAR

Contar mentiras não é bom, mas há quem goste. Dar más noticias não é bom, mas há quem goste. Apanhar não é bom, mas mesmo disto há quem goste. Poderíamos enumerar muitas coisas nesta linha de raciocínio.

Quando uma mulher está grávida é normal que ela queira ser a pessoa que dará a boa notícia ao marido, ou quando descobre o sexo do bebe quer ser a portadora da importante notícia. É bom levar e anunciar boas e importantes noticias, ver as reações, compartilhar das emoções e fazer parte de um momento impar na história de alguém. É isto que acontece com o que anuncia o evangelho (boas notícias) da salvação. É isto que acontece com o apóstolo Paulo em Efésios 3.1-13, ele está feliz e em paz por poder levar e anunciar o evangelho aos gentios principalmente, e com esta verdade ele consola os crentes.

O apóstolo Paulo estava preso e cuidava para que os irmãos não sofressem por isso, pois ele fazia tudo com alegria pelo privilégio de ser usado para pregar a palavra de Deus. Nos capítulos anteriores o apóstolo fala do evangelho, da graça de Deus, da transformação que Deus promove na vida do pecador que se vê alcançado por este maravilhoso evangelho. Paulo fala com vivacidade de algo que ele mesmo vivenciou e de maneira dramática. De fato isto deveria acontecer com todo Cristão verdadeiro, estar tão maravilhado com o evangelho e a transformação que fica empolgado para falar sobre isso, com muitas pessoas, pessoas amadas, pessoas antes odiadas, pessoas de perto e de longe, em todos os lugares, em todas as circunstâncias e da maneira mais clara e amorosa possível, buscando ser um instrumento precioso nas mãos de um Deus tão amoroso.

A sabedoria de Paulo nos espanta, nós que estamos tão acostumados com atitudes mais parecidas com as de Jonas, contudo assinalamos que esta sabedoria foi adquirida por Paulo paulatinamente, com o esforço de um aprendizado.

Voltemos ao exemplo do inicio deste texto, a alegria de dar uma boa notícia, e este sentimento está caracterizado pelo fato de ser a notícia desconhecida ou misteriosa, caso contrario ninguém se anima para anunciar algo que todos já sabem. Pois bem, o Rev. Hernandes Dias Lopes intitula este texto de o maior mistério da história. Aqueles que não conhecem esta verdade precisam conhecê-la e aqueles que já a conhecem precisam conhecê-la ainda mais e anunciá-la desesperadamente, em tempo e fora de tempo.

Rev. Michael da Costa Souto

 07 de agosto, 2016

 

ÉRAMOS, SOMOS E SEREMOS

Pense em sua infância, como era seu comportamento, sua aparência, seu circulo de relacionamentos. Pense agora em como tudo isso está agora. Se você for um cristão verdadeiro tudo isto estará melhor, transformado ou aperfeiçoado. Seu comportamento mudado pelo Espírito Santo de Deus, sua aparência melhor porque você é feliz e um coração alegre torna o rosto mais belo (Pv 15.13), seu circulo de relacionamentos é melhor por não andar com os pecadores, enfim, muitas coisas mudaram. Mas agora tente pensar em como será daqui a alguns anos, certamente será mais difícil já que prever o futuro não é uma especialidade do ser humano, mas um sonho quase obsessivo. Contudo este exercício é recorrente e até necessário, é isto a que nos leva o apóstolo Paulo no texto de Efésios 2.11-22. O texto vai além de comportamento, aparência ou vida social, nos fala de coisas espirituais com reflexo nestas outras simplesmente sensuais (que se refere aos sentidos humanos).

Éramos alienados, somos aproximados e seremos transformados finalmente em habitação de Deus. A palavra usada para descrever nosso estado anterior é forte e dá uma ideia de fuga. Se antes fomos comparados a um morto antes da conversão, agora a comparação é com um fugitivo, um inimigo de Deus. Assim Paulo fala de Cristo como sendo a nossa paz, aquele que fez a paz e que evangelizou paz.

Como está o seu coração? Ouviu desta paz? Recebeu esta paz? Tem esta paz?

Rev. Michael da Costa Souto

 

 

 31 de Julho, 2016

 

 O FUNDAMENTO, O PRÉDIO E O HABITANTE

Em uma construção estas palavras mostram um processo completo de uma construção em seu começo, meio e fim. É necessário conhecimento do processo para conclusão do mesmo. Guardadas as devidas proporções o processo de salvação se assemelha ao da construção de um prédio. Como crentes inicialmente precisamos entender que somos o prédio e que existimos para o habitante e temos base no fundamento, tal como é expresso em Efésios 2.20-22.

Tudo o que é feito no prédio e a sua volta é para que o habitante esteja satisfeito. O habitante deseja ver o edifício pronto para nele habitar. A perfeição do habitante ressalta cada defeito do prédio e mesmo que o fundamento perfeito tenha sido lançado e o prédio comece a ser erguido o material não é perfeito como é e exige o habitante.  Contudo o habitante é amoroso, misericordioso e cheio de graça, por ser amoroso não destrói finalmente o prédio por conter defeitos (isto é misericórdia) e dá oportunidade, ferramentas e materiais para que sejam corrigidos (isto é graça). A misericórdia está caracterizada em que o prédio não recebe a destruição que merece e a graça está em receber a chance de reforma que não merece. Este é o habitante perfeito em amor, o Espírito Santo de Deus.

O fundamento é a pedra perfeita, alicerce inabalável sobre o qual o prédio é construído. É a base que sustenta todo o prédio. Desta pedra depende todo o processo de construção. Esta pedra possibilitou toda a edificação habilitando e sendo exemplo para todas as outras pedras, que à esta primeira devem se moldar. É á pedra exigida pelo habitante, sem a qual o habitante não aceita morar no prédio. O fundamento é Cristo em sua pessoa e obra.

O prédio só existe a partir da pedra fundamental e podemos dizer que o prédio é formado por pedras diferentes, com diferentes formas, tamanhos, densidades, cores, resistências, cores e etc. O fundamento faz parte do prédio e assim o aperfeiçoa e unifica ligando-o cada vez mais a si mesmo, tornando-o cada vez mais agradável ao habitante. O prédio é a Igreja invisível formada por aqueles que já foram, estão sendo e ainda serão salvos.

São infinitas as aplicações neste sentido, por isto enxergamos em parte a riqueza da palavra de Deus em usar a figura de uma edificação para nos falar da Igreja, de quem somos e para que somos. A propósito, fica muito clara a figura do grande arquiteto, idealizador, autor e criador por traz desta magnífica obra. O Deus Todo Poderoso que é o Fundamento e Morador único desta habitação. Que privilégio ser casa de Deus. Que sejamos edificados.

 

Rev. Michael da Costa Souto

  17 de Julho, 2016

 

 NÃO ESPALHE LIXO NA INTERNET

 

A internet aliada às redes sociais é um excelente instrumento de comunicação, mas como todos os outros deve ser usada com inteligência e moderação. Muitas são as falsas notícias (lixo eletrônico) que tomam nosso tempo e prejudicam o bom andamento da sociedade (este é o objetivo do inimigo de nossas almas) em nome do lucro e do marketing. Mark Zukerberg (fundador do Facebook) informou que a cada 18 meses a quantidade de “lixo” dobra. Sabe aquele anuncio de internet que oferece um trabalho em casa pela internet com lucros astronômicos? São os produtores de “lixo” ou empresas de “Marketing Multinível”. Acredita-se que grandes empresas e veículos de comunicação estão por traz deste “lixo” criando assim demanda de informação, formando um ciclo vicioso.

As informações geralmente são referentes à: cura de doenças; premiações e doações; aviso a correntista de bancos; matança de cristãos; personalidades em geral; ajuda a doentes; política; alimentos; economia; correntes; entregas via Sedex e outras que multiplicam o “lixo” por meio de pessoas bem intencionadas, mas inocentes e mal informadas. Fique atento às características na estrutura destas mensagens ou postagens: apelo chamativo; erros de português; pedido para compartilhar com grupos e contatos; menção de lugares e pessoas desconhecidas ou sem exatidão; falam de cargos e não de pessoas: “o diretor de...”; nomes de pessoas ou empresas idôneas para dar credibilidade, entre outras.

A maioria destas falsas notícias circulam por anos enganando a muitos. Antes de espalhar estas noticias verifiquem a veracidade delas. Sempre vejo estas notícias, mas não compartilho, há poucos dias quase compartilhei uma destas notícias (que vi em um grupo de pastores) no grupo de WhatsApp da IPJA, quando em seguida  um dos pastores disse que verificou no site da empresa e já constava o aviso de “boato”. Hoje existem sites ensinando a gerar este “lixo”, mas também existem outros especializados  em alertar sobre este lixo crescente nas redes sociais. O inimigo e o falso profeta vêm mesmo para roubar, matar e destruir. Neste caso roubar nosso tempo, “matar de raiva” e destruir nossa comunhão com Deus e com os outros.

A palavra de Deus diz que devemos remir o tempo, aproveitar o tempo, fazer bom uso dele porque os dias são maus. Não seja negligente ou ignorante diante disso. Propague boas notícias, ou seja, propague o evangelho da salvação. Esta mensagem você pode compartilhar à vontade, mas lembre-se, “não espalhe lixo na internet”.

 

Rev. Michael da Costa Souto

 05 de Junho, 2016

 

 Ao Deus Desconhecido – Atos 17.23

O reformador João Calvino disse que todo ser humano tem dentro de si um senso do divino, por isso instintivamente todo ser humano se apega a algo religiosamente, mesmo os ateus se apegam a uma pessoa, esporte, lazer ou a si mesmo na busca de preencher o vazio em sua alma. A palavra de Deus nos fala em Atos 17.16-31 de como o apóstolo Paulo usou esta religiosidade dos atenienses para lhes anunciar o Deus todo poderoso. Mas antes de entrar neste assunto, entenda que a palavra de Deus, bem como os dons que ele nos deu servem para anunciar quem ele é  e também para edificar um povo santo para ele, tudo isto para a glória dele mesmo. Então para os crentes este texto ensina sobre maneiras de fazer Deus conhecido usando pontes de contato com a cultura e a pessoa individualmente. Mas também nos fala sobre a necessidade de conhecer a Deus tanto quanto for possível para que não estejamos perdidos como aqueles que adoravam ao Deus desconhecido, adoravam da maneira que achavam melhor não O conhecendo como o Deus todo poderoso criador do céu e da terra. Entenda que você só adora a Deus de fato quando entende quem ele é cada vez mais, todo o nosso ser precisa estar empenhado neste trabalho, todo sentimento, considerado bom ou ruim deve ser colocado, todo conhecimento, toda ação e toda vontade precisa estar cativa ao conhecimento de Deus e jurisdicionada ao seu amor. Vamos então à segunda parte, em que este texto nos ensina a como expor o evangelho usando uma ponte de contato, como um gancho na conversa para chamar a atenção para a verdade mais importante da terra. O apóstolo Paulo usa a acentuada religiosidade de Atenas, não para no momento criticar-lhes, mas para lhes anunciar o evangelho. Isto entendemos porque anteriormente Paulo falara de seu desejo de pregar, pois as pessoas não glorificavam a Deus devidamente, isso é um verdadeiro fervor missionário, levar a palavra de Deus para que Deus seja glorificado por aqueles que dantes não o conhecia e mesmo naqueles que não creem na mensagem o nome de Deus é glorificado. Temos antes de tudo este fervor? Quais as motivações para pregar o evangelho? Não podemos pregar para provar que estamos certos, para desencargo de consciência, por ódio ao contrário, desejo de vingança ou um egocentrismo qualquer. Que prossigamos em conhecer a Deus clamando para que ele nos dê sabedoria para pregar o evangelho, tendo em vista que o nosso Deus deve ser conhecido por nosso intermédio.

Rev. Michael da Costa Souto

22 de Maio, 2016

 

 Unidos! Os Irmãos Em Festa, Estamos em festa!

Comemoramos 20 anos de organização e temos muito a agradecer a Deus por este tempo de muitas lutas, contudo, de incontáveis vitórias. Agradecemos a Deus pelas pessoas que ele usou para estabelecimento desta Igreja, são muitas, por isso nada melhor do que ajuntar todas quanto pudermos para em comunhão louvarmos ao Deus da nossa Salvação. Alegra ainda mais o nosso coração a presença de nossos irmãos Bill, Becky, Brian, Eva e Cathy. Assim a festa fica ainda melhor.

O Salmo 133 trata desta união entre os irmãos. Esta comunhão é boa, agradável e preciosa porque se dá em torno da adoração ao único Deus. Neste contexto toda barreira cultural é transposta e somos unificados no sangue de Cristo, em uma só fé e no Espírito. Estamos ensaiando para aquele grande dia em que todos os eleitos de Deus serão unidos em sua presença, está é a nossa esperança de um dia em que toda língua, povo e nação cantará em coro as maravilhas de Deus.

Um tempo bom, de muitas lembranças, alegrias, comunhão, adoração e sobretudo a bênção do Senhor. Esta comunhão agrada a nós e a Deus que derrama a vida e a bênção eternamente.

Sim, grandes coisas fez o Senhor por nós; por isso, estamos alegres (Sl 126.3).

Rev. Michael da Costa Souto

 

01 de Maio, 2016

 

 IPJA - 20 ANOS!

 1Sm 7.12

Tomou, então, Samuel uma pedra, e a pôs entre Mispa e Sem, e lhe chamou Ebenézer, e disse: Até aqui nos ajudou o SENHOR.

 Parabéns IPJA pelos 20 anos de organização. Parabéns a você que faz parte desta Igreja há 20 anos, talvez 15, 10, 5 ou apenas 4 anos como eu. Pense em todos os momentos de angústia a Igreja passou, pense também em todas as vitórias, as pessoas transformadas pela palavra de Deus. Você é um instrumento de Deus nesta Igreja, que ele seja louvado por isso e que possamos todos prosseguir sabendo que a obra não é nossa, mas do Deus Todo-Poderoso.

O texto em epígrafe trata de um destes momentos cruciais da história do povo de Deus em que olhamos para tudo o que passou e da vitória que o Senhor nos dá para glorificar seu nome e cumprir seu glorioso plano de salvação. No lugar da vitória de Israel sobre os filisteus é colocada uma pedra que é chamada Ebenézer, que significa "pedra de ajuda". É erguido um memorial, algo para que a memória do povo de Israel fosse ativada quando passasse por aquele lugar.

Lembremos nestes dias, ergamos nossas vozes em um coro de louvor a Deus, ergamos memoriais para que nunca esqueçamos do que Deus fez, sempre percebamos o que ele tem feito e esperemos com fé e trabalho por tudo o que ele ainda fará.

Rev. Michael da Costa Souto

17 de Abril, 2016

 

Problemas Internos

Atos 5 e 6

Na Igreja primitiva haviam pessoas com problemas (Pedro e João), pessoas  que solucionavam problemas (Barnabé) e pessoas problemáticas (Ananias e Safira). Temos no capítulo 4 de Atos como a Igreja primitiva por meio da ação do Espírito Santo de Deus tratou o problema. Nos capítulos 6 e 7 a Igreja continua a enfrentar problemas internos e externos, ainda tem pessoas com problemas e pessoas problemáticas, pessoas insatisfeitas e murmurando e outras sendo perseguidas. Embutido a estes problemas o perigo de perder o foco da obra de Deus e se preocupar com problemas. Os problemas surgem e muitas vezes são inevitáveis. Os problemas são sempre uma boa oportunidade de aprendizado. Aprendemos em meio ao riso e festividade, mas principalmente aprendemos em meio ao choro, em meio às crises e as catástrofes. As crises também apresentam oportunidades para o crescimento, basta estar atento, vigiando em todo o tempo.

Uma Igreja que cresce inevitavelmente cresce em problemas, como vemos na Igreja primitiva em Atos. Os problemas precisam de atenção, mas não de toda a atenção, a palavra de Deus e sua vontade são uma prioridade em nossa vida. Podemos fazer desta afirmação uma interrogação na procura pela resolução dos problemas. Apesar do problema na distribuição diária nos parece que o problema não era de ordem econômica na Igreja. Era um problema administrativo e de relacionamento, se podemos resumir assim. Contudo, para que os líderes não abandonassem o estudo e pregação da palavra de Deus para promover uma melhor distribuição dos recursos, foram escolhidos sete diáconos para se dedicarem a este trabalho de maneira mais específica. Pense você sete diáconos para aquela multidão. Agora veja as qualificações necessárias para esta tarefa, apesar de ser um problema administrativo e mais profundamente de relacionamento, temos nas qualificações necessárias mais que duas áreas de atuação.

Em todos os nossos problemas precisamos destas qualificações para resolução dos mesmos. Precisamos de sabedoria para resolver problemas administrativos, de boa reputação para resolver os problemas de relacionamento e do Espírito Santo para tudo, pois tudo tem fundo espiritual. O Espírito Santo é sem dúvidas fundamental, pois ele é chamado Espírito de sabedoria e também de comunhão. É mais produtivo gastar tempo em oração e estudo da vontade de Deus nas Escrituras do que ser bom administrativamente ou carismático no trato com as pessoas, precisamos antes de tudo do Espírito Santo de Deus. Os homens escolhidos a seguir não se restringiram a distribuição, mas também pregaram a palavra de Deus intrepidamente e foram por Deus usados grandemente.

Rev. Michael da Costa Souto

 03 de Abril, 2016

Governantes, ouçam a palavra de Deus!

O Brasil vive um dos momentos mais sombrios de sua história. Há uma crise de integridade que atinge o coração da nação. A corrupção tornou-se endêmica e sistêmica e se infiltrou na vida política de forma contumaz. O descrédito do povo com os políticos é quase absoluto. É tempo dos governantes ouvirem a Palavra de Deus!

Em primeiro lugar, o governante que promove o relativismo moral faz o povo gemer. ”Quando se multiplicam os justos, o povo se alegra, quando, porém, domina o perverso, o povo suspira” (Pv 29.2). O perverso é aquele que não leva Deus em conta em suas ações e escarnece de verdade. O perverso aplaude o que Deus reprova e repudia o que Deus determina. O perverso transtorna a sociedade ao conspirar contra os valores absolutos que devem reger a família, estabelecendo em seu lugar o relativismo ético que desemboca na decadência da nação. Estamos assistindo uma inversão de valores em nossa sociedade. Aqueles que deveriam defender os sadios preceitos da ética são os mesmos que a atacam como escorpiões do deserto. Em segundo lugar, o governante que aumenta impostos para tapar os buracos de seus gastos perdulários transtorna a terra. ”O rei justo sustém a terra, mas o amigo de impostos a transtorna” (Pv 29.4). Aqueles que governam são autoridades constituídas por Deus para promoverem o bem e coibirem o mal. Os governantes são diáconos de Deus para servirem ao povo em vez de se servirem do povo. Os governantes devem receber dos governados todo respeito e os governados devem pagar aos governantes tributos. Porém, quando os governantes deixam de ser gestores responsáveis, abrindo a torneira da corrupção e gastando perdulariamente os recursos que deveriam ser investidos na promoção do bem, exigindo mais impostos para cobrir esse rombo, esses governantes transtornam a terra, afligem o povo e tornam-se um flagelo para a nação. Em terceiro lugar, o governante que está mal assessorado corrompe toda a estrutura do seu governo. “Se o governador dá atenção a palavras mentirosas, virão a ser perversos todos os seus servos” (Pv 29.12). Todo governante é assessorado por pessoas de sua confiança. Se esses assessores são pessoas de caráter disforme, bajuladores mentirosos, que ocultam a verdade, torcem os fatos e aviltam a justiça, esse governante acaba criando uma escola de perversidade e estabelecendo uma cultura de mentira e corrupção em toda a nação. Os governantes precisam ser exemplo de integridade para o povo. Se eles, porém, se tornam repreensíveis, a nação toda é induzida à prática das mesmas perversidades. Em quarto lugar, o governante que cuida dos pobres e cuja prática da justiça é o avalista de suas palavras tem a aprovação de Deus e o apoio do povo. ”O rei que julga os pobres com equidade firmará o seu trono para sempre” (Pv 29.14). Os governantes populistas dizem que lutam pelo povo, mas apenas usam o povo, para desviar os recursos que deveriam atender as necessidades do povo, a fim de se locupletarem e se manterem no poder. As ações dos governantes precisam ser o avalista de suas palavras. Quando os governantes agem com justiça, para defender os direitos daqueles que não têm vez nem voz, ganham com isso, a aprovação de Deus, o apoio do povo e firmam assim o seu governo. A Escritura diz: “O príncipe falto de inteligência multiplica as opressões, mas o que aborrece a avareza viverá muitos anos” (Pv 28.16). Em quinto lugar, o governante que se rende à corrupção transtorna a sua vida e perde a autoridade para governar. ”O que tem parte com o ladrão aborrece a própria alma; ouve as maldições e nada denuncia” (Pv 29.24). Um governante íntegro não negocia princípios e valores. Não se rende à sedução da riqueza ilícita nem à pressão dos poderosos para auferir vantagens. Os governantes que entram em esquemas de corrupção, tornam-se prisioneiros do crime e reféns dos criminosos. Perdem a autoridade para investigar e punir os delinquentes que fazem falcatruas subterrâneas para assaltar os cofres públicos. Aqueles que governam precisam fazê-lo com probidade e lisura, a fim de que a nação erga o estandarte da ordem e do progresso.

Rev. Hernandes Dias Lopes

 

 27 de Março, 2016

A ressurreição dos mortos em Cristo

A ressurreição de Cristo é um dos fatos mais importantes do cristianismo. Não podemos nos furtar de ouvir, estudar e comemorar este acontecimento. Infelizmente vemos em nossos dias um esquecimento e desprezo desta verdade tão fundamental para a Igreja. O esquecimento não é de agora, já nos primeiros anos da Igreja Cristã vemos o apóstolo Paulo lembrando os irmão o evangelho estava sendo esquecido. A verdade fundamental que ele cita em 1Co 15.3 e 4 é que Cristo morreu pelos nossos pecados, não uma morte psicológica ou transcendental, mas de fato e de verdade foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia. Os versos que se seguem no texto apresentam provas testemunhais deste fato.

Nos versos 1-8 vemos que a ressurreição é um fato inequívoco e ainda hoje, apesar dos esforços dos inimigos de Cristo, enche nossos corações de alegria pela promessa de estar com ele mesmo que a morte venha nos alcançar antes de sua volta. Não cremos em um mito, mas em algo comprovado até mesmo pelos relatos históricos. Não conseguindo negar a ressurreição de Cristo a estratégia do inimigo de nossas almas se voltou para o desvirtuamento ou enfraquecimento do fato, isto tem sido feito com vários outros acontecimentos tais como a páscoa, o natal, a santa ceia e o batismo. Nos versos 12-20 Paulo fala da importância da ressurreição, pois se Cristo não ressuscitou a pregação não tem sentido, é inútil e descabida, e se assim for não existe fé. Não haveria mais esperança em coisa alguma caso Cristo não houvesse ressuscitado. Nos versos 20-28 somos alertados quanto a singularidade da ressurreição de Cristo. Ele abriu o caminho para a nossa ressurreição. Porque ele vive posemos crer no amanhã, independente da morte neste mundo. Vivamos sob o auspício desta verdade.

Rev. Michael da Costa Souto

 

20 de Março, 2016

Uma Igreja na Prática

Atos 3 e 4

Muitos querem ver, sentir ou ser instrumento da manifestação de Deus. Muitos olham para os milagres de Deus narrados nas Escrituras sem levar em conta as circunstâncias nas quais eles aconteceram. O texto de At 2.42-47 é um sonho para pastores e membros, uma igreja cheia do Espírito Santo, coesa, que ora e permanece firme na doutrina. Este texto, porém, nos mostra de forma resumida como viviam os novos convertidos junto aos discípulos de Jesus. Os capítulos a seguir, no entanto, mostram a vida da Igreja Primitiva na prática.

Os capítulos 3 e 4 especialmente em foco aqui mostram de fato uma igreja em oração, comunidade e pregação poderosa, contudo, nos mostra também uma igreja perseguida, alguns presos, prestando depoimentos (por pregar a Cristo ressurreto, diferente da situação de nossos políticos atualmente) e se defendendo de acusações diversas e infundadas.

Individualmente podemos aprender até mesmo em nossa vida pessoal que pedimos mais fé, clamamos pela ação e milagres de Deus, contudo por motivos e causas pessoais e egoístas. Abraão se tornou o pai da fé passando por muitas provas, Jó conhecia a Deus mais profundamente do que apenas de ouvir falar, contudo, observe tudo pelo que passou, Elias foi grande homem de Deus, mas teve momentos de fraqueza e contradição, fugiu de Jezabel para “salvar a vida” e em seguida “pediu a morte” para si. Podemos e devemos desejar crescimento espiritual, mas precisamos saber que há um custo. Se estamos sofrendo não desanimemos pois está produzindo em nós crescimento e produzindo eterno peso de glória.

Pensemos também na Igreja, na coletividade que precisa ser entendida e reafirmada. Quando Acã desobedece a Deus é dito que Israel havia pecado contra o Senhor, e de fato muitos perderam suas vidas na subida contra a cidade de Ai por causa do pecado de um homem. Por isso o pecado de um contamina a outros. Mas falando do crescimento de uma Igreja, devemos entender que na prática este crescimento se dá em meio a perseguição, problemas, inveja (como no cap. 5 de Atos) e muitas outras situações pelas quais Deus faz com que tudo coopere para o bem daqueles que o amam e que foram chamados segundo o propósito de Deus.

Diante deste cenário não podemos pensar penosamente que temos apenas tribulações para nosso aprendizado, pois a palavra de Deus garante que sobre o seu povo é derramada graça multiforme que nos instrumentaliza a ser abençoadores e abençoados por Deus. Isto é ser Igreja na prática, assim sejamos IPJA!

 Rev. Michael da Costa Souto

 

06 de Março, 2016

Uma Igreja cheia do Espírito

 At 2.42-47

Se eu lhe dar uma caixa de maçãs, ou de outra fruta que você gosta, certamente você ficará feliz, irá para sua casa alegre para distribuir entre seus familiares as frutas que ganhou. Mas e se ao chegar em casa ao abrir a caixa você constatar que todas as frutas estão podres? Certamente você ficará irado porque perdeu tempo e força para carregar a caixa. Diante de muitos métodos e ideias para “encher” a Igreja precisamos questionar sobre a qualidade dos crentes. Uma Igreja cheia de falsos crentes é como uma caixa de frutas podres. Podemos dizer que um crente cheio do Espírito Santo é um crente de qualidade e o mesmo quanto a uma Igreja.  Estamos aprendendo que em Atos temos uma Igreja que recebe o Espírito Santo de Deus para testemunhar e em Atos 2.42-47 vemos como viviam estes crentes cheios do Espírito Santo de Deus (no pentecostes) e os que foram levados pelo Espírito através da pregação de Pedro ao arrependimento genuíno. O texto em epígrafe destaca muitas características indispensáveis na vida de uma Igreja cheia do Espírito Santo. O apóstolo Paulo em Gálatas 5.19-21 fala das obras da carne que são opostas ao fruto do Espírito e suas manifestações. Estas obras da carne ali citadas abrangem no mínimo quatro áreas da vida humana, a sexualidade, a religião, os relacionamentos e o domínio próprio. As muitas qualidades que descrevem a vida dos crentes da Igreja Primitiva em Atos mostram ferrenha oposição de comportamento dos que de fato são convertidos e têm o Espírito Santo de Deus e os que não são.

Podemos e devemos olhar para este texto como parâmetro para reconhecer uma Igreja que realmente é cheia do Espírito Santo de Deus. Serve como análise para nossa alma, se nos encaixamos com este padrão de qualidade.

Estamos constantemente nos estudos bíblicos? Estamos juntos sempre que podemos? Estamos nos ajuntando para orar? Há temor nos corações? Temos tudo em comum? Ajudamos um ao outro na medida em que vemos a necessidade? Estamos diariamente no templo? Temos alegria e comunhão nas refeições? Louvamos a Deus e temos a simpatia dos que estão ao nosso redor (os não crentes)?

O resultado é que Deus acrescenta pessoas a uma Igreja saudável. Queremos ser uma Igreja saudável e cheia do Espírito Santo de Deus, mesmo que seja redundante este é o nosso desejo ardente, assim testemunharemos e cresceremos para a glória de Deus. 

Rev. Michael da Costa Souto

  28 de Fevereiro, 2016

 o Caminho com a Promessa

 At 1.12 a – Então, voltaram para Jerusalém...

O caminho é sempre bom quando vamos ao encontro de alguém que amamos, que a companhia é agradável. Pense em quando você viaja ou faz um percurso curto para rever amigos, primos, tios queridos, os avós ou quando nosso coração se enche de alegria quando estamos indo para a casa dos nossos pais; o trajeto é cheio de alegria. No texto em epígrafe os discípulos poderiam estar tristes pois, Jesus foi assunto ao céu, mas o mesmo Jesus prometera que o Espírito Santo viria. Voltando ao assunto do caminho, o texto de Lucas 24.52 tratando deste momento em que sob as ordens de Jesus os discípulos voltam para Jerusalém para aguardar o Espírito Santo. Lucas relata que eles voltaram cheios de alegria. Imagino que esta alegria toma conta do coração do crente que entende a vontade de Deus e a busca incessantemente, levando-o a em tudo dar graças a Deus, tornando o caminho cheio de  alegria. Ser cheio dele, mas poucos estão dispostos a aguardar como todos “dizem” querer ter o Espírito Santo ou paciência e obediência à palavra de Cristo. Esta busca não é fácil; no primeiro capítulo de Atos vemos que o povo ouviu atentamente as orientações de Jesus quanto ao reino de Deus (um ensinamento que poucos estão interessados em ouvir em nossos dias devido ao materialismo); em meio a comunhão com Cristo e com os irmãos, durante vários dias, indo para onde Jesus indicara, confiando em sua palavra e na promessa do Pai. Estava ali a liderança (os discípulos) e todos perseveravam unânimes em oração, cento e vinte pessoas em oração e esperando a promessa bendita. Um pequeno número de pessoas, que representa uma pequena Igreja, mas que mudariam o mundo revestidas pelo poder do Espírito Santo de Deus.

Como tem sido a sua caminhada em direção ao alvo que é Cristo? Será que poderíamos concluir que aqueles estão sempre tristes, cabisbaixos, murmurando e reclamando da vida não entenderam a riqueza da promessa de Deus para a vida do crente? Ou concluímos que não estão eles perseverando em oração e obediência a palavra de Deus? Ou ainda que simplesmente não foram ainda transformados pela fé genuina dada pelo Salvador. Como tem sido a sua caminhada?

Podemos no máximo admitir como o apóstolo Paulo em 2Cor.4, estamos perplexos, mas não desesperados, perseguidos, mas não abandonados, golpeados, mas não destruídos. O caminho é longo, difícil, mas temos Deus na controladoria geral, Jesus na defensoria e o Espírito Santo de Deus como nosso guia.

 Rev. Michael da Costa Souto

 

21 de Fevereiro, 2016

 O Poder da Ressurreição para o Evangelismo

“E recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas...” At 1.8a

 Mais do que métodos, boas perguntas, boas respostas, uma boa conversa ou conferências evangelísticas, precisamos do poder de Deus para testemunhar, evangelizar, pregar ou fazer discípulos. No “Ide” de Mt 16.15 a ordem para fazer discípulos por onde andarmos está firmada na autoridade e poder do nome de Cristo. Jesus afirmou que seus discípulos seriam preparados e receberiam o Espírito Santo; com o cumprimento desta promessa o evangelho se expandiu exponencialmente começando por Jerusalém, passando por Samaria e alcançando todas as terras. O livro de Atos é o único livro de história da igreja canônico, conta a história da igreja primitiva autorizada por Deus. Ali vemos uma igreja crescendo naturalmente, sem métodos ou medos humanos. Quando a igreja enfrentou perseguições não correu para Deus pedindo livramento ou abrandamento, mas intrepidez para pregar o evangelho segundo a vontade de Deus. Isto ocorreu porque tinham o Espírito de Cristo, não viviam mais para si, mas Cristo vivia neles, não tinham espírito de covardia, mas de ousadia. Atos é um livro único porque dá continuidade ao evangelho de Lucas e na empreitada de mostrar o crescimento da igreja Lucas faz acurada investigação, usa o racional para apresentar acontecimentos de fé. É  um livro de fé e também histórico. Depois da obra de Cristo os seus discípulos são preparados e recebem o Espírito Santo de Deus; a partir daí vemos avivamentos sucessivos, pessoas transformadas, crescimento da igreja e uma sociedade influenciada pelo evangelho. Tudo na dependência total do Espírito Santo. Atos é também chamado de Atos do Espírito. A igreja hoje precisa buscar o Espírito Santo de Deus, sua ação e enchimento. Precisamos deixar a idolatria pelo crescimento numérico da igreja e até mesmo o medo deste crescimento. Sejamos crentes fiéis e clamemos pelo agir de Deus na vida da Igreja, dependendo em tudo do que ele quer é pode fazer. É necessário buscar; clamor e arrependimento, uma mensagem escassa na Igreja brasileira. Busquemos ser parte de um grande avivamento em nossa nação, ou que segundo a palavra de Deus passemos por um avivamento local.

 Rev. Michael da Costa Souto

   10 de Janeiro, 2016

A BATALHA DESTE ANO

Se você vive no Brasil sabe que provavelmente terá um ano de muitas batalhas, se você é cristão deve ter a certeza que terá muitas batalhas, vitórias e possivelmente algumas derrotas, Jesus nos alertou sobre isso (Jo 16.33). A grande questão é como passamos por estas batalhas, e aproveitando  este início de ano, como nos preparamos para esta batalha. Podemos aprender com o grande Rei Davi, quando se preparava para a batalha com o gigante Golias.

Observe que as pessoas ao redor de Davi o desprezaram e pensaram logo em armas e armadura para que ele tivesse o mínimo de chances. Este é o erro de muitos e talvez seja o seu, logo concatenar maneiras de enfrentar a batalha da vida. O erro consiste tanto em desprezar a si mesmo quanto em supervalorizar. Não pensemos além ou aquém de nós mesmos, apenas nos cabe a moderação (Fp 4.6). A moderação nos faz pensar o que temos e o que não temos, o que podemos ou não podemos fazer. Acredito que já ouvimos sobre isso nestes últimos dias.

Em I Samuel 17.45 Davi disse: “Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do SENHOR dos Exércitos”. Davi usou aquilo que Deus havia lhe dado como recursos, uma funda e algumas pedras, mas sabia que sobretudo necessitamos agir em nome do Senhor, isto significa de acordo com o mandato, ordem ou vontade do nosso Deus. Nos preparemos assim para as batalhas deste novo ano.

Rev Michael da Costa Souto

  03 de Janeiro, 2016 

COMO TER UM 2016 MUITO MELHOR?

Chegamos ao fim do ano e tenho a certeza que poucos chegam aqui com a sensação que realizou tudo o que projetou. Isto depende, é claro, do que planejamos e da vontade de Deus sobre nós. É inegável que temos sempre muito para realizar e melhorar para 2016, mas pensemos brevemente numa história das Escrituras:

Em certo tempo nas idas e vindas do povo de Israel o rei Ciro permitiu que os exilados de Israel voltassem para sua cidade e a reconstruísse e Zorobabel foi a frente do povo nesta tarefa. O povo lançou os fundamentos, mas logo desanimou frente as críticas e adversidades, ficando a obra parada por dezesseis anos, até que Ageu, Zacarias e Malaquias desafiaram o povo a continuar, terminando em apenas quatro anos.

Diante da perspectiva de um novo ano temos certeza que se vivermos este novo ano teremos muitas lutas e dificuldades. Mas o que é fundamental para termos um ano de 2016 muito melhor, cheio de realizações é a palavra dirigida a Zorobabel em Zacarias 4.6 “Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel: Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito...”. Assim podemos vencer, na força do Senhor. Não confiemos em nós mesmos, façamos toda obra apesar de nós mesmos, e tenhamos um ano novo de muitas realizações em casa, no trabalho, na escola e fundamentalmente na obra do Senhor dos Exércitos.

Rev Michael da Costa Souto

 29 MARÇO, 2015 

PORQUE LUTAR PELO BRASIL SE NOSSA PÁTRIA ESTÁ NOS CÉUS

Fp 3:20  “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”

Em meio a tantas manifestações populares pelo Brasil devemos nos posicionar, temos uma opinião bíblica sobre tudo isso. O que você pensa sobre isso? Gostaria de falar deste assunto refutando os argumentos de quem pensa que os cristãos não devem se envolver com política.

As Escrituras nos falam amplamente sobre o envolvimento do povo de Deus com política, principalmente no Antigo Testamento com os profetas que denunciavam as desigualdades sociais, a falta de cuidado com as viúvas e forasteiros, por exemplo, cuidados que o próprio Deus instituíra política e civilmente para amparo dos mais pobres e desamparados numa sociedade. Davi no Salmo 11 se vê tentado a fugir diante da maldade da sociedade, contudo ele resiste com fé no Senhor que ama a justiça e faz de nós instrumentos para pregar e estabelecer a justiça. O Cristão “não foge à luta” pela justiça e por um governo mais justo. Os que fogem usam os seguintes argumentos:

Nossa pátria está no céu” Fp 3.20 – Paulo reivindicou sua cidadania celeste, mas também a terrena reivindicou os direitos de cidadão romano em At 16.37-39. Nossa cidadania celeste modifica e melhora nosso anseio pela justiça em nossa pátria terrena.

O reino de Deus não é deste mundo” – A palavra de Deus neste ponto no ensina que o reino de Deus não provem deste mundo. A oração do Senhor diz: “Venha o Teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”, esta oração pede que o reino celeste influencie o reino terrestre.

Devemos buscar as coisas que são de cima” Cl 3 – Neste texto o apóstolo Paulo fala que Cristo (que é de cima) é tudo que precisamos no lar, no trabalho e em tudo que fizermos, incluo aqui a política.

O mundo não é importante” – João Batista confrontou o governante Herodes pelas suas maldades (Lc 3.19). As Escrituras nos informam que Deus estava em Cristo estava reconciliando o mundo consigo. O novo testamente fala amplamente da importância das autoridades, do governo, do magistrado civil, dos animais, dos recursos naturais, enfim da preservação de tudo que ele criou. Somos administradores da criação. Temos que reconhecer que o nosso país passa por uma enorme crise política, marcada por um sistema de corrupção bilionário, como nunca se viu aqui e em nenhuma parte do mundo. Não podemos nos calar diante das mentiras que ouvimos nas propagandas políticas.

Rev. Michael da Costa Souto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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